Necroína - Gerson Machado De Avillez
Gerson Machado De Avillez
Fotógrafo, autor nas horas vagas, teólogo, filósofo e pedagogo por formação. Portador da Síndrome de Aspeger com superdotação (Qi 163), trabalhou em eventos culturais nas Lonas Culturais no Rio (2002) onde produziu e fotografou, com fotos publicadas em jornais cariocas. Posteriormente trabalhou na Globo como fiscal de figuração pela agência MMCDI na novela Avenida Brasil (2012). Membro votante do Plano Estadual do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do Rio de Janeiro, membro número 1017 do CLFC (Clube de Leitores de Ficção Científica), UBE (União Brasileira de Escritores) e da Sal (Sociedade de Artes de São Gonçalo), escreveu artigos para a Revista Somnium, teve contos selecionados e publicados na Revista Litera, site Maldohorror, Arte do Terror, Mirage, Primeiro Capítulo, Conexão Literatura, Creepypasta Brasil assim como autor da semana com artigos de destaque na Obvious Mag. Finalista de diversos concursos literários, tendo os contos 'O Poço' (2017) e 'Inominável do Além' (2018) selecionado como um dos melhores de seus respectivos anos pela revisa Litera Livre. Tem 25 livros escritos e dois publicados, 'Adormecidos' (2011 - Ryoki Produções) e 'Síndrome Celestial' (2013 - Ed. Multifoco).

E-mail: gersonavillez46@hotmail.com
Site: gersonavillez.jimdo.com





Necroína

“A Diferença entre o remédio e o veneno é a dose.”
Paracelso – Médico e físico do século XVI.

      A maioria dos narcóticos surgiram bem-intencionados a partir de propriedades peculiares isoladas da natureza o qual o benefício seria de exclusivamente melhorar a qualidade de vítimas de pacientes em todo mundo ou para estudar aspectos peculiares da cognição. Quem poderia imaginar assim que no começo do século XX a cocaína fosse vendida em drogarias, similarmente o ectasy e LSD fossem crias laboratoriais utilizadas para estudar aspectos da mente, tendo o uso recorrente entre acadêmicos e mesmo soldados em guerra até sua posterior marginalização mediante perigos potenciais de seu uso e dependência. Daí surgiram uma legião de dependentes químicos os quais pareciam dispostos a tudo para manter o frenético vício iniciado por convenções sociais pouco conservadoras.

      A partir da decadência narcótica ela passou ser usual a marginais e seitas que buscavam modo de elevar a consciência e ativar partes da mente consideradas adormecidas através do uso de alucinógenos e outros narcóticos como uma herança latente e inconsciente dos antigos ainda em estado tribal, dos que faziam uso da cannabis entre outros.

      Porém, um cientista químico conhecido por seu papel no desenvolvimento de drogas para sanar divergentes mentais em suas variadas patologias psiquiátricas parecia caminhar alucinado pelas ruas tal como seus pacientes. Seu nome era Carlos Bennet, filho de brasileiros com uma norte-americana o homem de títulos era tido como confiável, credível e de alta reputação por seus títulos de doutor por Yale.

      Todavia Bennet ruborizado parecia transpirar abundantemente pelas ruas frias de Boston onde mantinha um laboratório para seus experimentos medicamentosos. Como sob efeito de narcóticos ilícitos num torpor de euforia típico de um estado de consciência alterado o homem caminhava a passos largos entremeados de edifícios e constantemente fintando atrás de si como se além de embebido no suor estivesse mergulhado num estado paranoico como típico efeito colateral de alguma droga experimental.

       Porém, ao adentrar no comércio como se fugisse de alguém topou aterrorizado com um rosto sombrio dentre a pequena multidão de consumidores, um rosto temerariamente familiar a ele. O homem então mudou de direção quando um carro freando bruscamente parou em sua frente antes que ele atravessasse a rua. Angustiado o homem estancou qualquer movimento e paralisado fintou seus perseguidores com grandes olhos esbugalhados até que um golpe penetrou suas gostas por um punhal. O homem virou-se e viu o que parecia ser um garoto que saíra correndo enquanto os perseguidores agora fingiam-se de socorristas ante todos até que o jovem sumisse na multidão como sua vida esvaindo-se nos braços de seus algozes. Bennet não estava drogado, mas realmente perseguido por sinistros e misteriosos homens atrás de uma descoberta.

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“A Diferença entre o remédio e o veneno é a dose.”
Paracelso – Médico e físico do século XVI.

      A maioria dos narcóticos surgiram bem-intencionados a partir de propriedades peculiares isoladas da natureza o qual o benefício seria de exclusivamente melhorar a qualidade de vítimas de pacientes em todo mundo ou para estudar aspectos peculiares da cognição. Quem poderia imaginar assim que no começo do século XX a cocaína fosse vendida em drogarias, similarmente o ectasy e LSD fossem crias laboratoriais utilizadas para estudar aspectos da mente, tendo o uso recorrente entre acadêmicos e mesmo soldados em guerra até sua posterior marginalização mediante perigos potenciais de seu uso e dependência. Daí surgiram uma legião de dependentes químicos os quais pareciam dispostos a tudo para manter o frenético vício iniciado por convenções sociais pouco conservadoras.

      A partir da decadência narcótica ela passou ser usual a marginais e seitas que buscavam modo de elevar a consciência e ativar partes da mente consideradas adormecidas através do uso de alucinógenos e outros narcóticos como uma herança latente e inconsciente dos antigos ainda em estado tribal, dos que faziam uso da cannabis entre outros.

      Porém, um cientista químico conhecido por seu papel no desenvolvimento de drogas para sanar divergentes mentais em suas variadas patologias psiquiátricas parecia caminhar alucinado pelas ruas tal como seus pacientes. Seu nome era Carlos Bennet, filho de brasileiros com uma norte-americana o homem de títulos era tido como confiável, credível e de alta reputação por seus títulos de doutor por Yale.

      Todavia Bennet ruborizado parecia transpirar abundantemente pelas ruas frias de Boston onde mantinha um laboratório para seus experimentos medicamentosos. Como sob efeito de narcóticos ilícitos num torpor de euforia típico de um estado de consciência alterado o homem caminhava a passos largos entremeados de edifícios e constantemente fintando atrás de si como se além de embebido no suor estivesse mergulhado num estado paranoico como típico efeito colateral de alguma droga experimental.

       Porém, ao adentrar no comércio como se fugisse de alguém topou aterrorizado com um rosto sombrio dentre a pequena multidão de consumidores, um rosto temerariamente familiar a ele. O homem então mudou de direção quando um carro freando bruscamente parou em sua frente antes que ele atravessasse a rua. Angustiado o homem estancou qualquer movimento e paralisado fintou seus perseguidores com grandes olhos esbugalhados até que um golpe penetrou suas gostas por um punhal. O homem virou-se e viu o que parecia ser um garoto que saíra correndo enquanto os perseguidores agora fingiam-se de socorristas ante todos até que o jovem sumisse na multidão como sua vida esvaindo-se nos braços de seus algozes. Bennet não estava drogado, mas realmente perseguido por sinistros e misteriosos homens atrás de uma descoberta.

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