Preâmbulo dos Mortos - Gerson Machado De Avillez
Gerson Machado De Avillez
Fotógrafo, autor nas horas vagas, teólogo, filósofo e pedagogo por formação. Portador da Síndrome de Aspeger com superdotação (Qi 163), trabalhou em eventos culturais nas Lonas Culturais no Rio (2002) onde produziu e fotografou, com fotos publicadas em jornais cariocas. Posteriormente trabalhou na Globo como fiscal de figuração pela agência MMCDI na novela Avenida Brasil (2012). Membro votante do Plano Estadual do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do Rio de Janeiro, membro número 1017 do CLFC (Clube de Leitores de Ficção Científica), UBE (União Brasileira de Escritores) e da Sal (Sociedade de Artes de São Gonçalo), escreveu artigos para a Revista Somnium, teve contos selecionados e publicados na Revista Litera, site Maldohorror, Arte do Terror, Mirage, Primeiro Capítulo, Conexão Literatura, Creepypasta Brasil assim como autor da semana com artigos de destaque na Obvious Mag. Finalista de diversos concursos literários, tendo os contos 'O Poço' (2017) e 'Inominável do Além' (2018) selecionado como um dos melhores de seus respectivos anos pela revisa Litera Livre. Tem 25 livros escritos e dois publicados, 'Adormecidos' (2011 - Ryoki Produções) e 'Síndrome Celestial' (2013 - Ed. Multifoco).

E-mail: gersonavillez46@hotmail.com
Site: gersonavillez.jimdo.com





Preâmbulo dos Mortos

       Tínhamos a pretensa de superar os feitos de Marco Polo naquele século XIII. Ao desbravar territórios o qual se conhecia apenas por rumores esta expedição prometia descobertas sem precedentes. Partimos de Florença em sigilo, o grupo financiado em segredo por comerciantes de seda almejava retorno para melhores rotas e descoberta de novas mercadorias potenciais. O grupo liderado por Sandro Sanzio era formado por mim e mais dois membros, Enzo Pietro e Luca Alessandro de outras regiões da Itália. Tão logo no começo estávamos motivados pelas possibilidades que doravante se abriam a medida de nosso progresso em terras inexploradas ou pouco exploradas por qualquer outro contingente europeu.

       Fora uma exaustiva e ostensiva caminhada por vastos territórios desconhecidos ao longo de dois anos ao nos fazer ter contados com as mais variadas e exóticas culturas.

       Almejamos chegar por terra até o famigerado império chinês quando seguindo a sugestão de camponês alteramos nossa rota pelo Himalaia quando nos sobreveio uma intensa nevasca nos obrigando a se abrigar num monastério budista. Considerados por muitos como um recando secreto de saberes perdidos lá tivemos ciência dos rumores que como lendas narravam errantes que em morte caminhavam de modo que nos assombrou ainda que como um distante devaneio fóbico inerentes aos estados mais obscuros do onírico. Todavia com a intensidade da nevasca nos temores se desvelaram reais quando o acumulo de neve culminou numa avalanche que cobriu a rota de saída para a China.

       Apenas ficamos cientes do incidente quando o sol raiou após duas semanas apreensivas de espera no monastério, de modo que com o fim da nevasca nos sobreveio a temerária informação de que deveríamos abrir caminho ante a rota agora encoberta por rochas e neve de muitos séculos passados.

       Assim nos juntamos aos monges o qual o árduo trabalho gradualmente abria caminho entre uma extensão de um quilometro desolado pelo deslizamento de rocha e gelo. Fora quando nos deparamos com o que pareciam resquícios de antigos que habitaram a região em tempos remotos levando um dos monges postergar a remota possibilidade deletéria daquilo remeter as folclóricas lendas daqueles pacíficos homens. Todavia ao localizarmos o que remetia a um diário em língua desconhecida rapidamente o clima emocionando do mesmo monge mudou inicialmente em silêncio até ser interrompido por Sandro Sanzio ao indaga-lo em seu idioma.

       — O que está escrito nesse diário?

       — O diário remonta a época de Buda, o qual aparentar pertencer a um seguidor original de Sidarta Gautama.

       — Um belo achado diria. – Assenti ao ouvir a tradução de meu companheiro de jornada Sanzio.

       — O problema é que ele não diz apenas isto. — Prosseguiu Sanzio para mim. – Mas traz relatos originais de uma praga que atingiu aqueles que supostamente não houveram atingido a evolução espiritual. Por um feitiço foram condenados a vagar por este mundo após morrer.

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Gerson Machado De Avillez
Preâmbulo dos Mortos

       Tínhamos a pretensa de superar os feitos de Marco Polo naquele século XIII. Ao desbravar territórios o qual se conhecia apenas por rumores esta expedição prometia descobertas sem precedentes. Partimos de Florença em sigilo, o grupo financiado em segredo por comerciantes de seda almejava retorno para melhores rotas e descoberta de novas mercadorias potenciais. O grupo liderado por Sandro Sanzio era formado por mim e mais dois membros, Enzo Pietro e Luca Alessandro de outras regiões da Itália. Tão logo no começo estávamos motivados pelas possibilidades que doravante se abriam a medida de nosso progresso em terras inexploradas ou pouco exploradas por qualquer outro contingente europeu.

       Fora uma exaustiva e ostensiva caminhada por vastos territórios desconhecidos ao longo de dois anos ao nos fazer ter contados com as mais variadas e exóticas culturas.

       Almejamos chegar por terra até o famigerado império chinês quando seguindo a sugestão de camponês alteramos nossa rota pelo Himalaia quando nos sobreveio uma intensa nevasca nos obrigando a se abrigar num monastério budista. Considerados por muitos como um recando secreto de saberes perdidos lá tivemos ciência dos rumores que como lendas narravam errantes que em morte caminhavam de modo que nos assombrou ainda que como um distante devaneio fóbico inerentes aos estados mais obscuros do onírico. Todavia com a intensidade da nevasca nos temores se desvelaram reais quando o acumulo de neve culminou numa avalanche que cobriu a rota de saída para a China.

       Apenas ficamos cientes do incidente quando o sol raiou após duas semanas apreensivas de espera no monastério, de modo que com o fim da nevasca nos sobreveio a temerária informação de que deveríamos abrir caminho ante a rota agora encoberta por rochas e neve de muitos séculos passados.

       Assim nos juntamos aos monges o qual o árduo trabalho gradualmente abria caminho entre uma extensão de um quilometro desolado pelo deslizamento de rocha e gelo. Fora quando nos deparamos com o que pareciam resquícios de antigos que habitaram a região em tempos remotos levando um dos monges postergar a remota possibilidade deletéria daquilo remeter as folclóricas lendas daqueles pacíficos homens. Todavia ao localizarmos o que remetia a um diário em língua desconhecida rapidamente o clima emocionando do mesmo monge mudou inicialmente em silêncio até ser interrompido por Sandro Sanzio ao indaga-lo em seu idioma.

       — O que está escrito nesse diário?

       — O diário remonta a época de Buda, o qual aparentar pertencer a um seguidor original de Sidarta Gautama.

       — Um belo achado diria. – Assenti ao ouvir a tradução de meu companheiro de jornada Sanzio.

       — O problema é que ele não diz apenas isto. — Prosseguiu Sanzio para mim. – Mas traz relatos originais de uma praga que atingiu aqueles que supostamente não houveram atingido a evolução espiritual. Por um feitiço foram condenados a vagar por este mundo após morrer.

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