Operação Solaris - Parte 2 - J. L. Silva
J. L. Silva
J. L. Silva nasceu em 6 de março de 1990, é natural de São Paulo, capital, porém, reside atualmente na cidade de Sorocaba. É professor de português,jornalista, dramaturgo, roteirista e empresário, proprietário de uma empresa cultural, pela qual ministra oficinas e palestras sobre análise e criação literária. Intitula-se amante das Letras e da literatura brasileira clássica, porém, sempre fora apaixonado pela literatura fantástica e as histórias de terror. Acredita que não se deve haver distinções aos gêneros literários, por isso, procura escrever todos os tipos de textos, inclusive considera-se um poeta de nascença.
Ganhou alguns concursos literários, em prosa e poesia, e participou de algumas antologias de literatura fantástica. Desde os 8 anos queria ser escritor, arriscava-se a escrever histórias e poemas infantis, porém, somente em 2016 estreou na literatura nacional.
Autor dos livros: Velhos Suicidas (Editora Penalux, poemas, 2016), Da Infância à Inconstância (Amazon, poemas, 2016), A Bruxa de Itaquera (Editora Multifoco, contos, 2016) e Lira dos Vinte e Poucos Anos (Amazon, poemas, 2017).
E-mail: jlennonsmith@hotmail.com
Facebook: facebook.com/j.lennonsmith






Operação Solaris – Parte 2

Anunciou uma voz nos alto-falantes.

– Povo Brasileiro, meus caros eleitores, minha nação – Silvia abriu o discurso com um belo sorriso. – Estou aqui tomando um pouco do tempo de cada um de vocês para lhes dar uma notícia extraordinária: a resposta sobre a afronta dos atentados de ontem e o desrespeito que aconteceram em nossa pátria. O Brasil, nos últimos anos ganhou um papel de destaque nas decisões dos problemas mundiais, chegando a ter uma cadeira permanente no conselho da ONU. Crescemos e desenvolvemo-nos incomensuravelmente, mesmo com todos os outros países dizendo que não seríamos capazes, porém, mesmo que neguem, hoje no ano de 2025, podemos dizer e afirmar que não existe nenhum país que se compare ao nosso. Com muito esforço alcançamos o posto de primeira potência mundial, sendo assim, não aceitaremos mais afrontas e desrespeitos de qualquer nação que seja. Fomos acusados injustamente de coagirmos terroristas com informações não comprovadas e acusações falsas por países que nos temem, mas como eles chamam os fatos que aconteceram no dia de ontem? Queria poder ouvir que desculpas teriam para dar sobre os acontecimentos que eram destinados a incriminar-nos por algo que não cometemos e nunca cometeríamos, pois somos um povo trabalhador e honesto, e não usamos tais medidas baixas para atingirmos nossos inimigos. Fiquem todos cientes de que os Estados Unidos da América foram os verdadeiros responsáveis pelo assassinato do presidente do Irã ontem. Isso sim é terrorismo, uma nação que não respeita as leis mundiais e fazem o que bem entendem. NÃO ACEITAREMOS MAIS ISSO! – gritou furiosamente batendo as duas mãos no palanque, seus lábios comprimiam-se por causa da fúria que a tomava. – Peço desculpas pela minha alteração, mas essas coisas me revoltam… Sem mais delongas, eu vós aviso e espero que me apoiem na decisão que tomei. O presidente dos Estados Unidos da América tem exatamente 24 horas para se entregar para um julgamento em solo brasileiro por ser o mandante dos crimes que foram cometidos aqui no dia de ontem. Caso ele se recuse a fazer, eu declaro a condição de ESTADO DE GUERRA – os murmúrios tomaram conta do lugar e ela somente voltou a falar quando cessaram. – E se eles pensam que não podemos respondê-los à altura quando se trata de guerras, verão que estão muito enganados. CASO SEJA NECESSÁRIO, FAREMOS A TERCEIRA GUERRA MUNDIAL! – bradou novamente fazendo com que a multidão que estava presente ao lado de fora, ouvindo o discurso pelos caixas acústicas, vibrassem e começassem a gritar o nome da presidente – Por enquanto, meu povo, isso é tudo que tenho a lhes dizer, assim que receber a resposta do presidente norte-americano eu lhes dou outro parecer. Muito Obrigada.

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J. L. Silva
Operação Solaris – Parte 2

Anunciou uma voz nos alto-falantes.

– Povo Brasileiro, meus caros eleitores, minha nação – Silvia abriu o discurso com um belo sorriso. – Estou aqui tomando um pouco do tempo de cada um de vocês para lhes dar uma notícia extraordinária: a resposta sobre a afronta dos atentados de ontem e o desrespeito que aconteceram em nossa pátria. O Brasil, nos últimos anos ganhou um papel de destaque nas decisões dos problemas mundiais, chegando a ter uma cadeira permanente no conselho da ONU. Crescemos e desenvolvemo-nos incomensuravelmente, mesmo com todos os outros países dizendo que não seríamos capazes, porém, mesmo que neguem, hoje no ano de 2025, podemos dizer e afirmar que não existe nenhum país que se compare ao nosso. Com muito esforço alcançamos o posto de primeira potência mundial, sendo assim, não aceitaremos mais afrontas e desrespeitos de qualquer nação que seja. Fomos acusados injustamente de coagirmos terroristas com informações não comprovadas e acusações falsas por países que nos temem, mas como eles chamam os fatos que aconteceram no dia de ontem? Queria poder ouvir que desculpas teriam para dar sobre os acontecimentos que eram destinados a incriminar-nos por algo que não cometemos e nunca cometeríamos, pois somos um povo trabalhador e honesto, e não usamos tais medidas baixas para atingirmos nossos inimigos. Fiquem todos cientes de que os Estados Unidos da América foram os verdadeiros responsáveis pelo assassinato do presidente do Irã ontem. Isso sim é terrorismo, uma nação que não respeita as leis mundiais e fazem o que bem entendem. NÃO ACEITAREMOS MAIS ISSO! – gritou furiosamente batendo as duas mãos no palanque, seus lábios comprimiam-se por causa da fúria que a tomava. – Peço desculpas pela minha alteração, mas essas coisas me revoltam… Sem mais delongas, eu vós aviso e espero que me apoiem na decisão que tomei. O presidente dos Estados Unidos da América tem exatamente 24 horas para se entregar para um julgamento em solo brasileiro por ser o mandante dos crimes que foram cometidos aqui no dia de ontem. Caso ele se recuse a fazer, eu declaro a condição de ESTADO DE GUERRA – os murmúrios tomaram conta do lugar e ela somente voltou a falar quando cessaram. – E se eles pensam que não podemos respondê-los à altura quando se trata de guerras, verão que estão muito enganados. CASO SEJA NECESSÁRIO, FAREMOS A TERCEIRA GUERRA MUNDIAL! – bradou novamente fazendo com que a multidão que estava presente ao lado de fora, ouvindo o discurso pelos caixas acústicas, vibrassem e começassem a gritar o nome da presidente – Por enquanto, meu povo, isso é tudo que tenho a lhes dizer, assim que receber a resposta do presidente norte-americano eu lhes dou outro parecer. Muito Obrigada.

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