Batismo de Sangue - Parte 1 - J. L. Silva
J. L. Silva
J. L. Silva nasceu em 6 de março de 1990, é natural de São Paulo, capital, porém, reside atualmente na cidade de Sorocaba. É professor de português,jornalista, dramaturgo, roteirista e empresário, proprietário de uma empresa cultural, pela qual ministra oficinas e palestras sobre análise e criação literária. Intitula-se amante das Letras e da literatura brasileira clássica, porém, sempre fora apaixonado pela literatura fantástica e as histórias de terror. Acredita que não se deve haver distinções aos gêneros literários, por isso, procura escrever todos os tipos de textos, inclusive considera-se um poeta de nascença.
Ganhou alguns concursos literários, em prosa e poesia, e participou de algumas antologias de literatura fantástica. Desde os 8 anos queria ser escritor, arriscava-se a escrever histórias e poemas infantis, porém, somente em 2016 estreou na literatura nacional.
Autor dos livros: Velhos Suicidas (Editora Penalux, poemas, 2016), Da Infância à Inconstância (Amazon, poemas, 2016), A Bruxa de Itaquera (Editora Multifoco, contos, 2016) e Lira dos Vinte e Poucos Anos (Amazon, poemas, 2017).
E-mail: jlennonsmith@hotmail.com
Facebook: facebook.com/j.lennonsmith






Batismo de Sangue – Parte 1

O casal decidiu batizar Lycan, por que muitos diziam que sua doença era da alma e que ele necessitava da proteção de Deus. Quando foram conversar com o padre para marcar a data do batismo da criança, o homem lhes disse que não poderia batizá-lo até que cessassem o tratamento do garoto com a magia negra e que teriam de confessar e se arrepender de seus pecados, mas a Condessa negou-se a fazer isso e disse que seu filho morreria se parasse com o tratamento que as duas curandeiras faziam nele. O padre desculpou-se e disse que não poderia batizar o menino, e disse que sem batismo, se o menino viesse a falecer, estaria condenado ao fogo do inferno.

A Condessa ficou furiosa, amaldiçoou o padre, sua igreja e seu Deus, questionando-o sobre o porquê de nenhum deles tê-los amparados quando mais necessitavam. O sacerdote ficou sem reação diante da fúria da mulher, porém, logo quando eles saíram, levou as palavras dela ao bispo que não pensou duas vezes ao condená-la por bruxaria. Reuniram todo o alto sacerdócio e a população cristã e seguiram até a propriedade do Conde. Assim, invadiram e arrancaram à força o Conde, a Condessa, a criança e as duas feiticeiras do castelo.

Arrastaram-nas pelas ruas de pedra, estavam com os pulsos acorrentados a uma carroça e uma hora ou outra algum objeto acertavam-nas no rosto ou na cabeça, ovos, frutas, legumes podres e até mesmo pedras. Encontravam-se seminuas, pois suas roupas haviam sido rasgadas quando foram espancadas pela multidão que acompanhava a procissão macabra. O Conde estava preso em uma jaula na carroça e o bispo carregava a criança nos braços, a marcha prolongou-se por vinte minutos, Petrus suplicava por perdão e misericórdia, disse que poderiam culpá-lo por tudo, mas que deixassem sua família livre, mas não lhe davam ouvidos.

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J. L. Silva
Batismo de Sangue – Parte 1

O casal decidiu batizar Lycan, por que muitos diziam que sua doença era da alma e que ele necessitava da proteção de Deus. Quando foram conversar com o padre para marcar a data do batismo da criança, o homem lhes disse que não poderia batizá-lo até que cessassem o tratamento do garoto com a magia negra e que teriam de confessar e se arrepender de seus pecados, mas a Condessa negou-se a fazer isso e disse que seu filho morreria se parasse com o tratamento que as duas curandeiras faziam nele. O padre desculpou-se e disse que não poderia batizar o menino, e disse que sem batismo, se o menino viesse a falecer, estaria condenado ao fogo do inferno.

A Condessa ficou furiosa, amaldiçoou o padre, sua igreja e seu Deus, questionando-o sobre o porquê de nenhum deles tê-los amparados quando mais necessitavam. O sacerdote ficou sem reação diante da fúria da mulher, porém, logo quando eles saíram, levou as palavras dela ao bispo que não pensou duas vezes ao condená-la por bruxaria. Reuniram todo o alto sacerdócio e a população cristã e seguiram até a propriedade do Conde. Assim, invadiram e arrancaram à força o Conde, a Condessa, a criança e as duas feiticeiras do castelo.

Arrastaram-nas pelas ruas de pedra, estavam com os pulsos acorrentados a uma carroça e uma hora ou outra algum objeto acertavam-nas no rosto ou na cabeça, ovos, frutas, legumes podres e até mesmo pedras. Encontravam-se seminuas, pois suas roupas haviam sido rasgadas quando foram espancadas pela multidão que acompanhava a procissão macabra. O Conde estava preso em uma jaula na carroça e o bispo carregava a criança nos braços, a marcha prolongou-se por vinte minutos, Petrus suplicava por perdão e misericórdia, disse que poderiam culpá-lo por tudo, mas que deixassem sua família livre, mas não lhe davam ouvidos.

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