A maldição da Nova Cruz - Gabriel Mayer
Gabriel Mayer
Escritor e roteirista de Porto Alegre, apaixonado por horror e fantasia, tanto na literatura quanto no cinema. Formou-se em Produção Audiovisual na PUCRS e atualmente cursa Bacharelado em Letras na UFRGS. Trabalha com produção de conteúdo e desenvolvimento de projetos na Submerso Filmes, da qual é um dos fundadores.
É fascinado por monstros, lugares abandonados e magia. Suas grandes influências são Guillermo del Toro, Stephen King, Edgar Allan Poe e H. P. Lovecraft, além de ser um grande fã de Zelda e Caverna do Dragão.






A maldição da Nova Cruz

       O homem guinchou de dor por um momento, escancarando a boca e revelando um par de caninos longos, extremamente afiados.

       Com os olhos arregalados, o homem arrancou a estaca prateada do próprio peito, segurando-a firme em uma das mãos. Direcionando um olhar penetrante para a estaca, que se desmanchou em poeira em poucos segundos, o homem adquiriu uma expressão de contentamento. Olhou ao redor, para a banda, a carnificina, o cemitério, e a lua pálida.

       A legião de criaturas da noite aguardava imóvel o seu comando.

       — Finalmente.

       E assim, em um tom grave e rouco, o rei dos vampiros gargalhou alto, preenchendo o vazio da noite com ecos de uma voz muito antiga, jamais esquecida.

 

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Gabriel Mayer
A maldição da Nova Cruz

       O homem guinchou de dor por um momento, escancarando a boca e revelando um par de caninos longos, extremamente afiados.

       Com os olhos arregalados, o homem arrancou a estaca prateada do próprio peito, segurando-a firme em uma das mãos. Direcionando um olhar penetrante para a estaca, que se desmanchou em poeira em poucos segundos, o homem adquiriu uma expressão de contentamento. Olhou ao redor, para a banda, a carnificina, o cemitério, e a lua pálida.

       A legião de criaturas da noite aguardava imóvel o seu comando.

       — Finalmente.

       E assim, em um tom grave e rouco, o rei dos vampiros gargalhou alto, preenchendo o vazio da noite com ecos de uma voz muito antiga, jamais esquecida.

 

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