Carne de Carnaval - J. A. de Nardo
J. A. de Nardo
João decidiu dar vida aos seus mórbidos pesadelos e compartilhar feitos e devaneios nada memoráveis com o público. 
O medo, o estranho e o cotidiano banal são as suas inspirações para a escrita. Escreve como uma forma de canalizar seus sentimentos, da forma mais clichê possível. 
Se perde em pensamento abstratos e overdoses filosóficas, crê que o horror é um universo a ser explorado, e o pavor é o sentimento mais puro a ser sentido. Se perde também em alguns pseudônimos para poder escrever o que há de mais bizarro em si, não gosta muito de mostrar o rosto para não perturbar os leitores, usa máscaras como referência ao baile de máscaras do plano físico. 
Diretor da Revista Aterrorizante e autor de algumas obras em conjunto e originais nada comuns, sempre terror com doses de perturbação e humor negro.
Sua conquista mais memorável foi um concurso de poesias quando tinha 10 anos, desde então vem colecionando fracassos e insucessos. Muitas vezes confundido com um demônio sem função na terra, transita entre funções aleatórias, como um traficante de inutilidades ou vendedor de ideias natimortas. 
Email: Jaoanm@gmail.com 
Instagram: @joaodenardo






Carne de Carnaval

Após cerca de três músicas o rapaz passou o microfone para uma banda que ali tocaria, Nic estava suado e tinha aproveitado o show todo, e assim que ele parou para descansar a garota que estava observando o cutucou para conversar.

– Ei, vi que tu gosta do Vult, parece que é o único aqui além de mim.

A garota era linda, tinha os olhos completamente negros, deveria usar lentes, e uma feição escultural, tinha traços marcantes e exuberantes, uma garota para não se esquecer facilmente. Longos fios de cabelo castanhos com mexas loiras, davam um contraste ao escuro que permanecia no recinto.

– Ah, me viu cantando? Haha, não sei como não percebi você também, estava empolgado para o primeiro show dele. – Disse Nicolas ofegante, e surpreso pela garota ter tomado a atitude de vir conversar.

– Haha, ele é demais, você é daqui? Disse a garota se sentindo e chegando perto do rapaz.

– Não, não. Sou aqui da cidade ao lado, vim de carro pra conferir os festivais. E você?

– Sério? Eu vim de Goiás pra cá haha. Nem acredito que consegui vir sozinha e sobreviver.

– A experiência de viajar sozinha é incrível, não é? Acho que todos deveriam ter uma vez. Eu fiquei feito bobo tentando conversar com alguém, finalmente você apareceu, e tem bom gosto ainda.

– Sério que não conseguiu achar uma amizade aqui? Você é o primeiro com que converso. Só encontrei babacas tentando passar a mão em mim, você é o único que tá mantendo respeito.

– Eu acho isso uma bobeira, sabe? Tanta gente está aí querendo só manter relações sexuais, e não tem noção que não são todo com esse pensamento, sabe – o rapaz foi interrompido, a bela garota parou sua fala com um beijo lento, Nic apenas aceitou, tocou sua pele lisa e macia e se acariciaram, foi caloroso e bem receptivo.

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J. A. de Nardo
Carne de Carnaval

Após cerca de três músicas o rapaz passou o microfone para uma banda que ali tocaria, Nic estava suado e tinha aproveitado o show todo, e assim que ele parou para descansar a garota que estava observando o cutucou para conversar.

– Ei, vi que tu gosta do Vult, parece que é o único aqui além de mim.

A garota era linda, tinha os olhos completamente negros, deveria usar lentes, e uma feição escultural, tinha traços marcantes e exuberantes, uma garota para não se esquecer facilmente. Longos fios de cabelo castanhos com mexas loiras, davam um contraste ao escuro que permanecia no recinto.

– Ah, me viu cantando? Haha, não sei como não percebi você também, estava empolgado para o primeiro show dele. – Disse Nicolas ofegante, e surpreso pela garota ter tomado a atitude de vir conversar.

– Haha, ele é demais, você é daqui? Disse a garota se sentindo e chegando perto do rapaz.

– Não, não. Sou aqui da cidade ao lado, vim de carro pra conferir os festivais. E você?

– Sério? Eu vim de Goiás pra cá haha. Nem acredito que consegui vir sozinha e sobreviver.

– A experiência de viajar sozinha é incrível, não é? Acho que todos deveriam ter uma vez. Eu fiquei feito bobo tentando conversar com alguém, finalmente você apareceu, e tem bom gosto ainda.

– Sério que não conseguiu achar uma amizade aqui? Você é o primeiro com que converso. Só encontrei babacas tentando passar a mão em mim, você é o único que tá mantendo respeito.

– Eu acho isso uma bobeira, sabe? Tanta gente está aí querendo só manter relações sexuais, e não tem noção que não são todo com esse pensamento, sabe – o rapaz foi interrompido, a bela garota parou sua fala com um beijo lento, Nic apenas aceitou, tocou sua pele lisa e macia e se acariciaram, foi caloroso e bem receptivo.

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