Felicilândia - Jean Souza
Jean Souza
Nascido em Salvador Bahia no início dos anos 80 Bast o transformou em gato por causa de uma aposta perdida o que ele adorou, condenado ao exílio do submundo escreve para poder passar o tempo na eternidade, lembra de sua vida como humano quando ouvia sludge metal, industrial e noise alisando seus gatos Adolfinho e Tina Turner. Pode ver as outras dimensões e dessas experiências tinge sua pena e começa a escrever, se inspira em Lautréamont, Gogól, Strindberg, Lovecraft, Augustos Dos Anjos, Balzac, Jack Kerauac e seres fantásticos como a alma atormentada de Barba Azul, as divindades Abbuto, Yebá Beló por exemplo, é uma nova entidade que não procura por riquezas ou títulos humanos, o que faz é apenas registro de mundos.





Felicilândia

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Felicilândia é um país pequeno do tamanho de um quintal classe médio se comparado com as grandes potencias mundiais. Seu oceano que é considerado a maior riqueza do povo Felicense e usado como uma banheira decadente por crianças mimadas e egoístas que são a monarquia sanguinolenta de gostos estranhos que atualmente é comandada por Alphonsus IV filho de Gilberto I O Sujo que era filho de Guilherme IX nascido de uma relação incestuosa e pouco explicada pela historia, toda genealogia passada talvez fora esquecida por esse envolvimento escandaloso que tudo indica ser uma pratica familiar antiga. Os felicenses como o nome sugere são os maiores produtores de felicidade, vendem a matéria bruta ao planeta com lacre de luxo com o brasão de um Alecrim pisando na cabeça de um monstro   com olhos murchos. O povo compra muito caro o produto e nunca reclamam, as leis para os que se rebelam é a pena de morte o rei tem o prazer de escolher os meios e às vezes quando é bastante engenhoso o próprio a executa, o rei possui uma guarda real enorme e espiões em toda classe social, os revoltosos em Felicilândia são eliminados sem que a sociedade saiba e não passam de lendas mal contadas saídas de bocas semi revoltosas. A divisão social desse pequeno país esta entre os Felizes e Confusos (aqueles que não são felizes e como o conceito de tristeza é considerado crime lesa pátria são considerados assim, incompetente de saber o que sentem).

O rei estava olhando o maior patrimônio do país quando o Primeiro Ministro, homem baixinho, careca e gordo porém rígido, todo vestido de seda com o brasão monárquico no peito que brilhava a cada passo preciso e calmo.

– Bom dia majestade. Os olhos estavam debochando daquele homem que via na sua frente. A magreza, os tremores que o corpo fazia a cada movimento e o mais odioso, a voz fina e desafinada que demostrava fraqueza. Pensava como uma criatura assim é seu parente e conseguiu chegar ao poder, representar a corte e ser aceito pela nação. Falou mais uma vez e despejou:

-Majestade os cavalos estão prontos e hoje não pode deixar de visitar sua noiva, escolheu uma plebeia para tentar ser mais popular… Antes de terminar o rei se virou com movimento de desdém conhecido que só a nobreza consegue fazer, a camisa de seda desabotoada deixava a mostra uma magreza flácida e uma barriga inchada que entregava o gosto gastronômico real.

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Jean Souza
Felicilândia

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Felicilândia é um país pequeno do tamanho de um quintal classe médio se comparado com as grandes potencias mundiais. Seu oceano que é considerado a maior riqueza do povo Felicense e usado como uma banheira decadente por crianças mimadas e egoístas que são a monarquia sanguinolenta de gostos estranhos que atualmente é comandada por Alphonsus IV filho de Gilberto I O Sujo que era filho de Guilherme IX nascido de uma relação incestuosa e pouco explicada pela historia, toda genealogia passada talvez fora esquecida por esse envolvimento escandaloso que tudo indica ser uma pratica familiar antiga. Os felicenses como o nome sugere são os maiores produtores de felicidade, vendem a matéria bruta ao planeta com lacre de luxo com o brasão de um Alecrim pisando na cabeça de um monstro   com olhos murchos. O povo compra muito caro o produto e nunca reclamam, as leis para os que se rebelam é a pena de morte o rei tem o prazer de escolher os meios e às vezes quando é bastante engenhoso o próprio a executa, o rei possui uma guarda real enorme e espiões em toda classe social, os revoltosos em Felicilândia são eliminados sem que a sociedade saiba e não passam de lendas mal contadas saídas de bocas semi revoltosas. A divisão social desse pequeno país esta entre os Felizes e Confusos (aqueles que não são felizes e como o conceito de tristeza é considerado crime lesa pátria são considerados assim, incompetente de saber o que sentem).

O rei estava olhando o maior patrimônio do país quando o Primeiro Ministro, homem baixinho, careca e gordo porém rígido, todo vestido de seda com o brasão monárquico no peito que brilhava a cada passo preciso e calmo.

– Bom dia majestade. Os olhos estavam debochando daquele homem que via na sua frente. A magreza, os tremores que o corpo fazia a cada movimento e o mais odioso, a voz fina e desafinada que demostrava fraqueza. Pensava como uma criatura assim é seu parente e conseguiu chegar ao poder, representar a corte e ser aceito pela nação. Falou mais uma vez e despejou:

-Majestade os cavalos estão prontos e hoje não pode deixar de visitar sua noiva, escolheu uma plebeia para tentar ser mais popular… Antes de terminar o rei se virou com movimento de desdém conhecido que só a nobreza consegue fazer, a camisa de seda desabotoada deixava a mostra uma magreza flácida e uma barriga inchada que entregava o gosto gastronômico real.

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