O encontro democrático - Hugo Mendigo
Hügo Mendigo
Em 1984, ao pseudo fim da ditadura no Brasil, na cidadezinha rural de Gravataí nascia mais um Mendigo, o Hügo. Parece um clichê dizer "escrever para não enlouquecer" mas foi sim sua psicóloga que recomendou os registros turvos de sua vida. Visões urbanas e alcoolizadas, mulheres e teorias da conspiração povoam esses manuscritos virtuais, sempre assinados como Nadal Goulart. Metalúrgico, pai e um monte de outras coisas que não precisam ser ditas por que ninguem perguntou.





O encontro democrático

Por instantes eu esqueci de toda temática política tensa que me assombrava nesses últimos dias
O beijo aconteceu
Era doce e delicado, mesmo sendo bem molhado e envolvente
Eu sabia que ela devia estar num conflito interno muito grande com isso, pois jamais falou nada de mal do então marido
Segurei o que deu aquele beijo pois podia ser o único
Mas teve fim
Ela me abraçou mais apertado ainda
Eu pedi desculpas e ela sorriu:
-Não fiz nada por obrigação…
Fiquei feliz e leve
Seguimos ali em beijos e abraços por uns 20 mins, só depois descemos ao encontro da turma
Só um camarada que lembraria dela
Os reapresentei e ficamos ali de papo em meio a turma
Papo vai e papo vem
Nosso candidato falou e nos alertou da tensa eleição a frente
O aniversariante agradeceu a presença de todos
Bebemos e comemos um pouco
Depois de uns 40 mins ela disse que deveria ir embora
Já tinha recebido ligação de casa
Eu disse pra subirmos mais uns instantes
Subimos
Agora o beijo foi selvagem!
Mal fechei a porta e o amasso era intenso
Os 2 queriam aquilo demais
Quando paramos um minuto pra respirar eu olhei bem aos olhos dela e disse:

-Teus olhos parece que mandam eu te chamar de meu amor…
Os ombros dela pesaram pra baixo, ela deixou tudo de lado e veio pra mim
Eu nem lembrava se a sala estava chaveada mas jamaia pararia aquilo
Meu pau ficou duro
Mesmo de roupa esfreguei nela pra ela sentir
Meti a mão nas calças dela
Estava bem molhada e quente aquela buceta
Chupei meus dedos e o sabor era tão gostoso quanto o beijo
Ficamos ali até que quando menos percebi estava deitado no chão
Eu apenas de tênis
Ela apenas de meia, nua e totalmente só minha naquele momento
O misto de excitação e emoção era quase indecifrável
Tesão com amor
Tudo bem forte
Ficamos metendo ali
Pelo pouco tempo fizemos todas posições possíveis
Era tudo ótimo
Eu nem lembrava mais que o fascismo podia tomar o poder em alguma dias…
Meti firme nela tudo que pude
Eu estava exausto e já semi bêbado
Mas a vontade de possuir ela era demais
Possuir corpo e alma
Saber que era ela ali
E aquele gemido era culpa minha
Era delicioso

A buceta ensopada dizia que estava tudo certo
Ela ficou de 4 e eu abri o seu lindo rabo com a língua
Tudo nela tinha gosto de tesão
Eu queria tudo
Mas não fui ali
Tinha coisa mais prazerosa pra ambos
Do nada ela pulou:

…que horas são? Já era pra eu estar em casa…
Nessa situação insistir é pior e eu sei disso
Eu apenas pedi calma e disse que a levaria a parada do bus
Nos vestimos e fui levar ela
Me sentia mal de não a levar pela mão
Ficamos mais alguns minutos na parada conversando antes do bus vir
Eu tinha vontade de beijar ela até o sol nascer
Mas ela tinha que ir embora
Eu a pedi em casamento
Disse que ela podia já agora ir embora comigo pra casa nova dela
Só teria o trabalho de aprender a viver com menos
Ela nem riu de tão nervosa
Pois sentiu a sinceridade no que falei
O coletivo dela veio e ela se foi
Voltei pra tomar o último copo antes de ir pra casa

No outro dia me senti mal por “corromper aquela alma pura”, mas conversei com ela e entendi que realmente nada foi forçado, os 2 queriam aquilo
Eu não esqueço o que senti com ela por perto
A sensação de ter de novo 14 anos e sentir como se a vida fosse acabar se eu pegasse na mão dela e ela puxasse fora de volta
O tremor das pernas
O suar das mãos
Que mulher faria isso comigo depois de tantas histórias?
Espero eu que nenhuma mais
… e a eleição?
Que eleição?

Páginas: 1 2 3 4

Hügo Mendigo
O encontro democrático

Por instantes eu esqueci de toda temática política tensa que me assombrava nesses últimos dias
O beijo aconteceu
Era doce e delicado, mesmo sendo bem molhado e envolvente
Eu sabia que ela devia estar num conflito interno muito grande com isso, pois jamais falou nada de mal do então marido
Segurei o que deu aquele beijo pois podia ser o único
Mas teve fim
Ela me abraçou mais apertado ainda
Eu pedi desculpas e ela sorriu:
-Não fiz nada por obrigação…
Fiquei feliz e leve
Seguimos ali em beijos e abraços por uns 20 mins, só depois descemos ao encontro da turma
Só um camarada que lembraria dela
Os reapresentei e ficamos ali de papo em meio a turma
Papo vai e papo vem
Nosso candidato falou e nos alertou da tensa eleição a frente
O aniversariante agradeceu a presença de todos
Bebemos e comemos um pouco
Depois de uns 40 mins ela disse que deveria ir embora
Já tinha recebido ligação de casa
Eu disse pra subirmos mais uns instantes
Subimos
Agora o beijo foi selvagem!
Mal fechei a porta e o amasso era intenso
Os 2 queriam aquilo demais
Quando paramos um minuto pra respirar eu olhei bem aos olhos dela e disse:

-Teus olhos parece que mandam eu te chamar de meu amor…
Os ombros dela pesaram pra baixo, ela deixou tudo de lado e veio pra mim
Eu nem lembrava se a sala estava chaveada mas jamaia pararia aquilo
Meu pau ficou duro
Mesmo de roupa esfreguei nela pra ela sentir
Meti a mão nas calças dela
Estava bem molhada e quente aquela buceta
Chupei meus dedos e o sabor era tão gostoso quanto o beijo
Ficamos ali até que quando menos percebi estava deitado no chão
Eu apenas de tênis
Ela apenas de meia, nua e totalmente só minha naquele momento
O misto de excitação e emoção era quase indecifrável
Tesão com amor
Tudo bem forte
Ficamos metendo ali
Pelo pouco tempo fizemos todas posições possíveis
Era tudo ótimo
Eu nem lembrava mais que o fascismo podia tomar o poder em alguma dias…
Meti firme nela tudo que pude
Eu estava exausto e já semi bêbado
Mas a vontade de possuir ela era demais
Possuir corpo e alma
Saber que era ela ali
E aquele gemido era culpa minha
Era delicioso

A buceta ensopada dizia que estava tudo certo
Ela ficou de 4 e eu abri o seu lindo rabo com a língua
Tudo nela tinha gosto de tesão
Eu queria tudo
Mas não fui ali
Tinha coisa mais prazerosa pra ambos
Do nada ela pulou:

…que horas são? Já era pra eu estar em casa…
Nessa situação insistir é pior e eu sei disso
Eu apenas pedi calma e disse que a levaria a parada do bus
Nos vestimos e fui levar ela
Me sentia mal de não a levar pela mão
Ficamos mais alguns minutos na parada conversando antes do bus vir
Eu tinha vontade de beijar ela até o sol nascer
Mas ela tinha que ir embora
Eu a pedi em casamento
Disse que ela podia já agora ir embora comigo pra casa nova dela
Só teria o trabalho de aprender a viver com menos
Ela nem riu de tão nervosa
Pois sentiu a sinceridade no que falei
O coletivo dela veio e ela se foi
Voltei pra tomar o último copo antes de ir pra casa

No outro dia me senti mal por “corromper aquela alma pura”, mas conversei com ela e entendi que realmente nada foi forçado, os 2 queriam aquilo
Eu não esqueço o que senti com ela por perto
A sensação de ter de novo 14 anos e sentir como se a vida fosse acabar se eu pegasse na mão dela e ela puxasse fora de volta
O tremor das pernas
O suar das mãos
Que mulher faria isso comigo depois de tantas histórias?
Espero eu que nenhuma mais
… e a eleição?
Que eleição?

Páginas: 1 2 3 4