Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Guaraci Nanferdes Merlhieg
Decapito a cabeça antes de começar a escrever e de capítulo em capítulo capitulo com Diógenes em meus genes, assim como Catulo -o da paixão cearense!, versos destilo, textos, testículos, por vezes fartos, de fato ridílicos; por vezes versículos, não tão raro: de estilo! Gesticulo e mesmo com o cu circunEscrevo; ensejo a esmo o que seria a síntese de meu desejo... O que sonharia com isso, quanto afinal ao final tudo isso pesaria, qual seria meu compr´omisso? Arriscaria declarar que em real idade escrevo primeiramente com um fósforo para a sós, só então, em decúbito dorsal em combustão com efusiva efusão, como um chá escuro em um sabbath preto; em rebuliça ebulição e com a volição no cúmulo do exício... -aliadas aliás às atuais eternais infernais conjecturas, contando com tantos ditadores em eterno exercício!- Dizer-lhes ia e ainda que ao desdizer-lhes: caso o acaso não for a única matéria realmente possível, de me dedicar sobremaneira, ao que me dedico; ou não for a última maneira verdadeiramente palpável de se estar encarnado se encarando num estado minimamente estável ou socialmente aceitável... Seriamos seriamente somente seriados vistos, deitados em algum sôfrego sofá reclinável, com preguiça descaso ; como mísseis teleguiados, com descuido e desgosto degustados; verdes olivas azeitáveis, por algum desse milhares de semi deuses de uma dessas milhares de religiões que por séculos, em seus raboSentados por regiões registradas sob os mais diversos cep´s dos mais longínquos rincões; tem nos assistido; nos consumido; segurando seguros os controles de nossas remotas vidas e visões... Tendo isto dito, medito sobre e sob tais circunstÂnsias lhes proponho; sobre a mesa ponho: estes escritos que edito!





Cabalgando um caballo muerto

à Nicolás Guillén

Quando o vi por primera vez

Quando o li; Pô! 1ª vez…

Minha tez se desfez qual a insensatez da tenaz mulher do padre o ogro e grande pequeno burguês.

Quando o vi por primera vez

Estavas soterrado em sua cova rasa (A de nº 6(*), n´antiga necrópolis de Colón), d´onde em Habana me abano n´um calor úmido abafado, onde escrevo essa ode, onde choro o um rio, rio e choro, onde sentado ao seu largo concluo este poema conluio que por supuesto 

é o oposto de algo de bom

Saiba sábio poeta que agora, nesse momento mesmo, nesta mesma hora, mesmo se empilhando em pilhéria todos seus ossos…

Não quedaria mais junto, justo; és jamais!, és não mais que um defunto!?

_Guillén que está morto, não é mais ninguém, ninguém é mais que Guillén_

Tentado tenho

tentáculos tamanhos tantos quantos um polvo venho tentando

Palavras são tantas & somos tão poucos…

 

Quando o vi por primera vez

O sol das Antilhas nesta antiga ilha de Cuba, forte como seu povo…

O sonido de Ana, Ava em estribilho!

…batia enviesado enfezado como a fome eterna que a todo cubano encerra, de tudo que está acima e abaixo da terra; em extra brilho, como um bongô sobre sua tumba (A de nº 6(*) n´antiga necrópolis de Colón), com um som de son!, e não de rumba…

 

‘QUE BAILE UNA RUMBA

DON PEDRO TURUMBA’ 

 ADELANTE EL ELEFANTE!

Páginas: 1 2

Guaraci Nanferdes Merlhieg
Cabalgando um caballo muerto

à Nicolás Guillén

Quando o vi por primera vez

Quando o li; Pô! 1ª vez…

Minha tez se desfez qual a insensatez da tenaz mulher do padre o ogro e grande pequeno burguês.

Quando o vi por primera vez

Estavas soterrado em sua cova rasa (A de nº 6(*), n´antiga necrópolis de Colón), d´onde em Habana me abano n´um calor úmido abafado, onde escrevo essa ode, onde choro o um rio, rio e choro, onde sentado ao seu largo concluo este poema conluio que por supuesto 

é o oposto de algo de bom

Saiba sábio poeta que agora, nesse momento mesmo, nesta mesma hora, mesmo se empilhando em pilhéria todos seus ossos…

Não quedaria mais junto, justo; és jamais!, és não mais que um defunto!?

_Guillén que está morto, não é mais ninguém, ninguém é mais que Guillén_

Tentado tenho

tentáculos tamanhos tantos quantos um polvo venho tentando

Palavras são tantas & somos tão poucos…

 

Quando o vi por primera vez

O sol das Antilhas nesta antiga ilha de Cuba, forte como seu povo…

O sonido de Ana, Ava em estribilho!

…batia enviesado enfezado como a fome eterna que a todo cubano encerra, de tudo que está acima e abaixo da terra; em extra brilho, como um bongô sobre sua tumba (A de nº 6(*) n´antiga necrópolis de Colón), com um som de son!, e não de rumba…

 

‘QUE BAILE UNA RUMBA

DON PEDRO TURUMBA’ 

 ADELANTE EL ELEFANTE!

Páginas: 1 2