Papiros Vampiros_ - Guaraci Nanferdes Merlhieg
Guaraci Nanferdes Merlhieg
Decapito a cabeça antes de começar a escrever e de capítulo em capítulo capitulo com Diógenes em meus genes, assim como Catulo -o da paixão cearense!, versos destilo, textos, testículos, por vezes fartos, de fato ridílicos; por vezes versículos, não tão raro: de estilo! Gesticulo e mesmo com o cu circunEscrevo; ensejo a esmo o que seria a síntese de meu desejo... O que sonharia com isso, quanto afinal ao final tudo isso pesaria, qual seria meu compr´omisso? Arriscaria declarar que em real idade escrevo primeiramente com um fósforo para a sós, só então, em decúbito dorsal em combustão com efusiva efusão, como um chá escuro em um sabbath preto; em rebuliça ebulição e com a volição no cúmulo do exício... -aliadas aliás às atuais eternais infernais conjecturas, contando com tantos ditadores em eterno exercício!- Dizer-lhes ia e ainda que ao desdizer-lhes: caso o acaso não for a única matéria realmente possível, de me dedicar sobremaneira, ao que me dedico; ou não for a última maneira verdadeiramente palpável de se estar encarnado se encarando num estado minimamente estável ou socialmente aceitável... Seriamos seriamente somente seriados vistos, deitados em algum sôfrego sofá reclinável, com preguiça descaso ; como mísseis teleguiados, com descuido e desgosto degustados; verdes olivas azeitáveis, por algum desse milhares de semi deuses de uma dessas milhares de religiões que por séculos, em seus raboSentados por regiões registradas sob os mais diversos cep´s dos mais longínquos rincões; tem nos assistido; nos consumido; segurando seguros os controles de nossas remotas vidas e visões... Tendo isto dito, medito sobre e sob tais circunstÂnsias lhes proponho; sobre a mesa ponho: estes escritos que edito!





Papiros Vampiros_

Tive um bom amigo que se chamava Igor, um tipo calado que fumava uns três maços de Holywood por dia, não era nenhum sucesso e sua vida mais parecia padecia um filme de Bolywood; era como que envolta por uma névoa de fumaça, discrição não dicção
& mistério.
Morei na casa da avó de Igor pouco depois de seu passamento e nosso principal passatempo era adicionar à fumaça do cigarro outras fumaças menos radioativas, escutar Rádio Favela e jogar videogame, coisa que fazia para agradá-lo, pois sempre fui do avesso aos jogos de sorte ou azar… e ainda que pouco ou nada jamais quis a alguém agradar…
Fato geotopográfico é que a casa ficava isolada em uma rua sem saída de um bairro suburbano, já quase em outro distrito da cidade, lonquínquo, improfícuo e sem graça.
A região era conhecida como Cidade Industrial e a rua : o buraco dos Camargos! A casa estava mais para um enorme barraco pendurado num grande barranco. Igor e eu éramos tidos como metidos, reibeldes sem calça pelos habitantes do bairro, ele ao menos, já de todos melhor conhecido estando no bairro já há muito, era tido simplesmente como um tipo muito estranho.
Restando ainda conosco dois cachorros sem graça definida e um sem número de ratos, de todos tamanhos, uns atrevidos e crescidos outros arredios e tacanhos…
Naquela noite em que ocorreu o erro fatal que cometi, que me comprometi um dia relatar, havíamos fumado um pouco de tudo, o crack acabara de chegar à cidade e estávamos experimentando-o também, jogado o viciante videogame, não necessariamente nessa mesma desordem, e; eu decidi sair para tomar um vinho Chapinha com minha gatinha no cemitério mais próximo, já na cidade ao lado. Nunca fui gótico, góstico de me ver no máximo como: um romântico arrependido, contudo gosto da calma dos cemitérios, nos acompanhavam ainda alguns ácidos, ganhados de um amigo incomum os tais dos quais admito só fizeram aumentar o efeito do ocorrido e adocicar um pouco a amarga história que vou lhes compartilhar…

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Guaraci Nanferdes Merlhieg
Papiros Vampiros_

Tive um bom amigo que se chamava Igor, um tipo calado que fumava uns três maços de Holywood por dia, não era nenhum sucesso e sua vida mais parecia padecia um filme de Bolywood; era como que envolta por uma névoa de fumaça, discrição não dicção
& mistério.
Morei na casa da avó de Igor pouco depois de seu passamento e nosso principal passatempo era adicionar à fumaça do cigarro outras fumaças menos radioativas, escutar Rádio Favela e jogar videogame, coisa que fazia para agradá-lo, pois sempre fui do avesso aos jogos de sorte ou azar… e ainda que pouco ou nada jamais quis a alguém agradar…
Fato geotopográfico é que a casa ficava isolada em uma rua sem saída de um bairro suburbano, já quase em outro distrito da cidade, lonquínquo, improfícuo e sem graça.
A região era conhecida como Cidade Industrial e a rua : o buraco dos Camargos! A casa estava mais para um enorme barraco pendurado num grande barranco. Igor e eu éramos tidos como metidos, reibeldes sem calça pelos habitantes do bairro, ele ao menos, já de todos melhor conhecido estando no bairro já há muito, era tido simplesmente como um tipo muito estranho.
Restando ainda conosco dois cachorros sem graça definida e um sem número de ratos, de todos tamanhos, uns atrevidos e crescidos outros arredios e tacanhos…
Naquela noite em que ocorreu o erro fatal que cometi, que me comprometi um dia relatar, havíamos fumado um pouco de tudo, o crack acabara de chegar à cidade e estávamos experimentando-o também, jogado o viciante videogame, não necessariamente nessa mesma desordem, e; eu decidi sair para tomar um vinho Chapinha com minha gatinha no cemitério mais próximo, já na cidade ao lado. Nunca fui gótico, góstico de me ver no máximo como: um romântico arrependido, contudo gosto da calma dos cemitérios, nos acompanhavam ainda alguns ácidos, ganhados de um amigo incomum os tais dos quais admito só fizeram aumentar o efeito do ocorrido e adocicar um pouco a amarga história que vou lhes compartilhar…

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