Operação Solaris - J. L. Silva
J. L. Silva
J. L. Silva nasceu em 6 de março de 1990, é natural de São Paulo, capital, porém, reside atualmente na cidade de Sorocaba. É professor de português,jornalista, dramaturgo, roteirista e empresário, proprietário de uma empresa cultural, pela qual ministra oficinas e palestras sobre análise e criação literária. Intitula-se amante das Letras e da literatura brasileira clássica, porém, sempre fora apaixonado pela literatura fantástica e as histórias de terror. Acredita que não se deve haver distinções aos gêneros literários, por isso, procura escrever todos os tipos de textos, inclusive considera-se um poeta de nascença.
Ganhou alguns concursos literários, em prosa e poesia, e participou de algumas antologias de literatura fantástica. Desde os 8 anos queria ser escritor, arriscava-se a escrever histórias e poemas infantis, porém, somente em 2016 estreou na literatura nacional.
Autor dos livros: Velhos Suicidas (Editora Penalux, poemas, 2016), Da Infância à Inconstância (Amazon, poemas, 2016), A Bruxa de Itaquera (Editora Multifoco, contos, 2016) e Lira dos Vinte e Poucos Anos (Amazon, poemas, 2017).
E-mail: jlennonsmith@hotmail.com
Facebook: facebook.com/j.lennonsmith






Operação Solaris

Essa descoberta era revolucionária e logo o mundo ficou sabendo, mas, os brasileiros não revelaram o segredo das novas placas que batiam o recorde de captação de energia, decidiram guardar somente para si tais segredos. Mas o melhor ainda estaria por vir, quando conseguiram juntar a descoberta das novas células fotovoltaicas com à da produção de fotossíntese artificial, inventaram o que chamaram de: a superárvore. Seus troncos e galhos eram feitos de aço, enquanto que suas folhas eram substituídas pelas placas que absorviam a luz e as transformava em energia elétrica, ao mesmo tempo em que os mecanismos dentro do tronco faziam a fotossíntese artificial, retirando CO² da atmosfera e despejando milhares de litros de ar no lugar, fazendo o trabalho de cem árvores de grande porte. Depois que passaram a ser utilizadas, as superárvores foram espalhadas pelo território brasileiro, criando assim, várias florestas artificiais, e, com isso, outra descoberta foi notada – nelas, a energia era capturada quase que totalmente, pois o aspecto de uma verdadeira árvore, com galhos e folhas aparentemente irregulares; cumpria melhor a função de coletar a luz solar e produzir mais energia. E a partir destes, foram abertos vários projetos, que iam do melhoramento das energias renováveis até a reciclagem de lixo. Todos esses projetos tinham uma coisa em comum, o nome do Dr. Júlio Salles de Albuquerque, professor e cientista renomado que sempre mantinha suas experiências e descobertas em segredo.

Júlio era um homem de 43 anos de idade, tinha os olhos negros, cabelos castanhos escuro com alguns fios brancos começando a aparecer, grossas sobrancelhas que se não fossem constantemente cuidadas, se tornariam uma monocelha; a barba estava a fazer e algumas rugas marcavam suas feições. Tinha seus 1,89 de altura, um porte físico excelente e uma saúde de ferro, sua inteligência era uma coisa fora do normal. Também era professor e diretor das Escolas do Futuro, um projeto destinado a encontrar e capacitar jovens com potencial elevado de inteligência para se tornarem grandes pensadores. Lembrava-se da sua mãe e as coisas que lhe falava quando era pequeno, vivia dizendo-o que o menino havia passado duas ou três vezes na fila do cérebro e nenhuma do coração, pois, sempre fora um garoto frio e fechado. Mas ele estava disposto a provar que a mãe estava errada, mostraria que possuía sentimentos.

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J. L. Silva
Operação Solaris

Essa descoberta era revolucionária e logo o mundo ficou sabendo, mas, os brasileiros não revelaram o segredo das novas placas que batiam o recorde de captação de energia, decidiram guardar somente para si tais segredos. Mas o melhor ainda estaria por vir, quando conseguiram juntar a descoberta das novas células fotovoltaicas com à da produção de fotossíntese artificial, inventaram o que chamaram de: a superárvore. Seus troncos e galhos eram feitos de aço, enquanto que suas folhas eram substituídas pelas placas que absorviam a luz e as transformava em energia elétrica, ao mesmo tempo em que os mecanismos dentro do tronco faziam a fotossíntese artificial, retirando CO² da atmosfera e despejando milhares de litros de ar no lugar, fazendo o trabalho de cem árvores de grande porte. Depois que passaram a ser utilizadas, as superárvores foram espalhadas pelo território brasileiro, criando assim, várias florestas artificiais, e, com isso, outra descoberta foi notada – nelas, a energia era capturada quase que totalmente, pois o aspecto de uma verdadeira árvore, com galhos e folhas aparentemente irregulares; cumpria melhor a função de coletar a luz solar e produzir mais energia. E a partir destes, foram abertos vários projetos, que iam do melhoramento das energias renováveis até a reciclagem de lixo. Todos esses projetos tinham uma coisa em comum, o nome do Dr. Júlio Salles de Albuquerque, professor e cientista renomado que sempre mantinha suas experiências e descobertas em segredo.

Júlio era um homem de 43 anos de idade, tinha os olhos negros, cabelos castanhos escuro com alguns fios brancos começando a aparecer, grossas sobrancelhas que se não fossem constantemente cuidadas, se tornariam uma monocelha; a barba estava a fazer e algumas rugas marcavam suas feições. Tinha seus 1,89 de altura, um porte físico excelente e uma saúde de ferro, sua inteligência era uma coisa fora do normal. Também era professor e diretor das Escolas do Futuro, um projeto destinado a encontrar e capacitar jovens com potencial elevado de inteligência para se tornarem grandes pensadores. Lembrava-se da sua mãe e as coisas que lhe falava quando era pequeno, vivia dizendo-o que o menino havia passado duas ou três vezes na fila do cérebro e nenhuma do coração, pois, sempre fora um garoto frio e fechado. Mas ele estava disposto a provar que a mãe estava errada, mostraria que possuía sentimentos.

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