Autópsia - J. A. de Nardo
J. A. de Nardo
João decidiu dar vida aos seus mórbidos pesadelos e compartilhar feitos e devaneios nada memoráveis com o público. 
O medo, o estranho e o cotidiano banal são as suas inspirações para a escrita. Escreve como uma forma de canalizar seus sentimentos, da forma mais clichê possível. 
Se perde em pensamento abstratos e overdoses filosóficas, crê que o horror é um universo a ser explorado, e o pavor é o sentimento mais puro a ser sentido. Se perde também em alguns pseudônimos para poder escrever o que há de mais bizarro em si, não gosta muito de mostrar o rosto para não perturbar os leitores, usa máscaras como referência ao baile de máscaras do plano físico. 
Diretor da Revista Aterrorizante e autor de algumas obras em conjunto e originais nada comuns, sempre terror com doses de perturbação e humor negro.
Sua conquista mais memorável foi um concurso de poesias quando tinha 10 anos, desde então vem colecionando fracassos e insucessos. Muitas vezes confundido com um demônio sem função na terra, transita entre funções aleatórias, como um traficante de inutilidades ou vendedor de ideias natimortas. 
Email: Jaoanm@gmail.com 
Instagram: @joaodenardo






Autópsia

– Parabéns meu filho – o abraço carinhosamente – você tem um futuro ótimo por aqui, já sabe muito. Agora está na hora de encerrarmos.

Começo a retirar meu jaleco e guardo alguns dos utensílios que haviam sido usados para a lavagem, quando me viro e me deparo com George com suas calças arriadas, abaixando a cueca.

– Que diabos está fazendo?

– Como assim pai? Eu vi as fitas de autópsia no baú do seu quarto, sempre quis fazer igual.

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J. A. de Nardo
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– Parabéns meu filho – o abraço carinhosamente – você tem um futuro ótimo por aqui, já sabe muito. Agora está na hora de encerrarmos.

Começo a retirar meu jaleco e guardo alguns dos utensílios que haviam sido usados para a lavagem, quando me viro e me deparo com George com suas calças arriadas, abaixando a cueca.

– Que diabos está fazendo?

– Como assim pai? Eu vi as fitas de autópsia no baú do seu quarto, sempre quis fazer igual.

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