Laranja-Abóbora - Golden Barbie
Golden Barbie
Louca, maluca, insana e perturbada. Sem nenhum pingo de lucidez.
Um labirinto sem fim...
Um enigma onde muitos insistem em querer desvendar...
Vivendo a complexidade dos meus dias onde, embriago-me para viver e sobreviver em guerra constante entre a realidade e a fantasia.
Devorando os lobos que surgem em minha caminhada.
Mantendo-me sempre uma alfa.
Escrevo para aliviar os agonizantes gritos das vozes que moram em minha cabeça, o universo e suas frustrações "cagadas" me inspiram a rabiscar folhas e mais folhas de papel.
Mantenha-se longe! "Ou arrancarei suas tripas e as cozinharei". 





Laranja-Abóbora

Um grande buraco

Usurpou o céu azul turquesa

Naquele dia;

Fazendo-me lembrar dos redemoinhos

Que surgem às vezes no mar.

Nuvens esparsas tornaram-se

Negras, borbulhavam

Feito cinzas cadavéricas

Jogadas sobre a cara.

Os portões velhos e enferrujados

Do cemitério gemiam devagar

Do outro lado da estrada de barro

Estava eu, Amanda.

O horror ninou-me em seus braços

Não tinha como ser corajosa.

De mãos dadas, serelepe

Saltitavam sobre os caixões

As três criancinhas ruivas,

Filhos de dona Marta

A assassina de bebês.

Cuja um dia os trancafiou

Dentro do armário do quarto

Permitindo-se cair no esquecimento…

Seus filhos morreram de fome.

Sufocados pelos próprios gritos;

Agonizaram por vinte e um dias

Levando dona Marta à loucura.

Assim disseram os mais velhos

Há muito tempo atrás…

Testemunhas, de um dia tomado pelas trevas.

Hoje dona Marta,

Caminha pelas ruas da cidade de lugar nenhum

Atordoada,

Sem poder morrer…

Golden Barbie
Laranja-Abóbora

Um grande buraco

Usurpou o céu azul turquesa

Naquele dia;

Fazendo-me lembrar dos redemoinhos

Que surgem às vezes no mar.

Nuvens esparsas tornaram-se

Negras, borbulhavam

Feito cinzas cadavéricas

Jogadas sobre a cara.

Os portões velhos e enferrujados

Do cemitério gemiam devagar

Do outro lado da estrada de barro

Estava eu, Amanda.

O horror ninou-me em seus braços

Não tinha como ser corajosa.

De mãos dadas, serelepe

Saltitavam sobre os caixões

As três criancinhas ruivas,

Filhos de dona Marta

A assassina de bebês.

Cuja um dia os trancafiou

Dentro do armário do quarto

Permitindo-se cair no esquecimento…

Seus filhos morreram de fome.

Sufocados pelos próprios gritos;

Agonizaram por vinte e um dias

Levando dona Marta à loucura.

Assim disseram os mais velhos

Há muito tempo atrás…

Testemunhas, de um dia tomado pelas trevas.

Hoje dona Marta,

Caminha pelas ruas da cidade de lugar nenhum

Atordoada,

Sem poder morrer…