Trina Idade_ - Guaraci Nanferdes Merlhieg
Guaraci Nanferdes Merlhieg
Decapito a cabeça antes de começar a escrever e de capítulo em capítulo capitulo com Diógenes em meus genes, assim como Catulo -o da paixão cearense!, versos destilo, textos, testículos, por vezes fartos, de fato ridílicos; por vezes versículos, não tão raro: de estilo! Gesticulo e mesmo com o cu circunEscrevo; ensejo a esmo o que seria a síntese de meu desejo... O que sonharia com isso, quanto afinal ao final tudo isso pesaria, qual seria meu compr´omisso? Arriscaria declarar que em real idade escrevo primeiramente com um fósforo para a sós, só então, em decúbito dorsal em combustão com efusiva efusão, como um chá escuro em um sabbath preto; em rebuliça ebulição e com a volição no cúmulo do exício... -aliadas aliás às atuais eternais infernais conjecturas, contando com tantos ditadores em eterno exercício!- Dizer-lhes ia e ainda que ao desdizer-lhes: caso o acaso não for a única matéria realmente possível, de me dedicar sobremaneira, ao que me dedico; ou não for a última maneira verdadeiramente palpável de se estar encarnado se encarando num estado minimamente estável ou socialmente aceitável... Seriamos seriamente somente seriados vistos, deitados em algum sôfrego sofá reclinável, com preguiça descaso ; como mísseis teleguiados, com descuido e desgosto degustados; verdes olivas azeitáveis, por algum desse milhares de semi deuses de uma dessas milhares de religiões que por séculos, em seus raboSentados por regiões registradas sob os mais diversos cep´s dos mais longínquos rincões; tem nos assistido; nos consumido; segurando seguros os controles de nossas remotas vidas e visões... Tendo isto dito, medito sobre e sob tais circunstÂnsias lhes proponho; sobre a mesa ponho: estes escritos que edito!





Trina Idade_

São muitos os que colocam lenha em lendas urbanas correlatas, e que relatam histórias de desaparecimentos/descobrimentos de tesouros e sentimentos, enterrados/escondidos/escarafunchados, perdidos e achados em diversas partes do Caribe – cadáveres sem cabide.

Para cada vez contada, mil outras inventadas – As fricções das ficções são vorazes, eu de minha parte e autoria, irei lhes contar a minha…

Por tanto ou por tão pouco, ao menos a que mais ouvi:

Estamos em Trinidad sem Tobago, sin embargo; e, com embargo, na ilha de Cuba, cidade segunda em existência nesse país de muita resistência… O ano não arriscaria mentir, contudo, sem exagero, estaríamos por volta do século XVIII d´outra era e por lá aparecera em determinado mês a figura obscura de três gringos determinados a alugar o imóvel de esquina da rua da praça principal, de propriedade atual da família do Sr. Sandoval Gonçalvez Quinchoncho. Ocorre que o viúvo lá habitava e não via motivo restritivo para que deixasse de fazê-lo, por costume ou zelo…

Que os três transeuntes alugassem qualquer outro casarão dali – alegou!, com justiça. Contudo o logo não tardou, e como de costume veio logo, e os senhores obscuros tornaram com uma proposta irretornável, soma considerável e uma alegação de que, para além de serem por apenas três meses, o senhor inglês que a palavra e a prata empenharia, seria nascido em aquela casa, que tia sua teria tido posse, e que custara o que custasse, d´em ela estar por um rato de tempo, ele um rato de tento, mão não abriria!

Deu-se o trato e três dias depois, por precaução ou curiosidade lógica, o bom locador à casa torna, sendo de fora recebido.

Buenos! À verdade Sr. Sandoval, alugamos ainda tua casa para ofertarmos rituais de santeria à esta minha falecida tia, digo-lhe de chofre, sem maiores demagogias! Afinal, lhe incomoda?

De todo, um nada! Quem sou eu pra versar em matéria de fézes… Desculpe-me o incômodo e passe bem!

Como comecei contando-lhes, ouvi tal versão dos ´fatos´ que agora de fato, fatos são, do dono de uma casa particular donde fui-me hospedar em Trinidad. Talvez não por coincidência, por três noites… (três pontinhos…), casa do Sr. Julio Hidalgo Leal, ex-professor de física em Havana, que balançava em sua cadeira de madeira, de sua sacada mirava a rua parecendo fazer um balanço de sua vida e de vê-la voltar inteira na cadência de seu balanço… Vida vai, vida vem, vida vai em vendaval!

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São muitos os que colocam lenha em lendas urbanas correlatas, e que relatam histórias de desaparecimentos/descobrimentos de tesouros e sentimentos, enterrados/escondidos/escarafunchados, perdidos e achados em diversas partes do Caribe – cadáveres sem cabide.

Para cada vez contada, mil outras inventadas – As fricções das ficções são vorazes, eu de minha parte e autoria, irei lhes contar a minha…

Por tanto ou por tão pouco, ao menos a que mais ouvi:

Estamos em Trinidad sem Tobago, sin embargo; e, com embargo, na ilha de Cuba, cidade segunda em existência nesse país de muita resistência… O ano não arriscaria mentir, contudo, sem exagero, estaríamos por volta do século XVIII d´outra era e por lá aparecera em determinado mês a figura obscura de três gringos determinados a alugar o imóvel de esquina da rua da praça principal, de propriedade atual da família do Sr. Sandoval Gonçalvez Quinchoncho. Ocorre que o viúvo lá habitava e não via motivo restritivo para que deixasse de fazê-lo, por costume ou zelo…

Que os três transeuntes alugassem qualquer outro casarão dali – alegou!, com justiça. Contudo o logo não tardou, e como de costume veio logo, e os senhores obscuros tornaram com uma proposta irretornável, soma considerável e uma alegação de que, para além de serem por apenas três meses, o senhor inglês que a palavra e a prata empenharia, seria nascido em aquela casa, que tia sua teria tido posse, e que custara o que custasse, d´em ela estar por um rato de tempo, ele um rato de tento, mão não abriria!

Deu-se o trato e três dias depois, por precaução ou curiosidade lógica, o bom locador à casa torna, sendo de fora recebido.

Buenos! À verdade Sr. Sandoval, alugamos ainda tua casa para ofertarmos rituais de santeria à esta minha falecida tia, digo-lhe de chofre, sem maiores demagogias! Afinal, lhe incomoda?

De todo, um nada! Quem sou eu pra versar em matéria de fézes… Desculpe-me o incômodo e passe bem!

Como comecei contando-lhes, ouvi tal versão dos ´fatos´ que agora de fato, fatos são, do dono de uma casa particular donde fui-me hospedar em Trinidad. Talvez não por coincidência, por três noites… (três pontinhos…), casa do Sr. Julio Hidalgo Leal, ex-professor de física em Havana, que balançava em sua cadeira de madeira, de sua sacada mirava a rua parecendo fazer um balanço de sua vida e de vê-la voltar inteira na cadência de seu balanço… Vida vai, vida vem, vida vai em vendaval!

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