Operação Solaris - J. L. Silva
J. L. Silva
J. L. Silva nasceu em 6 de março de 1990, é natural de São Paulo, capital, porém, reside atualmente na cidade de Sorocaba. É professor de português,jornalista, dramaturgo, roteirista e empresário, proprietário de uma empresa cultural, pela qual ministra oficinas e palestras sobre análise e criação literária. Intitula-se amante das Letras e da literatura brasileira clássica, porém, sempre fora apaixonado pela literatura fantástica e as histórias de terror. Acredita que não se deve haver distinções aos gêneros literários, por isso, procura escrever todos os tipos de textos, inclusive considera-se um poeta de nascença.
Ganhou alguns concursos literários, em prosa e poesia, e participou de algumas antologias de literatura fantástica. Desde os 8 anos queria ser escritor, arriscava-se a escrever histórias e poemas infantis, porém, somente em 2016 estreou na literatura nacional.
Autor dos livros: Velhos Suicidas (Editora Penalux, poemas, 2016), Da Infância à Inconstância (Amazon, poemas, 2016), A Bruxa de Itaquera (Editora Multifoco, contos, 2016) e Lira dos Vinte e Poucos Anos (Amazon, poemas, 2017).
E-mail: jlennonsmith@hotmail.com
Facebook: facebook.com/j.lennonsmith






Operação Solaris

– Não vai me parar, por mais que tente, não conseguirá me parar – a presidenta disse antes de retirar-se furiosa e bater a porta da sala.

Júlio não podia deixar que aquilo acontecesse. Mas as coisas iam de mal a pior, e ele não tinha certeza se realmente conseguiria pará-la. Lutara a vida toda para ver o seu país chegar ao ápice, mas não dessa forma, isso estava indo longe demais; tinha que por um fim nessa loucura a que deu início.

Tudo começou em meados de 2021. Houve uma crise econômica mundial, onde alguns países da Europa e os Estados Unidos da América foram gravemente afetados e, consequentemente, quebraram; deixando de pagar as dividas que tinham. O Brasil já estava em destaque há algum tempo antes disso acontecer, após passar por uma severa crise, mas, pouco tempo depois, a nação se reestruturou e começou a se sobressair e crescer economicamente, ganhando peso no mercado, respeito e reconhecimento mundial; justamente quando foi reintegrado ao grupo chamado de BRIC, junto com Rússia, Índia e China. Esses países, eram os que mais se desenvolviam e se destacavam, chegaram a ser considerados as grandes promessas para as próximas décadas por causa da enorme ascensão, mas Índia e China saíram rápido da disputa, pois mesmo que continuassem crescendo, a situação social e política de seus sistemas de governo não os favoreciam. Assim, Rússia e Brasil passaram a disputar quase sozinhas o lugar de primeira potência mundial.

A Rússia aceitava o fato de que o Brasil estava crescendo e ganhando um espaço maior que o deles, mas, mesmo assim, passou a ignorá-lo, pois os russos acreditavam que o país não tinha estrutura suficiente para que chegasse a ser soberano, então, deixando-o de lado, Rússia e Estados Unidos passaram a travar uma briga entre si. Os norte-americanos tentavam manter-se na posição de maior potência mundial, enquanto os russos tentavam tomar esse posto. E, assim, começou a Segunda Guerra Fria da história, com esses dois países entrando em diversos conflitos indiretos e disputas estratégicas, retomando a corrida armamentista e a produção de mais poder bélico, deixando de lado todos os acordos e tratados firmados pela ONU, que não autorizava a produção de armas nucleares, porém, tais países, nunca respeitavam nada, achavam-se superiores, contudo, perceberiam que estavam muito enganados.

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J. L. Silva
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– Não vai me parar, por mais que tente, não conseguirá me parar – a presidenta disse antes de retirar-se furiosa e bater a porta da sala.

Júlio não podia deixar que aquilo acontecesse. Mas as coisas iam de mal a pior, e ele não tinha certeza se realmente conseguiria pará-la. Lutara a vida toda para ver o seu país chegar ao ápice, mas não dessa forma, isso estava indo longe demais; tinha que por um fim nessa loucura a que deu início.

Tudo começou em meados de 2021. Houve uma crise econômica mundial, onde alguns países da Europa e os Estados Unidos da América foram gravemente afetados e, consequentemente, quebraram; deixando de pagar as dividas que tinham. O Brasil já estava em destaque há algum tempo antes disso acontecer, após passar por uma severa crise, mas, pouco tempo depois, a nação se reestruturou e começou a se sobressair e crescer economicamente, ganhando peso no mercado, respeito e reconhecimento mundial; justamente quando foi reintegrado ao grupo chamado de BRIC, junto com Rússia, Índia e China. Esses países, eram os que mais se desenvolviam e se destacavam, chegaram a ser considerados as grandes promessas para as próximas décadas por causa da enorme ascensão, mas Índia e China saíram rápido da disputa, pois mesmo que continuassem crescendo, a situação social e política de seus sistemas de governo não os favoreciam. Assim, Rússia e Brasil passaram a disputar quase sozinhas o lugar de primeira potência mundial.

A Rússia aceitava o fato de que o Brasil estava crescendo e ganhando um espaço maior que o deles, mas, mesmo assim, passou a ignorá-lo, pois os russos acreditavam que o país não tinha estrutura suficiente para que chegasse a ser soberano, então, deixando-o de lado, Rússia e Estados Unidos passaram a travar uma briga entre si. Os norte-americanos tentavam manter-se na posição de maior potência mundial, enquanto os russos tentavam tomar esse posto. E, assim, começou a Segunda Guerra Fria da história, com esses dois países entrando em diversos conflitos indiretos e disputas estratégicas, retomando a corrida armamentista e a produção de mais poder bélico, deixando de lado todos os acordos e tratados firmados pela ONU, que não autorizava a produção de armas nucleares, porém, tais países, nunca respeitavam nada, achavam-se superiores, contudo, perceberiam que estavam muito enganados.

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