Mil vezes Milena! - Guaraci Nanferdes Merlhieg
Guaraci Nanferdes Merlhieg
Decapito a cabeça antes de começar a escrever e de capítulo em capítulo capitulo com Diógenes em meus genes, assim como Catulo -o da paixão cearense!, versos destilo, textos, testículos, por vezes fartos, de fato ridílicos; por vezes versículos, não tão raro: de estilo! Gesticulo e mesmo com o cu circunEscrevo; ensejo a esmo o que seria a síntese de meu desejo... O que sonharia com isso, quanto afinal ao final tudo isso pesaria, qual seria meu compr´omisso? Arriscaria declarar que em real idade escrevo primeiramente com um fósforo para a sós, só então, em decúbito dorsal em combustão com efusiva efusão, como um chá escuro em um sabbath preto; em rebuliça ebulição e com a volição no cúmulo do exício... -aliadas aliás às atuais eternais infernais conjecturas, contando com tantos ditadores em eterno exercício!- Dizer-lhes ia e ainda que ao desdizer-lhes: caso o acaso não for a única matéria realmente possível, de me dedicar sobremaneira, ao que me dedico; ou não for a última maneira verdadeiramente palpável de se estar encarnado se encarando num estado minimamente estável ou socialmente aceitável... Seriamos seriamente somente seriados vistos, deitados em algum sôfrego sofá reclinável, com preguiça descaso ; como mísseis teleguiados, com descuido e desgosto degustados; verdes olivas azeitáveis, por algum desse milhares de semi deuses de uma dessas milhares de religiões que por séculos, em seus raboSentados por regiões registradas sob os mais diversos cep´s dos mais longínquos rincões; tem nos assistido; nos consumido; segurando seguros os controles de nossas remotas vidas e visões... Tendo isto dito, medito sobre e sob tais circunstÂnsias lhes proponho; sobre a mesa ponho: estes escritos que edito!





Mil vezes Milena!

Da série: Micro Contos No Macro Cosmos

A filha da Fatinha éra manca, digo Éra, pois não sei se existe cura pra tal condição e tão pouco se ela ainda se encontra encadernada nessa encadernação; contudo éra ainda corcunda, baixinha, feinha and gordinha…

Sinto dizer, e o faço não por prazer, lazer, desrespeito; ou falta de algo melhor pra fazer, -ainda que esta última afirmação seja mais verdadeira que as demais- e a despeito de seus grandes; enormes peitos! – e da polícia do politicamente correto- Por fora era tal qual!

Devo aclarar defendendo-me que a literatura; ou descreve o que vê, ou faz uso de uma retórica escapatórica, e nada tem a declarar; ou ninguém a atura…!?!

Contudo a questão que aqui nos trás… remete há alguns poucos anos atrás e ocorreu numa pequena cidade em que me empoleirei por um bocadinho de tempo.

(Aproveito pra confessar-lhes de que este escrevo de frente pra trás, mas isso tanto faz.)

…é a de que além da filha da Fatinha que doravante chamarei de ‘Filhinha’, por nunca haver ouvido seu nome, tinha por sua vez uma filhinha: uma minininha pequenininha que se juntassem cem mil pedacinhos de todas as minininhas pequenininhas dessa humana humanidadezinha mesquinha daria uma minininha ainda menor…

Ela se chamava Milena!

Havia ainda Davi o homenzículo da causa…

Pelo que sei e pelo os pelos dos trocentos cachorros que torciam os rabos cheirando direto e reto seus respectivos retos e que restavam estabanados brigando com as galinhas por míseros milhos ou nabos; eram toda a fauna da casinha da Fatinha….

Pois bem, ou pós mal a filha da Fatinha, a Filhinha, se me antipatizava pois vazava pela boca impropérios que fariam ruir impérios!, num volume que deixariam quaisquer ouvidos estéreis, e eram muitos; eram tantos que se estivessem no Netflix davam uma série, sério!

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Guaraci Nanferdes Merlhieg
Mil vezes Milena!

Da série: Micro Contos No Macro Cosmos

A filha da Fatinha éra manca, digo Éra, pois não sei se existe cura pra tal condição e tão pouco se ela ainda se encontra encadernada nessa encadernação; contudo éra ainda corcunda, baixinha, feinha and gordinha…

Sinto dizer, e o faço não por prazer, lazer, desrespeito; ou falta de algo melhor pra fazer, -ainda que esta última afirmação seja mais verdadeira que as demais- e a despeito de seus grandes; enormes peitos! – e da polícia do politicamente correto- Por fora era tal qual!

Devo aclarar defendendo-me que a literatura; ou descreve o que vê, ou faz uso de uma retórica escapatórica, e nada tem a declarar; ou ninguém a atura…!?!

Contudo a questão que aqui nos trás… remete há alguns poucos anos atrás e ocorreu numa pequena cidade em que me empoleirei por um bocadinho de tempo.

(Aproveito pra confessar-lhes de que este escrevo de frente pra trás, mas isso tanto faz.)

…é a de que além da filha da Fatinha que doravante chamarei de ‘Filhinha’, por nunca haver ouvido seu nome, tinha por sua vez uma filhinha: uma minininha pequenininha que se juntassem cem mil pedacinhos de todas as minininhas pequenininhas dessa humana humanidadezinha mesquinha daria uma minininha ainda menor…

Ela se chamava Milena!

Havia ainda Davi o homenzículo da causa…

Pelo que sei e pelo os pelos dos trocentos cachorros que torciam os rabos cheirando direto e reto seus respectivos retos e que restavam estabanados brigando com as galinhas por míseros milhos ou nabos; eram toda a fauna da casinha da Fatinha….

Pois bem, ou pós mal a filha da Fatinha, a Filhinha, se me antipatizava pois vazava pela boca impropérios que fariam ruir impérios!, num volume que deixariam quaisquer ouvidos estéreis, e eram muitos; eram tantos que se estivessem no Netflix davam uma série, sério!

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