A César o que é de César - Henrique de Micco
Henrique de Micco
Henrique de Micco nasceu na cidade de São Paulo, no ano de 1992, e descobriu ainda na infância a paixão pela literatura. Atualmente, aguarda o lançamento de seu primeiro romance, previsto para agosto / 2017. O livro, de título “O Último Ceifador: Elo Dimensional”, é o primeiro volume de uma tetralogia fantástica. O autor criou um gosto especial também pela escrita de contos, tendo sido selecionado para compor sua primeira antologia no ano de 2017.





A César o que é de César

Coração acelerado.

“O que eu não daria por um balde de cocaína, agora… é só o que me falta pra eu acabar com esse desgraçado!”

Respirou fundo antes de prosseguir.

− Ed… por favor… eu tô te pedindo um emprego, nada mais que isso! Você contrata gente toda hora!

− Contrato “gente”. Você é a porra de um nóia.

− Ed, pelo amor de Deus… depois, depois do que eu aceitei fazer por você…

− Por mim? Eu acho que não… me poupe. Eu só aceitei vir até aqui para ver essa sua cara de derrotado uma última vez. Fiquei sabendo que está devendo para gente da pior espécie. Espero que acabem com a tua raça.

O tapa que Marcos deu em seu próprio copo o fez voar, estilhaçando-se no chão a metros de distância. Naquele instante, sua sanidade se espalhou pelo ar como aqueles pequenos cacos, fragmentos perdidos.

Agarrou o amigo pelo colarinho.

− Eu salvei a sua vida. Você não vai ser filho da puta a esse ponto!

− Foi a sua filha quem me salvou, e eu paguei por isso. Já estamos quites. Agora, faça o favor de me…

O estalo do murro desferido por Marcos pôde ser ouvido em todo o bar. Sangue jorrou do nariz quebrado. Ed sorriu, sentindo o gosto ferruginoso do líquido que lhe escorria sobre os dentes.

− Acha que isso… – Cuspiu no pé de Marcos. – Acha que isso vai ajudar?

− Não, mas foi bom pra caralho!

O golpe que Marcos sentiu em seguida atingiu suas costelas feito um míssil. Ele caiu de joelhos, enquanto o outro era guiado para fora pelos seguranças. O mais alto, que o acertara em cheio, ainda olhou para trás em tom desafiador antes de saírem pela porta.

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Henrique de Micco
A César o que é de César

Coração acelerado.

“O que eu não daria por um balde de cocaína, agora… é só o que me falta pra eu acabar com esse desgraçado!”

Respirou fundo antes de prosseguir.

− Ed… por favor… eu tô te pedindo um emprego, nada mais que isso! Você contrata gente toda hora!

− Contrato “gente”. Você é a porra de um nóia.

− Ed, pelo amor de Deus… depois, depois do que eu aceitei fazer por você…

− Por mim? Eu acho que não… me poupe. Eu só aceitei vir até aqui para ver essa sua cara de derrotado uma última vez. Fiquei sabendo que está devendo para gente da pior espécie. Espero que acabem com a tua raça.

O tapa que Marcos deu em seu próprio copo o fez voar, estilhaçando-se no chão a metros de distância. Naquele instante, sua sanidade se espalhou pelo ar como aqueles pequenos cacos, fragmentos perdidos.

Agarrou o amigo pelo colarinho.

− Eu salvei a sua vida. Você não vai ser filho da puta a esse ponto!

− Foi a sua filha quem me salvou, e eu paguei por isso. Já estamos quites. Agora, faça o favor de me…

O estalo do murro desferido por Marcos pôde ser ouvido em todo o bar. Sangue jorrou do nariz quebrado. Ed sorriu, sentindo o gosto ferruginoso do líquido que lhe escorria sobre os dentes.

− Acha que isso… – Cuspiu no pé de Marcos. – Acha que isso vai ajudar?

− Não, mas foi bom pra caralho!

O golpe que Marcos sentiu em seguida atingiu suas costelas feito um míssil. Ele caiu de joelhos, enquanto o outro era guiado para fora pelos seguranças. O mais alto, que o acertara em cheio, ainda olhou para trás em tom desafiador antes de saírem pela porta.

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