Operação Solaris - parte 3 - J. L. Silva
J. L. Silva
J. L. Silva nasceu em 6 de março de 1990, é natural de São Paulo, capital, porém, reside atualmente na cidade de Sorocaba. É professor de português,jornalista, dramaturgo, roteirista e empresário, proprietário de uma empresa cultural, pela qual ministra oficinas e palestras sobre análise e criação literária. Intitula-se amante das Letras e da literatura brasileira clássica, porém, sempre fora apaixonado pela literatura fantástica e as histórias de terror. Acredita que não se deve haver distinções aos gêneros literários, por isso, procura escrever todos os tipos de textos, inclusive considera-se um poeta de nascença.
Ganhou alguns concursos literários, em prosa e poesia, e participou de algumas antologias de literatura fantástica. Desde os 8 anos queria ser escritor, arriscava-se a escrever histórias e poemas infantis, porém, somente em 2016 estreou na literatura nacional.
Autor dos livros: Velhos Suicidas (Editora Penalux, poemas, 2016), Da Infância à Inconstância (Amazon, poemas, 2016), A Bruxa de Itaquera (Editora Multifoco, contos, 2016) e Lira dos Vinte e Poucos Anos (Amazon, poemas, 2017).
E-mail: jlennonsmith@hotmail.com
Facebook: facebook.com/j.lennonsmith






Operação Solaris – parte 3

As horas foram se passando e não se demorou muito para que Júlio perdesse totalmente a noção do tempo, não sabia se ainda era noite ou se já amanhecera. Uma forte enxaqueca o atormentava, não sabia dizer se seria por causa dos seus problemas e preocupações que vivenciava, ou o fato do quarto branco junto à luz fluorescente que atormentava sua visão e não o deixava dormir.

Aquele barulho, aquele som, que ele conhecia muito bem; chegou aos seus ouvidos novamente. Os saltos reverberavam atrás da porta, até que ela abriu-se com um solavanco. Tinha dois homens em seu encalço, seguranças particulares, mas ela ordenou que esperassem do lado de fora e assim que entrou, encostou a porta suavemente, parando para observar Júlio que estava encolhido no canto do quarto branco.

– O que está fazendo aqui? – Júlio perguntou ao vê-la com os olhos semicerrados. – Não sabia que era uma dessas pessoas que gostam de tripudiar.

– Não vim tripudiá-lo, mas, sim, para lhe mostrar isso.

A presidenta ligou a televisão com o controle que trazia consigo. Estava passando no noticiário a resposta do presidente norte-americano Hudson, para o discurso que Silvia havia feito. Júlio levantou-se para ver e escutar melhor, se aproximando da tela embutida na parede.

“… não tenho muito o quê dizer sobre as ameaças que a Presidenta do Brasil nos fez. Apenas digo para não se preocuparem, povo norte-americano, pois não devemos temer nações inferiores a nós. O que ela disse é uma mentira, não fui mandante de crime algum, mas, sim, evitei um ataque terrorista. Tivemos que tomar decisões drásticas, a inteligência americana tinha informações sobre um atentado de proporções piores do que o 11 de setembro por parte do presidente do Irã. Então fizemos o que tínhamos de ser feito. Não me entregarei a nenhuma nação a não ser a minha, se me julgassem culpados, mas como não o fizeram, eu lhes digo que estamos preparados para qualquer tipo de conflito que venha a surgir, até mesmo a guerra. Minha palavra final para a presidenta brasileira e seu povo, é que não mexam com um país que eles não podem se equiparar, pois são muito inferiores e estão abaixo de nós. Isso é tudo, obrigado.”

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J. L. Silva
Operação Solaris – parte 3

As horas foram se passando e não se demorou muito para que Júlio perdesse totalmente a noção do tempo, não sabia se ainda era noite ou se já amanhecera. Uma forte enxaqueca o atormentava, não sabia dizer se seria por causa dos seus problemas e preocupações que vivenciava, ou o fato do quarto branco junto à luz fluorescente que atormentava sua visão e não o deixava dormir.

Aquele barulho, aquele som, que ele conhecia muito bem; chegou aos seus ouvidos novamente. Os saltos reverberavam atrás da porta, até que ela abriu-se com um solavanco. Tinha dois homens em seu encalço, seguranças particulares, mas ela ordenou que esperassem do lado de fora e assim que entrou, encostou a porta suavemente, parando para observar Júlio que estava encolhido no canto do quarto branco.

– O que está fazendo aqui? – Júlio perguntou ao vê-la com os olhos semicerrados. – Não sabia que era uma dessas pessoas que gostam de tripudiar.

– Não vim tripudiá-lo, mas, sim, para lhe mostrar isso.

A presidenta ligou a televisão com o controle que trazia consigo. Estava passando no noticiário a resposta do presidente norte-americano Hudson, para o discurso que Silvia havia feito. Júlio levantou-se para ver e escutar melhor, se aproximando da tela embutida na parede.

“… não tenho muito o quê dizer sobre as ameaças que a Presidenta do Brasil nos fez. Apenas digo para não se preocuparem, povo norte-americano, pois não devemos temer nações inferiores a nós. O que ela disse é uma mentira, não fui mandante de crime algum, mas, sim, evitei um ataque terrorista. Tivemos que tomar decisões drásticas, a inteligência americana tinha informações sobre um atentado de proporções piores do que o 11 de setembro por parte do presidente do Irã. Então fizemos o que tínhamos de ser feito. Não me entregarei a nenhuma nação a não ser a minha, se me julgassem culpados, mas como não o fizeram, eu lhes digo que estamos preparados para qualquer tipo de conflito que venha a surgir, até mesmo a guerra. Minha palavra final para a presidenta brasileira e seu povo, é que não mexam com um país que eles não podem se equiparar, pois são muito inferiores e estão abaixo de nós. Isso é tudo, obrigado.”

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