Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Guaraci Nanferdes Merlhieg
Decapito a cabeça antes de começar a escrever e de capítulo em capítulo capitulo com Diógenes em meus genes, assim como Catulo -o da paixão cearense!, versos destilo, textos, testículos, por vezes fartos, de fato ridílicos; por vezes versículos, não tão raro: de estilo! Gesticulo e mesmo com o cu circunEscrevo; ensejo a esmo o que seria a síntese de meu desejo... O que sonharia com isso, quanto afinal ao final tudo isso pesaria, qual seria meu compr´omisso? Arriscaria declarar que em real idade escrevo primeiramente com um fósforo para a sós, só então, em decúbito dorsal em combustão com efusiva efusão, como um chá escuro em um sabbath preto; em rebuliça ebulição e com a volição no cúmulo do exício... -aliadas aliás às atuais eternais infernais conjecturas, contando com tantos ditadores em eterno exercício!- Dizer-lhes ia e ainda que ao desdizer-lhes: caso o acaso não for a única matéria realmente possível, de me dedicar sobremaneira, ao que me dedico; ou não for a última maneira verdadeiramente palpável de se estar encarnado se encarando num estado minimamente estável ou socialmente aceitável... Seriamos seriamente somente seriados vistos, deitados em algum sôfrego sofá reclinável, com preguiça descaso ; como mísseis teleguiados, com descuido e desgosto degustados; verdes olivas azeitáveis, por algum desse milhares de semi deuses de uma dessas milhares de religiões que por séculos, em seus raboSentados por regiões registradas sob os mais diversos cep´s dos mais longínquos rincões; tem nos assistido; nos consumido; segurando seguros os controles de nossas remotas vidas e visões... Tendo isto dito, medito sobre e sob tais circunstÂnsias lhes proponho; sobre a mesa ponho: estes escritos que edito!





A grande orquestra de mentira do governo do fim do mundo III

MEMÓRIAS DE UM ATUAL EX-PALHAÇO DE CIRCO_OU_A CASA DOS ESPELHOS_

Ao Palhaço Carequinha!

Nos embriagamos, nos obrigamos, depois que o ônibus da linha Batman! –Plaza de Armas/Larapa- nos abandonou numa esquina do distrito de Wanchaq, em Cusco…

Ele Daniel Cornejo Bobadilla, entrara correndo e gritando feito uma maritaca com seu parsi pela porta dianteira do coletivo, aquilo num pode mesmo nem ser chamado de ônibus Ônibus, e seu parsa quase pelado pela traseira… Já em plena ação, ele aos prantos, enquanto o outro sorria , mas sorria tanto, mas tanto que fazia seu pranto soasse um canto um tanto inexplicável…

O frio que fazia tornava o ar quase palpável irrespirável … A cena girava girava, crescia ficando quase do tamanho de um pescoço de uma girafa – aumentava de tamanho rápida como o crescimento de um girino ou dalguma dessa milhões de reviravoltas dos nós de nossos destinos- girava e girava agora como uma uma moto num globo da morte, em torno da suposta traição do motorista por ter sido supositoriamenteamante d’um deles…

Ficamos tão bêbados nesse dia que se tornou mestra noite ao ponto tal que já no ponto final docoletônibus ainda não havia logrado conhecer ou cogitar arriscar dizer qual deles afinal, havia traído e qual o teria sido… (tudo indica, ai incluio muita cannabis indica, fumadas nos ermos Cerros Cusquenos com a cabeça a prêmio e a imaginação e o gênio em fruição eplen’ação!, que fora o próprio Daniel o traído, por haver entrado de pronto aos prantos num ponto qualquer da Avenida de La cultura…).
& segue bravamente o ato e seu parceiro, o‘coadjuvante’, que jamais me lembrarei o nome por ter tido que declinar da bebedeira já na primeira jarra de Chica… Cochicha algo furtuito n’ouvido da cobradora e passa a enchê-la de beijos leves no rosto lançando um olhar lancinante – cheio de pujança, como um templário medieval apontando sua lança, ou um dervixe desfilando em sua dança- a Daniel…que em estas alturas das entranhas dessas estranhas escrituras que se talham quase como se o faz em uma escultura; que por estas ranhuras no texto raspava, como num palimpsesto,e que com a língua arranhando o céu da boca, com o inferno de suas palavras, que frenética e esteticamente argumentavam e aumentavam a sensação de desespero da ação, ao motorista dizia desditosamente coisas do tipo:

_Como pode me trocar por essa baranga? (Leia-se Pendeja, entrego esta tradução de grátis, de bandeja…)

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Guaraci Nanferdes Merlhieg
A grande orquestra de mentira do governo do fim do mundo III

MEMÓRIAS DE UM ATUAL EX-PALHAÇO DE CIRCO_OU_A CASA DOS ESPELHOS_

Ao Palhaço Carequinha!

Nos embriagamos, nos obrigamos, depois que o ônibus da linha Batman! –Plaza de Armas/Larapa- nos abandonou numa esquina do distrito de Wanchaq, em Cusco…

Ele Daniel Cornejo Bobadilla, entrara correndo e gritando feito uma maritaca com seu parsi pela porta dianteira do coletivo, aquilo num pode mesmo nem ser chamado de ônibus Ônibus, e seu parsa quase pelado pela traseira… Já em plena ação, ele aos prantos, enquanto o outro sorria , mas sorria tanto, mas tanto que fazia seu pranto soasse um canto um tanto inexplicável…

O frio que fazia tornava o ar quase palpável irrespirável … A cena girava girava, crescia ficando quase do tamanho de um pescoço de uma girafa – aumentava de tamanho rápida como o crescimento de um girino ou dalguma dessa milhões de reviravoltas dos nós de nossos destinos- girava e girava agora como uma uma moto num globo da morte, em torno da suposta traição do motorista por ter sido supositoriamenteamante d’um deles…

Ficamos tão bêbados nesse dia que se tornou mestra noite ao ponto tal que já no ponto final docoletônibus ainda não havia logrado conhecer ou cogitar arriscar dizer qual deles afinal, havia traído e qual o teria sido… (tudo indica, ai incluio muita cannabis indica, fumadas nos ermos Cerros Cusquenos com a cabeça a prêmio e a imaginação e o gênio em fruição eplen’ação!, que fora o próprio Daniel o traído, por haver entrado de pronto aos prantos num ponto qualquer da Avenida de La cultura…).
& segue bravamente o ato e seu parceiro, o‘coadjuvante’, que jamais me lembrarei o nome por ter tido que declinar da bebedeira já na primeira jarra de Chica… Cochicha algo furtuito n’ouvido da cobradora e passa a enchê-la de beijos leves no rosto lançando um olhar lancinante – cheio de pujança, como um templário medieval apontando sua lança, ou um dervixe desfilando em sua dança- a Daniel…que em estas alturas das entranhas dessas estranhas escrituras que se talham quase como se o faz em uma escultura; que por estas ranhuras no texto raspava, como num palimpsesto,e que com a língua arranhando o céu da boca, com o inferno de suas palavras, que frenética e esteticamente argumentavam e aumentavam a sensação de desespero da ação, ao motorista dizia desditosamente coisas do tipo:

_Como pode me trocar por essa baranga? (Leia-se Pendeja, entrego esta tradução de grátis, de bandeja…)

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