Nostalgia de tempos não vividos - Hugo Mendigo
Hügo Mendigo
Em 1984, ao pseudo fim da ditadura no Brasil, na cidadezinha rural de Gravataí nascia mais um Mendigo, o Hügo. Parece um clichê dizer "escrever para não enlouquecer" mas foi sim sua psicóloga que recomendou os registros turvos de sua vida. Visões urbanas e alcoolizadas, mulheres e teorias da conspiração povoam esses manuscritos virtuais, sempre assinados como Nadal Goulart. Metalúrgico, pai e um monte de outras coisas que não precisam ser ditas por que ninguem perguntou.





Nostalgia de tempos não vividos

Era uma segunda de manhã

Antes das 8 um pouco

Eu tinha passado um fim de semana bem proveitoso com ela

Estava na ilha onde ela mora

Ilha q até agora não consegui ver a outra margem de tão grande

Ela mora em uma avenida q em poucas quadras chega ao centro

Os país dela escolheram o terreno ao acaso a mais de 20 anos e escolheram bem

A rua é larga, a calçada mais ainda

A brisa muitas vezes lembra o litoral, mesmo sendo uma ilha de rio e estarmos bem longe da margem

Vejo areia por todo lado, nas calçadas e muitas vezes avançando por cima do asfalto

O comercio poeticamente fecha no domingo

Mas era segunda

Era cedo e o sol já brilhava forte no céu

O carro q me aguardava no portão dela estava com as duas janelas abertas

O ar é puro e refresca mais q o ar condicionado

Me despedi dela com um bj de “quero te ver de novo em breve” e me dirigi a viatura

Uns 7 metros separavam ela do veículo q me aguardara

Olhei p dentro do carro e percebi q quem me esperava não tinha pressa

Meus passos foram ficando lentos e eu verifiquei q ela ainda me observava indo embora

No meio do caminho olhei p os dois lados

Ela com seu olhar doce se despedindo de mim

O carro com os vidros abertos ventilando a suave brisa sem poluição

Que cena linda

Nostálgica pq as pessoas andam sempre com muita pressa p tudo, o tempo todo

Mesmo toda essa cena descrita não ter durado mais do q 10 segundos foi como se tivesse voltado ao passado quando se podia viver com calma a vida

Páginas: 1 2

Hügo Mendigo
Nostalgia de tempos não vividos

Era uma segunda de manhã

Antes das 8 um pouco

Eu tinha passado um fim de semana bem proveitoso com ela

Estava na ilha onde ela mora

Ilha q até agora não consegui ver a outra margem de tão grande

Ela mora em uma avenida q em poucas quadras chega ao centro

Os país dela escolheram o terreno ao acaso a mais de 20 anos e escolheram bem

A rua é larga, a calçada mais ainda

A brisa muitas vezes lembra o litoral, mesmo sendo uma ilha de rio e estarmos bem longe da margem

Vejo areia por todo lado, nas calçadas e muitas vezes avançando por cima do asfalto

O comercio poeticamente fecha no domingo

Mas era segunda

Era cedo e o sol já brilhava forte no céu

O carro q me aguardava no portão dela estava com as duas janelas abertas

O ar é puro e refresca mais q o ar condicionado

Me despedi dela com um bj de “quero te ver de novo em breve” e me dirigi a viatura

Uns 7 metros separavam ela do veículo q me aguardara

Olhei p dentro do carro e percebi q quem me esperava não tinha pressa

Meus passos foram ficando lentos e eu verifiquei q ela ainda me observava indo embora

No meio do caminho olhei p os dois lados

Ela com seu olhar doce se despedindo de mim

O carro com os vidros abertos ventilando a suave brisa sem poluição

Que cena linda

Nostálgica pq as pessoas andam sempre com muita pressa p tudo, o tempo todo

Mesmo toda essa cena descrita não ter durado mais do q 10 segundos foi como se tivesse voltado ao passado quando se podia viver com calma a vida

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