As histórias de um colchão - Hugo Mendigo
Hügo Mendigo
Em 1984, ao pseudo fim da ditadura no Brasil, na cidadezinha rural de Gravataí nascia mais um Mendigo, o Hügo. Parece um clichê dizer "escrever para não enlouquecer" mas foi sim sua psicóloga que recomendou os registros turvos de sua vida. Visões urbanas e alcoolizadas, mulheres e teorias da conspiração povoam esses manuscritos virtuais, sempre assinados como Nadal Goulart. Metalúrgico, pai e um monte de outras coisas que não precisam ser ditas por que ninguem perguntou.





As histórias de um colchão

Ela acariciou minha mandíbula travada e deu um bj bem suave por cima da barba
Despenquei do lada dela
Dormimos de conchinha
Eu fico pensando pq precisamos brigar nas relações
Pra ter algo assim intenso
A natureza humana tende a se odiar todo o tempo
Mesmo quando achamos que nos amamos
O ódio ainda está ali forte e do lado de tudo
Sempre presente
Sempre
Até que o sexo vem mais forte que tudo na terra
Destrói o ódio
E o amor ainda vence
Amor e ódio andam juntos
O que os equilibra é o sexo

 

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Hügo Mendigo
As histórias de um colchão

Ela acariciou minha mandíbula travada e deu um bj bem suave por cima da barba
Despenquei do lada dela
Dormimos de conchinha
Eu fico pensando pq precisamos brigar nas relações
Pra ter algo assim intenso
A natureza humana tende a se odiar todo o tempo
Mesmo quando achamos que nos amamos
O ódio ainda está ali forte e do lado de tudo
Sempre presente
Sempre
Até que o sexo vem mais forte que tudo na terra
Destrói o ódio
E o amor ainda vence
Amor e ódio andam juntos
O que os equilibra é o sexo

 

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