Aquela pessoa que matei - George Au Costa
George Au Costa
George Au Costa nasceu e reside em Porto Alegre, RS.
Persona non grata para alguns, utiliza sua arte desde 2013 como resposta para tudo.
Vive transitando entre Cinema, escrita e fotografia, suas maiores paixões.
Em suas malditas trindades, estão Stephen King, Edgar Allan Poe e H.P. Lovecraft; Quentin Tarantino, Stanley Kubrick e Woody Allen; Annie Leibovitz, Vivian Maier e Andy Warhol.
Atualmente, vem publicando textos em coletâneas, sites e em suas redes sociais, onde pode ser encontrado como @georgeaucosta.





Aquela pessoa que matei

Oh, sim, aquela foi a pessoa que disse a você.

Sim, foi ele que matei.

Quando o vi, sabia, eu o mataria.

Me aproximei da forma de sempre, com o olhar de sempre; sim, aquele.

Disse — Baby, você é mais belo que duas pedras de gelo no fundo de um belo copo de whiskey. — Perguntei a ele — Seria tão delicioso quanto?

Sem respostas, apenas um olhar que me fez suar; sim, aquele.

Bom, você sabe. Precisava continuar. Me aproximei mais.

Ah, ele se moveu e me beijou. Tive de lhe dizer — Baby, você já está morto.

Saímos pelos fundos, passamos por becos escuros. Caminhamos até ser o suficiente; até parar em meu sofá.

Lhe servi com uma dose. Ele não sabia, mas seria sua última.

Primeiro gole.

Segundo gole.

Saco minha faca.

Terceiro gole.

Passo a faca em sua garganta.

Seu sangue escorre tão lentamente quanto o vidro do copo se despedaça no chão.

Sentei ao lado do seu corpo ainda quente; um cigarro na boca. Disse — Você deveria saber que iria morrer. Me agachei e cheirei seu cabelo; tão bom quanto seu sangue. De novo, agarrei a faca. Pingos caíam como a melhor das chuvas. Aproveitei até a

última gota e depois a deixei cravada em seu coração.

Oh, sim, aquela foi a pessoa que disse a você.

Sim, foi ele que matei.

 

George Au Costa
Aquela pessoa que matei

Oh, sim, aquela foi a pessoa que disse a você.

Sim, foi ele que matei.

Quando o vi, sabia, eu o mataria.

Me aproximei da forma de sempre, com o olhar de sempre; sim, aquele.

Disse — Baby, você é mais belo que duas pedras de gelo no fundo de um belo copo de whiskey. — Perguntei a ele — Seria tão delicioso quanto?

Sem respostas, apenas um olhar que me fez suar; sim, aquele.

Bom, você sabe. Precisava continuar. Me aproximei mais.

Ah, ele se moveu e me beijou. Tive de lhe dizer — Baby, você já está morto.

Saímos pelos fundos, passamos por becos escuros. Caminhamos até ser o suficiente; até parar em meu sofá.

Lhe servi com uma dose. Ele não sabia, mas seria sua última.

Primeiro gole.

Segundo gole.

Saco minha faca.

Terceiro gole.

Passo a faca em sua garganta.

Seu sangue escorre tão lentamente quanto o vidro do copo se despedaça no chão.

Sentei ao lado do seu corpo ainda quente; um cigarro na boca. Disse — Você deveria saber que iria morrer. Me agachei e cheirei seu cabelo; tão bom quanto seu sangue. De novo, agarrei a faca. Pingos caíam como a melhor das chuvas. Aproveitei até a

última gota e depois a deixei cravada em seu coração.

Oh, sim, aquela foi a pessoa que disse a você.

Sim, foi ele que matei.