Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Hügo Mendigo
Em 1984, ao pseudo fim da ditadura no Brasil, na cidadezinha rural de Gravataí nascia mais um Mendigo, o Hügo. Parece um clichê dizer "escrever para não enlouquecer" mas foi sim sua psicóloga que recomendou os registros turvos de sua vida. Visões urbanas e alcoolizadas, mulheres e teorias da conspiração povoam esses manuscritos virtuais, sempre assinados como Nadal Goulart. Metalúrgico, pai e um monte de outras coisas que não precisam ser ditas por que ninguem perguntou.





Não espere demais…

Um ponto q diferencia o homem do animal é a paciência. alguns predadores tem a paciência de esperar a presa se aproximar e tomar confiança, mas isso é a necessidade q eles tem p se alimentar q os fazem esperar por tanto tempo… a necessidade.
O homem exerce a paciência as vezes por simples prazer de algo maior e demorado irá proporcionar, e não por necessidade. Eu fiz isso. com 18 anos, depois de 7 sem cortar os cabelos, percebi q eles mal passavam dos ombros, se agora q eu ostentava um farta cabeleira não crescera mais q isso, imagine quando a minha calvície genética mostrar q está ativa, ai sim não cresceria mais nada. Eu sempre achei muito lindo uma longa cabeleira, até a cintura, até os joelhos… lindo demais e era algo q eu senti q nunca conseguiria ter, ao menos não de modos naturais. Depois de alguns testes, percebi q uma forma eficaz e barata de ter o cabelo crescida rapidamente era um aplique de dreads, coisa q eu mesmo faria em casa, quase sem custo. depois disso, cortei os cabelos p finalmente trabalhar, fiquei um ano com ele curto e mais uns 3 anos com ele crescendo, depois cortei novamente, mas antes de cortar, tinha feito dreads nele ainda preso na minha cabeça, dias antes de corta-los. cortei e guardei troquei de emprego e entrei em uma empresa q não ligava para aparência, foi então q começaram meus experimentos, de apliques e prolongamentos nos dreads (na 3º safra dos cabelos!) alguns deram certo, com visual natural, outros nem tanto, mas sempre tentava de novo! Depois de um grande fracasso desisti e joguei todos os dreads q a muito estavam guardados fora, cansei de sempre fazer e refazer as mesmas coisas.
Mas, quando eu tinha 21 meu filho nasceu, e para a surpresa de todos, ele herdou as cabeleira ruiva de meu bisavô, eu e a mãe dele decidimos deixar longa a cabeleira, q com 3 ele cortou por uma praga de piolhos na pré escola q ele frequentava. Depois cresceu mais uns anos e foi cortado de novo. Resumindo, eu tinha 2 cortes do cabelo dele guardado em casa, e assim ficaram por alguns anos…
…até q uma amiga q faz dreads em salão, e disse q faria em mim se eu quisesse. Depois de uma longa espera, reconheci minha calvície mais q avançada me fez pensar em aproveitar o resto q ainda me resta. fui lá e fiz 6 dreads e foram prolongados com os fios ruivos q a genética me permitiu ter. Os dreads ficaram bem feitos, mas minha cabeça ficou horrorosa, longos e finos e mais uns fiapos soltos na frente. horrível. desmanchei tudo no outro dia, por sorte eu consegui desfazer tudo.

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Hügo Mendigo
Não espere demais…

Um ponto q diferencia o homem do animal é a paciência. alguns predadores tem a paciência de esperar a presa se aproximar e tomar confiança, mas isso é a necessidade q eles tem p se alimentar q os fazem esperar por tanto tempo… a necessidade.
O homem exerce a paciência as vezes por simples prazer de algo maior e demorado irá proporcionar, e não por necessidade. Eu fiz isso. com 18 anos, depois de 7 sem cortar os cabelos, percebi q eles mal passavam dos ombros, se agora q eu ostentava um farta cabeleira não crescera mais q isso, imagine quando a minha calvície genética mostrar q está ativa, ai sim não cresceria mais nada. Eu sempre achei muito lindo uma longa cabeleira, até a cintura, até os joelhos… lindo demais e era algo q eu senti q nunca conseguiria ter, ao menos não de modos naturais. Depois de alguns testes, percebi q uma forma eficaz e barata de ter o cabelo crescida rapidamente era um aplique de dreads, coisa q eu mesmo faria em casa, quase sem custo. depois disso, cortei os cabelos p finalmente trabalhar, fiquei um ano com ele curto e mais uns 3 anos com ele crescendo, depois cortei novamente, mas antes de cortar, tinha feito dreads nele ainda preso na minha cabeça, dias antes de corta-los. cortei e guardei troquei de emprego e entrei em uma empresa q não ligava para aparência, foi então q começaram meus experimentos, de apliques e prolongamentos nos dreads (na 3º safra dos cabelos!) alguns deram certo, com visual natural, outros nem tanto, mas sempre tentava de novo! Depois de um grande fracasso desisti e joguei todos os dreads q a muito estavam guardados fora, cansei de sempre fazer e refazer as mesmas coisas.
Mas, quando eu tinha 21 meu filho nasceu, e para a surpresa de todos, ele herdou as cabeleira ruiva de meu bisavô, eu e a mãe dele decidimos deixar longa a cabeleira, q com 3 ele cortou por uma praga de piolhos na pré escola q ele frequentava. Depois cresceu mais uns anos e foi cortado de novo. Resumindo, eu tinha 2 cortes do cabelo dele guardado em casa, e assim ficaram por alguns anos…
…até q uma amiga q faz dreads em salão, e disse q faria em mim se eu quisesse. Depois de uma longa espera, reconheci minha calvície mais q avançada me fez pensar em aproveitar o resto q ainda me resta. fui lá e fiz 6 dreads e foram prolongados com os fios ruivos q a genética me permitiu ter. Os dreads ficaram bem feitos, mas minha cabeça ficou horrorosa, longos e finos e mais uns fiapos soltos na frente. horrível. desmanchei tudo no outro dia, por sorte eu consegui desfazer tudo.

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