Retiro - Golden Barbie
Golden Barbie
Louca, maluca, insana e perturbada. Sem nenhum pingo de lucidez.
Um labirinto sem fim...
Um enigma onde muitos insistem em querer desvendar...
Vivendo a complexidade dos meus dias onde, embriago-me para viver e sobreviver em guerra constante entre a realidade e a fantasia.
Devorando os lobos que surgem em minha caminhada.
Mantendo-me sempre uma alfa.
Escrevo para aliviar os agonizantes gritos das vozes que moram em minha cabeça, o universo e suas frustrações "cagadas" me inspiram a rabiscar folhas e mais folhas de papel.
Mantenha-se longe! "Ou arrancarei suas tripas e as cozinharei". 





Retiro

Sou o que fiz de mim,
Sou o espelho que reflete o que fizeram de mim.

Chibatadas golpeiam, esfolam minha pele

Há feridas!
Há lágrimas!
Há perversidade mundana…

Confesso-te, caro leitor…
Em vossos braços há o refúgio que necessito, no acalento de meus versos sobrevivo

Perdoem-me o cheiro de cerveja vagabunda
Não se oprimam sob a fumaça de meu cigarro
Respirem livres, mesmo no meu mundo intragável…


Fragmentos de um passado

Foi-se perdendo a alegria do seu ser ingênuo
Pouco a pouco sem perceber…
Fotografias espalhadas dentro
Da pocilga empoeirada lhe lembrara
De como a vida poderia ser
A catinga dominava seu corpo
Frágil, desarmado
Nem mesmo os gritos de seu bebê faminto a libertava
Do cárcere incônscio,
Não queria mais viver.
Mirou o primeiro corte
Mas que falta de sorte!
Goela abaixo
Entornou os remédios
Sem sucesso!
Duas tentativas de morte;
Na terceira, não haverá
sorte.

Golden Barbie
Retiro

Sou o que fiz de mim,
Sou o espelho que reflete o que fizeram de mim.

Chibatadas golpeiam, esfolam minha pele

Há feridas!
Há lágrimas!
Há perversidade mundana…

Confesso-te, caro leitor…
Em vossos braços há o refúgio que necessito, no acalento de meus versos sobrevivo

Perdoem-me o cheiro de cerveja vagabunda
Não se oprimam sob a fumaça de meu cigarro
Respirem livres, mesmo no meu mundo intragável…


Fragmentos de um passado

Foi-se perdendo a alegria do seu ser ingênuo
Pouco a pouco sem perceber…
Fotografias espalhadas dentro
Da pocilga empoeirada lhe lembrara
De como a vida poderia ser
A catinga dominava seu corpo
Frágil, desarmado
Nem mesmo os gritos de seu bebê faminto a libertava
Do cárcere incônscio,
Não queria mais viver.
Mirou o primeiro corte
Mas que falta de sorte!
Goela abaixo
Entornou os remédios
Sem sucesso!
Duas tentativas de morte;
Na terceira, não haverá
sorte.