Quando as Fadas Deixam de Amar - J. L. Silva
J. L. Silva
J. L. Silva nasceu em 6 de março de 1990, é natural de São Paulo, capital, porém, reside atualmente na cidade de Sorocaba. É professor de português,jornalista, dramaturgo, roteirista e empresário, proprietário de uma empresa cultural, pela qual ministra oficinas e palestras sobre análise e criação literária. Intitula-se amante das Letras e da literatura brasileira clássica, porém, sempre fora apaixonado pela literatura fantástica e as histórias de terror. Acredita que não se deve haver distinções aos gêneros literários, por isso, procura escrever todos os tipos de textos, inclusive considera-se um poeta de nascença.
Ganhou alguns concursos literários, em prosa e poesia, e participou de algumas antologias de literatura fantástica. Desde os 8 anos queria ser escritor, arriscava-se a escrever histórias e poemas infantis, porém, somente em 2016 estreou na literatura nacional.
Autor dos livros: Velhos Suicidas (Editora Penalux, poemas, 2016), Da Infância à Inconstância (Amazon, poemas, 2016), A Bruxa de Itaquera (Editora Multifoco, contos, 2016) e Lira dos Vinte e Poucos Anos (Amazon, poemas, 2017).
E-mail: jlennonsmith@hotmail.com
Facebook: facebook.com/j.lennonsmith






Quando as Fadas Deixam de Amar

– Não lhe temo, fada. Na verdade, eu te amo – Rafael falou enquanto entrava nas águas e ia ao seu encontro. – Pensei em você durante todos esses dias.

– Como pode existir amor entre dois seres diferente como nós, Rafael? – Lirial questionou-o, estava confusa e deixava isso transparecer em seu semblante.

– Vejo que nada sabe sobre o amor, minha jovem fada – ele segurou-a em seus braços. – Para ele tudo é possível.

Rafael a abraçou e a beijou.

Os dias se passaram e o amor dos dois somente cresceu. Ele a visitava todos os dias no mesmo horário. Nadavam, beijavam-se e trocavam carícias, e, passado algum tempo, Lirial entregou-se completamente a Rafael, pois não tinha mais dúvidas, sabia que ele era o grande amor de sua vida; então, em troca de seu amor, ofereceu-lhe um punhado de pedras preciosas.

Combinaram de fugir juntos no outro dia. Lirial arrumou todas as suas coisas e despediu-se das moradas das fadas para sempre. Sentia o coração apertado por ter que abandonar o lar, contudo, sabia que ninguém aceitaria seu relacionamento e que nunca a aceitariam de volta, porque quando uma fada abandona o clã, é definitivo. Sendo assim, demorou-se um pouco mais para se despedir de seu antigo lar, pois seria a última vez que veria a morada das fadas, porém, mesmo assim, escolheu o amor e foi embora sem olhar para trás.

Entretanto, Lirial esperou durante o dia todo, mas Rafael não apareceu. Chorou dois dias e duas noites, sofrendo a dor do abandono. Viveu sozinha na floresta, dentro de uma árvore, raramente saía. Porém, num dia em que se dispôs a sair, encontrou Rafael nos braços de uma camponesa na mata.

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J. L. Silva
Quando as Fadas Deixam de Amar

– Não lhe temo, fada. Na verdade, eu te amo – Rafael falou enquanto entrava nas águas e ia ao seu encontro. – Pensei em você durante todos esses dias.

– Como pode existir amor entre dois seres diferente como nós, Rafael? – Lirial questionou-o, estava confusa e deixava isso transparecer em seu semblante.

– Vejo que nada sabe sobre o amor, minha jovem fada – ele segurou-a em seus braços. – Para ele tudo é possível.

Rafael a abraçou e a beijou.

Os dias se passaram e o amor dos dois somente cresceu. Ele a visitava todos os dias no mesmo horário. Nadavam, beijavam-se e trocavam carícias, e, passado algum tempo, Lirial entregou-se completamente a Rafael, pois não tinha mais dúvidas, sabia que ele era o grande amor de sua vida; então, em troca de seu amor, ofereceu-lhe um punhado de pedras preciosas.

Combinaram de fugir juntos no outro dia. Lirial arrumou todas as suas coisas e despediu-se das moradas das fadas para sempre. Sentia o coração apertado por ter que abandonar o lar, contudo, sabia que ninguém aceitaria seu relacionamento e que nunca a aceitariam de volta, porque quando uma fada abandona o clã, é definitivo. Sendo assim, demorou-se um pouco mais para se despedir de seu antigo lar, pois seria a última vez que veria a morada das fadas, porém, mesmo assim, escolheu o amor e foi embora sem olhar para trás.

Entretanto, Lirial esperou durante o dia todo, mas Rafael não apareceu. Chorou dois dias e duas noites, sofrendo a dor do abandono. Viveu sozinha na floresta, dentro de uma árvore, raramente saía. Porém, num dia em que se dispôs a sair, encontrou Rafael nos braços de uma camponesa na mata.

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