Necroína - Gerson Machado De Avillez
Gerson Machado De Avillez
Vendedor de ideias e traficante de placebos. Fotógrafo e homem da prática de letras nas horas vagas, teólogo e pedagogo por formação, filósofo autodidata e por vocação. Descendente direto do Tenente-General Jorge Avillez, portador da Síndrome de Aspeger, trabalhou em eventos culturais nas Lonas Culturais no Rio (2002) onde produziu e fotografou, tendo fotos publicadas em jornais do Rio de Janeiro. Posteriormente trabalhou na Rede Globo como fiscal de figuração pela agência MMCDI especialmente na novela Avenida Brasil (2012). Membro votante do Plano Estadual do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do Rio de Janeiro, membro número 1017 do CLFC (Clube de Leitores de Ficção Científica) e da Sal (Sociedade de Artes de São Gonçalo), tendo escrito artigos para a Revista Somnium, teve contos selecionados e publicados na Revista Litera, Primeiro Capítulo e é autor de destaque da Obvious Mag. Finalista de diversos concursos literários, tem 21 livros escritos e dois publicados, 'Adormecidos' (2011 - Ryoki Produções) e 'Síndrome Celestial' (2013 - Editora Multifoco).
E-mail: gersonavillez46@hotmail.com
Site: gersonavillez.jimdo.com





Necroína

“A Diferença entre o remédio e o veneno é a dose.”
Paracelso – Médico e físico do século XVI.

      A maioria dos narcóticos surgiram bem-intencionados a partir de propriedades peculiares isoladas da natureza o qual o benefício seria de exclusivamente melhorar a qualidade de vítimas de pacientes em todo mundo ou para estudar aspectos peculiares da cognição. Quem poderia imaginar assim que no começo do século XX a cocaína fosse vendida em drogarias, similarmente o ectasy e LSD fossem crias laboratoriais utilizadas para estudar aspectos da mente, tendo o uso recorrente entre acadêmicos e mesmo soldados em guerra até sua posterior marginalização mediante perigos potenciais de seu uso e dependência. Daí surgiram uma legião de dependentes químicos os quais pareciam dispostos a tudo para manter o frenético vício iniciado por convenções sociais pouco conservadoras.

      A partir da decadência narcótica ela passou ser usual a marginais e seitas que buscavam modo de elevar a consciência e ativar partes da mente consideradas adormecidas através do uso de alucinógenos e outros narcóticos como uma herança latente e inconsciente dos antigos ainda em estado tribal, dos que faziam uso da cannabis entre outros.

      Porém, um cientista químico conhecido por seu papel no desenvolvimento de drogas para sanar divergentes mentais em suas variadas patologias psiquiátricas parecia caminhar alucinado pelas ruas tal como seus pacientes. Seu nome era Carlos Bennet, filho de brasileiros com uma norte-americana o homem de títulos era tido como confiável, credível e de alta reputação por seus títulos de doutor por Yale.

      Todavia Bennet ruborizado parecia transpirar abundantemente pelas ruas frias de Boston onde mantinha um laboratório para seus experimentos medicamentosos. Como sob efeito de narcóticos ilícitos num torpor de euforia típico de um estado de consciência alterado o homem caminhava a passos largos entremeados de edifícios e constantemente fintando atrás de si como se além de embebido no suor estivesse mergulhado num estado paranoico como típico efeito colateral de alguma droga experimental.

       Porém, ao adentrar no comércio como se fugisse de alguém topou aterrorizado com um rosto sombrio dentre a pequena multidão de consumidores, um rosto temerariamente familiar a ele. O homem então mudou de direção quando um carro freando bruscamente parou em sua frente antes que ele atravessasse a rua. Angustiado o homem estancou qualquer movimento e paralisado fintou seus perseguidores com grandes olhos esbugalhados até que um golpe penetrou suas gostas por um punhal. O homem virou-se e viu o que parecia ser um garoto que saíra correndo enquanto os perseguidores agora fingiam-se de socorristas ante todos até que o jovem sumisse na multidão como sua vida esvaindo-se nos braços de seus algozes. Bennet não estava drogado, mas realmente perseguido por sinistros e misteriosos homens atrás de uma descoberta.

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“A Diferença entre o remédio e o veneno é a dose.”
Paracelso – Médico e físico do século XVI.

      A maioria dos narcóticos surgiram bem-intencionados a partir de propriedades peculiares isoladas da natureza o qual o benefício seria de exclusivamente melhorar a qualidade de vítimas de pacientes em todo mundo ou para estudar aspectos peculiares da cognição. Quem poderia imaginar assim que no começo do século XX a cocaína fosse vendida em drogarias, similarmente o ectasy e LSD fossem crias laboratoriais utilizadas para estudar aspectos da mente, tendo o uso recorrente entre acadêmicos e mesmo soldados em guerra até sua posterior marginalização mediante perigos potenciais de seu uso e dependência. Daí surgiram uma legião de dependentes químicos os quais pareciam dispostos a tudo para manter o frenético vício iniciado por convenções sociais pouco conservadoras.

      A partir da decadência narcótica ela passou ser usual a marginais e seitas que buscavam modo de elevar a consciência e ativar partes da mente consideradas adormecidas através do uso de alucinógenos e outros narcóticos como uma herança latente e inconsciente dos antigos ainda em estado tribal, dos que faziam uso da cannabis entre outros.

      Porém, um cientista químico conhecido por seu papel no desenvolvimento de drogas para sanar divergentes mentais em suas variadas patologias psiquiátricas parecia caminhar alucinado pelas ruas tal como seus pacientes. Seu nome era Carlos Bennet, filho de brasileiros com uma norte-americana o homem de títulos era tido como confiável, credível e de alta reputação por seus títulos de doutor por Yale.

      Todavia Bennet ruborizado parecia transpirar abundantemente pelas ruas frias de Boston onde mantinha um laboratório para seus experimentos medicamentosos. Como sob efeito de narcóticos ilícitos num torpor de euforia típico de um estado de consciência alterado o homem caminhava a passos largos entremeados de edifícios e constantemente fintando atrás de si como se além de embebido no suor estivesse mergulhado num estado paranoico como típico efeito colateral de alguma droga experimental.

       Porém, ao adentrar no comércio como se fugisse de alguém topou aterrorizado com um rosto sombrio dentre a pequena multidão de consumidores, um rosto temerariamente familiar a ele. O homem então mudou de direção quando um carro freando bruscamente parou em sua frente antes que ele atravessasse a rua. Angustiado o homem estancou qualquer movimento e paralisado fintou seus perseguidores com grandes olhos esbugalhados até que um golpe penetrou suas gostas por um punhal. O homem virou-se e viu o que parecia ser um garoto que saíra correndo enquanto os perseguidores agora fingiam-se de socorristas ante todos até que o jovem sumisse na multidão como sua vida esvaindo-se nos braços de seus algozes. Bennet não estava drogado, mas realmente perseguido por sinistros e misteriosos homens atrás de uma descoberta.

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