Viking - Flávio Assumpção
Flávio Assumpção
Eu escrevo desde 2007. Trabalho com contos de terror e ficção científica. Fui influenciado por Lautreamont, Marquês de Sade, Philip K. Dick, Robert Anton Wilson, Willian Burroughs, Augusto dos Anjos, Hakim Bey, Alan Moore, Clive Barker, entre outros. Quando não estou sob a influência dos demônios do caos, costumo trabalhar como psicólogo clínico na cidade de São Paulo.





Viking

Pronto para cortar minha cabeça.
E num último lampejo de força eu desvio do golpe e arranco a cabeça do general inimigo com meu machado.
Seu corpo cai pelo chão.
Sua cabeça rola ao lado dos cadáveres de seus soldados mortos pela minha lâmina.
Sinto uma lança me acertando por trás.
Na altura de meu coração.
Acabou.
Não pertenço mais a este mundo.
Meu corpo cai ao lado do general inimigo.
Meus olhos vão se fechando lentamente.
Ouço ao fundo o som das risadas de meus filhos.
No céu consigo ver o corvo negro de Odin.
É o meu fim.
Morro feliz por ter lutado como o verdadeiro rei de meu povo.
Estou cada vez mais sem ar.
A chuva cai em meu rosto e minhas narinas.
O frio toma conta do meu corpo.
Os vão se fechando.
Ouço cada vez mais alto.
O som da música festiva que me recepcionará.
Vinda dos salões do Valhalla.
Hoje morro pela glória.
Por meus irmãos.
Por minha família.
E pela honra.
Pois eu sou um viking.

 

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Pronto para cortar minha cabeça.
E num último lampejo de força eu desvio do golpe e arranco a cabeça do general inimigo com meu machado.
Seu corpo cai pelo chão.
Sua cabeça rola ao lado dos cadáveres de seus soldados mortos pela minha lâmina.
Sinto uma lança me acertando por trás.
Na altura de meu coração.
Acabou.
Não pertenço mais a este mundo.
Meu corpo cai ao lado do general inimigo.
Meus olhos vão se fechando lentamente.
Ouço ao fundo o som das risadas de meus filhos.
No céu consigo ver o corvo negro de Odin.
É o meu fim.
Morro feliz por ter lutado como o verdadeiro rei de meu povo.
Estou cada vez mais sem ar.
A chuva cai em meu rosto e minhas narinas.
O frio toma conta do meu corpo.
Os vão se fechando.
Ouço cada vez mais alto.
O som da música festiva que me recepcionará.
Vinda dos salões do Valhalla.
Hoje morro pela glória.
Por meus irmãos.
Por minha família.
E pela honra.
Pois eu sou um viking.

 

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