A Escuridão Virá como Garras - Glau Kemp, Henrique de Micco
Henrique de Micco
Henrique de Micco nasceu na cidade de São Paulo, no ano de 1992, e descobriu ainda na infância a paixão pela literatura. Atualmente, aguarda o lançamento de seu primeiro romance, previsto para agosto / 2017. O livro, de título “O Último Ceifador: Elo Dimensional”, é o primeiro volume de uma tetralogia fantástica. O autor criou um gosto especial também pela escrita de contos, tendo sido selecionado para compor sua primeira antologia no ano de 2017.





A Escuridão Virá como Garras

        O celular de Thiago estava tocando. Leonardo se apressou para pegar o aparelho debaixo do banco e mal notou que o irmão olhava incrédulo para a bateria entre as mãos suadas e trêmulas. Leonardo conseguiu pegar o celular e no visor, a única luz existente, estava identificado o número de Júlio.

        “Quando está escuro
        E ninguém te ouve
        Quando chega a noite
        E você pode chorar

        Há uma luz no túnel
        Dos desesperados
        Há um cais de porto
        Pra quem precisa chegar

        Eu estou na Lanterna dos Afogados
        Eu estou te esperando
        Vê se não vai demorar”

         A canção indicava a chamada ainda não atendida.

        — Isso não tem graça, imbecil! — Leonardo não acreditava no que acabara de ouvir.

        — Ma… mas… é o meu toque, cara! É o meu toque, eu troquei esses dias…

        — Gente, isso é o de menos agora! Estão malucos? Atende logo isso, o pai deve estar precisando de ajuda! Aquele… aquele troço o puxou, vocês viram, não viram?

        — Eu acho que ele tá de onda com a nossa cara, isso sim! — Leonardo fez menção de destravar a porta, mas foi impedido por Thiago.

        — Espera!

        O rapaz atendeu o celular. Encarou os irmãos por algum tempo, em silêncio. Os olhos arregalados adiantavam que boa notícia ele não tinha.

        — E aí? — Perguntou Isadora. — Desembucha, menino! O que ele disse?

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Henrique de Micco
A Escuridão Virá como Garras

        O celular de Thiago estava tocando. Leonardo se apressou para pegar o aparelho debaixo do banco e mal notou que o irmão olhava incrédulo para a bateria entre as mãos suadas e trêmulas. Leonardo conseguiu pegar o celular e no visor, a única luz existente, estava identificado o número de Júlio.

        “Quando está escuro
        E ninguém te ouve
        Quando chega a noite
        E você pode chorar

        Há uma luz no túnel
        Dos desesperados
        Há um cais de porto
        Pra quem precisa chegar

        Eu estou na Lanterna dos Afogados
        Eu estou te esperando
        Vê se não vai demorar”

         A canção indicava a chamada ainda não atendida.

        — Isso não tem graça, imbecil! — Leonardo não acreditava no que acabara de ouvir.

        — Ma… mas… é o meu toque, cara! É o meu toque, eu troquei esses dias…

        — Gente, isso é o de menos agora! Estão malucos? Atende logo isso, o pai deve estar precisando de ajuda! Aquele… aquele troço o puxou, vocês viram, não viram?

        — Eu acho que ele tá de onda com a nossa cara, isso sim! — Leonardo fez menção de destravar a porta, mas foi impedido por Thiago.

        — Espera!

        O rapaz atendeu o celular. Encarou os irmãos por algum tempo, em silêncio. Os olhos arregalados adiantavam que boa notícia ele não tinha.

        — E aí? — Perguntou Isadora. — Desembucha, menino! O que ele disse?

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