Carne de Carnaval - J. A. de Nardo
J. A. de Nardo
João decidiu dar vida aos seus mórbidos pesadelos e compartilhar feitos e devaneios nada memoráveis com o público. 
O medo, o estranho e o cotidiano banal são as suas inspirações para a escrita. Escreve como uma forma de canalizar seus sentimentos, da forma mais clichê possível. 
Se perde em pensamento abstratos e overdoses filosóficas, crê que o horror é um universo a ser explorado, e o pavor é o sentimento mais puro a ser sentido. Se perde também em alguns pseudônimos para poder escrever o que há de mais bizarro em si, não gosta muito de mostrar o rosto para não perturbar os leitores, usa máscaras como referência ao baile de máscaras do plano físico. 
Diretor da Revista Aterrorizante e autor de algumas obras em conjunto e originais nada comuns, sempre terror com doses de perturbação e humor negro.
Sua conquista mais memorável foi um concurso de poesias quando tinha 10 anos, desde então vem colecionando fracassos e insucessos. Muitas vezes confundido com um demônio sem função na terra, transita entre funções aleatórias, como um traficante de inutilidades ou vendedor de ideias natimortas. 
Email: Jaoanm@gmail.com 
Instagram: @joaodenardo






Carne de Carnaval

Em algum momento que não puderam perceber ele sumiu de vista. O homem havia se escondido ou apenas desistiu de os seguir?

A moça sussurrou sobre seu ouvido;

– Já passou da meia noite, eu tenho que ir.

– Eu posso te levar para casa, não tem problema o horário.

A garota começou a correr, sem tentar disfarçar. Nicolas continuou atrás dela, porém era rápida demais, porque estaria fugindo dele dessa forma?

Assim se foi até que um de seus sapatos caiu, Nic o pegou e a chamou:

– Se acalme, estou com seu sapato aqui.

Parecia uma cena de filme, um conto de fadas onde o mocinho leva o par de sapato da moça que se apaixonou.

Ela parecia não ouvir, ou apenas tentava ignorar. Correu até onde pode, quando tropeçou e caiu no chão, Nic foi até a mesma.

Seu vestido era longo e cobria seus pés, mal podia ser percebido que estava descalça.

Nicolas como um cavalheiro abaixou o vestido da altura dos pés da donzela para calçar a sapatilha. Ela estava em prantos, lágrimas desciam em seu rosto. Então Nic ao tentar colocar-lhe o sapato viu algo anormal. Ela não tinha um pé, na verdade tinha porém não era humano. Sua perna era de bronze, algo extremamente confuso.

Nicolas se chocou, e levantou boquiaberto.

” estou apaixonado por uma não humana? ” se indagou.

Ela então se levantou, e seu choro deu lugar ao riso. Seu vestido estava sendo rasgado, não por Nicolas como ele havia imaginado que terminaria a noite, mas por garras imensas que saíram da mão da mulher. Seu corpo estava passando por uma transformação. Sua pele antes macia e doce de se tocar dava lugar a uma estrutura escura e áspera que deveria ao certo cortar ao se cortar. Seu olho continuava completamente preto, assim como todo seu corpo se tornou. Escuro como a noite sem estrelas. A aparência da dama que antes era bela agora se tornara monstruosa. Alçou voo enquanto Nicolas não tinha reação, permaneceu plantado ao chão.

Ela agora estava nos céus, uma figura negra com asas amedrontadoras e garras afiadas que poderiam cortar barras de ferro. Uma pele escamosa, e língua bifurcada como de uma cobra.

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J. A. de Nardo
Carne de Carnaval

Em algum momento que não puderam perceber ele sumiu de vista. O homem havia se escondido ou apenas desistiu de os seguir?

A moça sussurrou sobre seu ouvido;

– Já passou da meia noite, eu tenho que ir.

– Eu posso te levar para casa, não tem problema o horário.

A garota começou a correr, sem tentar disfarçar. Nicolas continuou atrás dela, porém era rápida demais, porque estaria fugindo dele dessa forma?

Assim se foi até que um de seus sapatos caiu, Nic o pegou e a chamou:

– Se acalme, estou com seu sapato aqui.

Parecia uma cena de filme, um conto de fadas onde o mocinho leva o par de sapato da moça que se apaixonou.

Ela parecia não ouvir, ou apenas tentava ignorar. Correu até onde pode, quando tropeçou e caiu no chão, Nic foi até a mesma.

Seu vestido era longo e cobria seus pés, mal podia ser percebido que estava descalça.

Nicolas como um cavalheiro abaixou o vestido da altura dos pés da donzela para calçar a sapatilha. Ela estava em prantos, lágrimas desciam em seu rosto. Então Nic ao tentar colocar-lhe o sapato viu algo anormal. Ela não tinha um pé, na verdade tinha porém não era humano. Sua perna era de bronze, algo extremamente confuso.

Nicolas se chocou, e levantou boquiaberto.

” estou apaixonado por uma não humana? ” se indagou.

Ela então se levantou, e seu choro deu lugar ao riso. Seu vestido estava sendo rasgado, não por Nicolas como ele havia imaginado que terminaria a noite, mas por garras imensas que saíram da mão da mulher. Seu corpo estava passando por uma transformação. Sua pele antes macia e doce de se tocar dava lugar a uma estrutura escura e áspera que deveria ao certo cortar ao se cortar. Seu olho continuava completamente preto, assim como todo seu corpo se tornou. Escuro como a noite sem estrelas. A aparência da dama que antes era bela agora se tornara monstruosa. Alçou voo enquanto Nicolas não tinha reação, permaneceu plantado ao chão.

Ela agora estava nos céus, uma figura negra com asas amedrontadoras e garras afiadas que poderiam cortar barras de ferro. Uma pele escamosa, e língua bifurcada como de uma cobra.

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