Operação Solaris - parte 3 - J. L. Silva
J. L. Silva
J. L. Silva nasceu em 6 de março de 1990, é natural de São Paulo, capital, porém, reside atualmente na cidade de Sorocaba. É professor de português,jornalista, dramaturgo, roteirista e empresário, proprietário de uma empresa cultural, pela qual ministra oficinas e palestras sobre análise e criação literária. Intitula-se amante das Letras e da literatura brasileira clássica, porém, sempre fora apaixonado pela literatura fantástica e as histórias de terror. Acredita que não se deve haver distinções aos gêneros literários, por isso, procura escrever todos os tipos de textos, inclusive considera-se um poeta de nascença.
Ganhou alguns concursos literários, em prosa e poesia, e participou de algumas antologias de literatura fantástica. Desde os 8 anos queria ser escritor, arriscava-se a escrever histórias e poemas infantis, porém, somente em 2016 estreou na literatura nacional.
Autor dos livros: Velhos Suicidas (Editora Penalux, poemas, 2016), Da Infância à Inconstância (Amazon, poemas, 2016), A Bruxa de Itaquera (Editora Multifoco, contos, 2016) e Lira dos Vinte e Poucos Anos (Amazon, poemas, 2017).
E-mail: jlennonsmith@hotmail.com
Facebook: facebook.com/j.lennonsmith






Operação Solaris – parte 3

– A verdade é muito dura, não é? Nunca a aguentou – Silvia disse levantando-se. – Sempre foi fraco! Esse é seu erro, ser fraco.

– Acabou, Silvia, eu consegui detê-la a tempo.

– HAHAHA… – Silvia soltou uma grande gargalhada jogando a cabeça para trás – O jogo só acaba quando o rei cai, eu só estou em xeque – ela disse andando na direção deles. – Mas assumo que nunca imaginei que meu Vice-presidente tivesse peito para me trair e muito menos meu Ministro da Defesa.

– Faço isso por que é o melhor para nosso país – vociferou Sérgio.

– Foi isso o que ele lhe disse, não é mesmo?

– Sim, foi – Sérgio respondeu nervoso.

– Dois idiotas na minha frente – Silvia disse voltando para sua mesa. – Não sei como pude um dia pensar que poderia contar com a ajuda de vocês.

– Chega de conversas – Júlio bradou tentando não deixá-la persuadir e confundir a cabeça do ministro, pois, temia uma reação desertora da sua parte.

– Então seja homem, Júlio, e faça de uma vez o que veio fazer aqui – Silvia falou irritada.

– Eu farei. Homens, prendam-na! – Júlio ordenou para os soldados às suas costas. Mas eles não se moveram e continuaram parados como estátuas. – Homens, prendam-na – ordenou mais uma vez, mas não obteve resultado.

Seus ossos gelaram. Percebia que estava tremendo e suando frio, tinha a certeza de estar branco como cera, podia ver no sorriso de Silvia sua expressão de terror. Sabia que estava perdido.

– Não estão ouvindo, seus idiotas – disse Sérgio para os soldados. – Prendam-na – ainda continuaram sem dar um passo.

– HAHAHA… – Silvia emitiu um riso mais diabólico do que o anterior. – Chega! Cansei de brincar com vocês! Vamos acabar com esse circo. Homens! Prendam-nos e os levem para as celas individuais – falou para os soldados.

Eles empunharam as armas e apontaram para Júlio e Sérgio, o plano havia dado errado. Cada um foi escoltado para lugares diferentes, o ministro para uma cela na ala sul enquanto que a do Júlio localizava-se na ala norte.

Aquela cela parecia a de um manicômio, estava toda acolchoada e era toda branca, do chão ao teto. Uma cama posicionava-se no canto esquerdo e uma tela fina de LED estava colocada no canto superior esquerdo na parede onde estava à porta de aço reforçada com uma pequena fresta que serviria para observação e passagem de ar.

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J. L. Silva
Operação Solaris – parte 3

– A verdade é muito dura, não é? Nunca a aguentou – Silvia disse levantando-se. – Sempre foi fraco! Esse é seu erro, ser fraco.

– Acabou, Silvia, eu consegui detê-la a tempo.

– HAHAHA… – Silvia soltou uma grande gargalhada jogando a cabeça para trás – O jogo só acaba quando o rei cai, eu só estou em xeque – ela disse andando na direção deles. – Mas assumo que nunca imaginei que meu Vice-presidente tivesse peito para me trair e muito menos meu Ministro da Defesa.

– Faço isso por que é o melhor para nosso país – vociferou Sérgio.

– Foi isso o que ele lhe disse, não é mesmo?

– Sim, foi – Sérgio respondeu nervoso.

– Dois idiotas na minha frente – Silvia disse voltando para sua mesa. – Não sei como pude um dia pensar que poderia contar com a ajuda de vocês.

– Chega de conversas – Júlio bradou tentando não deixá-la persuadir e confundir a cabeça do ministro, pois, temia uma reação desertora da sua parte.

– Então seja homem, Júlio, e faça de uma vez o que veio fazer aqui – Silvia falou irritada.

– Eu farei. Homens, prendam-na! – Júlio ordenou para os soldados às suas costas. Mas eles não se moveram e continuaram parados como estátuas. – Homens, prendam-na – ordenou mais uma vez, mas não obteve resultado.

Seus ossos gelaram. Percebia que estava tremendo e suando frio, tinha a certeza de estar branco como cera, podia ver no sorriso de Silvia sua expressão de terror. Sabia que estava perdido.

– Não estão ouvindo, seus idiotas – disse Sérgio para os soldados. – Prendam-na – ainda continuaram sem dar um passo.

– HAHAHA… – Silvia emitiu um riso mais diabólico do que o anterior. – Chega! Cansei de brincar com vocês! Vamos acabar com esse circo. Homens! Prendam-nos e os levem para as celas individuais – falou para os soldados.

Eles empunharam as armas e apontaram para Júlio e Sérgio, o plano havia dado errado. Cada um foi escoltado para lugares diferentes, o ministro para uma cela na ala sul enquanto que a do Júlio localizava-se na ala norte.

Aquela cela parecia a de um manicômio, estava toda acolchoada e era toda branca, do chão ao teto. Uma cama posicionava-se no canto esquerdo e uma tela fina de LED estava colocada no canto superior esquerdo na parede onde estava à porta de aço reforçada com uma pequena fresta que serviria para observação e passagem de ar.

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