Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Gerson Machado De Avillez
Vendedor de ideias e traficante de placebos. Fotógrafo e homem da prática de letras nas horas vagas, teólogo e pedagogo por formação, filósofo autodidata e por vocação. Descendente direto do Tenente-General Jorge Avillez, portador da Síndrome de Aspeger, trabalhou em eventos culturais nas Lonas Culturais no Rio (2002) onde produziu e fotografou, tendo fotos publicadas em jornais do Rio de Janeiro. Posteriormente trabalhou na Rede Globo como fiscal de figuração pela agência MMCDI especialmente na novela Avenida Brasil (2012). Membro votante do Plano Estadual do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do Rio de Janeiro, membro número 1017 do CLFC (Clube de Leitores de Ficção Científica) e da Sal (Sociedade de Artes de São Gonçalo), tendo escrito artigos para a Revista Somnium, teve contos selecionados e publicados na Revista Litera, Primeiro Capítulo e é autor de destaque da Obvious Mag. Finalista de diversos concursos literários, tem 21 livros escritos e dois publicados, 'Adormecidos' (2011 - Ryoki Produções) e 'Síndrome Celestial' (2013 - Editora Multifoco).
E-mail: gersonavillez46@hotmail.com
Site: gersonavillez.jimdo.com





Echochronos – Parte 2

O Papa está certo. O abstrato é indestrutível, deste modo seguindo-se como sociedade do meme, a Ordo Christianitas Ad Ventus virtualmente pode estar em qualquer lugar e em lugar algum, são mais que preceitos ou meros conhecimentos mais ideais, o braço que acolhe, ficção ou verdade tais escritos deve-se estar nos corações, sendo-se suas histórias como os mitos velozes do sussurro a trazerem mais convertidos que iniciados, buscam seus felizardos. Assim como os ventos não se podem prender e controlar, mas apenas induzir parcialmente a seu favor como os navegadores em suas velas, o vento trás o renovo, o temporal, o frescor ou o vendaval, e quem o conhece tens o maior dos aliados não aos que escarram contra o vento. Com o vento não se luta, não se vence, se aceita ou não, pois contra um sopro podem ser contra, mas não o vendaval, e assim se diz ser o tempo no Tratactus ad Tempus negado oficialmente pelo Vaticano por se ter medo do que não compreende, mas Deus trabalha por caminhos que por vezes desconhecemos.
Ao saírem daquele lugar pegaram seu transporte que levou dias até chegar a Portugal passando por lugares degradados e destituídos da moral da civilização católica os alarmando.
Mosquitos. Quisera eu reclamar com Deus nas longas noites de preces, pensava consigo Helder. Mas quem poderia culpa-lo? Pois mesmo como uma quase subpraga inerente entre as dez pragas do Egito, o desequilíbrio é inerente ao ser humano, este ser oriundo entre o natural e o sobrenatural, presos a sua limitada ordem terrena inferior à dos anjos e mesmo do natural, mas presos a vontades. Desde o provável primeiro complô mesmo que ocasional ao homem que inconsciente deste ocasionou a reação em cadeia escalar perante o mundo, o desequilíbrio moral em sua concausaliedade. Pouco importa, estes pequenos seres alados quase onipresentes aos demais continentes como signo da degeneração natural, pois sigo com minha missão como embaixador da Santa Sé, designado pessoalmente pelo Papa inicialmente quase baseado num mero mito que como ruídos escutados por anos sem jamais ser visto, tendo apenas eu como seu guardião por herança baseado meramente na confiabilidade dos relatos de meu bisavô onde diz-se ter o celibato quebrado em justa causa e apenas um livro – considerado dos loucos – do qual datas longínquas pouco se sabe da veracidade, fazendo este assim oscilar entre o herético e são, mas que para todos efeitos a terra é o centro do Universo e meu segredo o mais alto que qualquer degrau de Priorado ou Ordem ambicione, entre cientistas e uma crescente tendência de ruptura entre a fé e a ciência a exemplo dos cientistas iluministas. O descontentamento que na verdade sempre houve quer seja entre o paganismo que agora quase sob a tutela canalizadora da Santá Sé a utiliza-los como braços da cavalaria espiritual, na realidade a fazer o trabalho sujo enquanto os bispos e arcebispos caminham com suas vestes imaculadas.

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Gerson Machado De Avillez
Echochronos – Parte 2

O Papa está certo. O abstrato é indestrutível, deste modo seguindo-se como sociedade do meme, a Ordo Christianitas Ad Ventus virtualmente pode estar em qualquer lugar e em lugar algum, são mais que preceitos ou meros conhecimentos mais ideais, o braço que acolhe, ficção ou verdade tais escritos deve-se estar nos corações, sendo-se suas histórias como os mitos velozes do sussurro a trazerem mais convertidos que iniciados, buscam seus felizardos. Assim como os ventos não se podem prender e controlar, mas apenas induzir parcialmente a seu favor como os navegadores em suas velas, o vento trás o renovo, o temporal, o frescor ou o vendaval, e quem o conhece tens o maior dos aliados não aos que escarram contra o vento. Com o vento não se luta, não se vence, se aceita ou não, pois contra um sopro podem ser contra, mas não o vendaval, e assim se diz ser o tempo no Tratactus ad Tempus negado oficialmente pelo Vaticano por se ter medo do que não compreende, mas Deus trabalha por caminhos que por vezes desconhecemos.
Ao saírem daquele lugar pegaram seu transporte que levou dias até chegar a Portugal passando por lugares degradados e destituídos da moral da civilização católica os alarmando.
Mosquitos. Quisera eu reclamar com Deus nas longas noites de preces, pensava consigo Helder. Mas quem poderia culpa-lo? Pois mesmo como uma quase subpraga inerente entre as dez pragas do Egito, o desequilíbrio é inerente ao ser humano, este ser oriundo entre o natural e o sobrenatural, presos a sua limitada ordem terrena inferior à dos anjos e mesmo do natural, mas presos a vontades. Desde o provável primeiro complô mesmo que ocasional ao homem que inconsciente deste ocasionou a reação em cadeia escalar perante o mundo, o desequilíbrio moral em sua concausaliedade. Pouco importa, estes pequenos seres alados quase onipresentes aos demais continentes como signo da degeneração natural, pois sigo com minha missão como embaixador da Santa Sé, designado pessoalmente pelo Papa inicialmente quase baseado num mero mito que como ruídos escutados por anos sem jamais ser visto, tendo apenas eu como seu guardião por herança baseado meramente na confiabilidade dos relatos de meu bisavô onde diz-se ter o celibato quebrado em justa causa e apenas um livro – considerado dos loucos – do qual datas longínquas pouco se sabe da veracidade, fazendo este assim oscilar entre o herético e são, mas que para todos efeitos a terra é o centro do Universo e meu segredo o mais alto que qualquer degrau de Priorado ou Ordem ambicione, entre cientistas e uma crescente tendência de ruptura entre a fé e a ciência a exemplo dos cientistas iluministas. O descontentamento que na verdade sempre houve quer seja entre o paganismo que agora quase sob a tutela canalizadora da Santá Sé a utiliza-los como braços da cavalaria espiritual, na realidade a fazer o trabalho sujo enquanto os bispos e arcebispos caminham com suas vestes imaculadas.

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