Carne de Carnaval - J. A. de Nardo
J. A. de Nardo
João decidiu dar vida aos seus mórbidos pesadelos e compartilhar feitos e devaneios nada memoráveis com o público. 
O medo, o estranho e o cotidiano banal são as suas inspirações para a escrita. Escreve como uma forma de canalizar seus sentimentos, da forma mais clichê possível. 
Se perde em pensamento abstratos e overdoses filosóficas, crê que o horror é um universo a ser explorado, e o pavor é o sentimento mais puro a ser sentido. Se perde também em alguns pseudônimos para poder escrever o que há de mais bizarro em si, não gosta muito de mostrar o rosto para não perturbar os leitores, usa máscaras como referência ao baile de máscaras do plano físico. 
Diretor da Revista Aterrorizante e autor de algumas obras em conjunto e originais nada comuns, sempre terror com doses de perturbação e humor negro.
Sua conquista mais memorável foi um concurso de poesias quando tinha 10 anos, desde então vem colecionando fracassos e insucessos. Muitas vezes confundido com um demônio sem função na terra, transita entre funções aleatórias, como um traficante de inutilidades ou vendedor de ideias natimortas. 
Email: Jaoanm@gmail.com 
Instagram: @joaodenardo






Carne de Carnaval

Nicolas não fez nada, apenas pode observar sua amada sumir pelo escuro sem um beijo de despedida, quanto menos esperava o tal moço que os perseguia surgiu, também não teve reação, não teve chance de defesa com uma lâmina perfurando seus órgãos por trás, o sangue saia de sua barriga como uma cascata, apenas agonizou. O homem agora podia tirar sua máscara e revelar sua identidade, era uma figura igualmente demoníaca. Tinha a pele negra como a noite e chifres de bode, se abaixou enquanto Nicolas sangrava, sugou como um vampiro o sangue que caia pelo chão. Aproveitava da carne que já havia se entregado, selado o pacto com o toque dos lábios com gosto de fel.

O carnaval se encerrava, a carne estava pronta para sacrifício.

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J. A. de Nardo
Carne de Carnaval

Nicolas não fez nada, apenas pode observar sua amada sumir pelo escuro sem um beijo de despedida, quanto menos esperava o tal moço que os perseguia surgiu, também não teve reação, não teve chance de defesa com uma lâmina perfurando seus órgãos por trás, o sangue saia de sua barriga como uma cascata, apenas agonizou. O homem agora podia tirar sua máscara e revelar sua identidade, era uma figura igualmente demoníaca. Tinha a pele negra como a noite e chifres de bode, se abaixou enquanto Nicolas sangrava, sugou como um vampiro o sangue que caia pelo chão. Aproveitava da carne que já havia se entregado, selado o pacto com o toque dos lábios com gosto de fel.

O carnaval se encerrava, a carne estava pronta para sacrifício.

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