O avarento que vomitava moedas de ouro - Jean Souza
Jean Souza
Nascido em Salvador Bahia no início dos anos 80 Bast o transformou em gato por causa de uma aposta perdida o que ele adorou, condenado ao exílio do submundo escreve para poder passar o tempo na eternidade, lembra de sua vida como humano quando ouvia sludge metal, industrial e noise alisando seus gatos Adolfinho e Tina Turner. Pode ver as outras dimensões e dessas experiências tinge sua pena e começa a escrever, se inspira em Lautréamont, Gogól, Strindberg, Lovecraft, Augustos Dos Anjos, Balzac, Jack Kerauac e seres fantásticos como a alma atormentada de Barba Azul, as divindades Abbuto, Yebá Beló por exemplo, é uma nova entidade que não procura por riquezas ou títulos humanos, o que faz é apenas registro de mundos.





O avarento que vomitava moedas de ouro

– Trouxe marmita, divido com você.

A patroa engoliu o orgulho, lembrou quando morava com o pai antes dá falência e humilhava as empregadas falando da comida simples de cada dia e estava pronta a comer o que tanto desdenhou.

-Carne assada, feijão, purê, farinha e pimenta.

-Que cheiro, Cheirinho maravilhoso.

-Eu mesma que faço minha comida.

Vôoouugh…cê é muito boa. A boca esfomeada engolia com o sofrimento da saciedade, mastigava e usava toda língua pra sentir a carne tirando dos dentes e engolindo, não queria desperdiçar nenhuma partícula de comida. Depois de alimentada o vazio da tristeza foi preenchido. Olhava a empregada com amor, um amor condimentado, temperado cheio de feijão, carnes diversas, sobremesas e afins, passou a mão no rosto da sua salvadora, do seu Jesus feminino flácido e comilão e a desejou mais que o marido; sem muito esforço as mulheres se misturaram numa cama luxuosa pela primeira vez foi realmente mulher, estavam nuas a conversar depois da saciedade que vem de outra fome.

-Sabe qual minha vontade?

-Diga amor. Quero jogar milho pra você comer galinha chic, pensou sorrindo de prazer.

– Vou quebrar o cadeado, vamos nos divertir.

… continua

Páginas: 1 2 3 4 5

Jean Souza
O avarento que vomitava moedas de ouro

– Trouxe marmita, divido com você.

A patroa engoliu o orgulho, lembrou quando morava com o pai antes dá falência e humilhava as empregadas falando da comida simples de cada dia e estava pronta a comer o que tanto desdenhou.

-Carne assada, feijão, purê, farinha e pimenta.

-Que cheiro, Cheirinho maravilhoso.

-Eu mesma que faço minha comida.

Vôoouugh…cê é muito boa. A boca esfomeada engolia com o sofrimento da saciedade, mastigava e usava toda língua pra sentir a carne tirando dos dentes e engolindo, não queria desperdiçar nenhuma partícula de comida. Depois de alimentada o vazio da tristeza foi preenchido. Olhava a empregada com amor, um amor condimentado, temperado cheio de feijão, carnes diversas, sobremesas e afins, passou a mão no rosto da sua salvadora, do seu Jesus feminino flácido e comilão e a desejou mais que o marido; sem muito esforço as mulheres se misturaram numa cama luxuosa pela primeira vez foi realmente mulher, estavam nuas a conversar depois da saciedade que vem de outra fome.

-Sabe qual minha vontade?

-Diga amor. Quero jogar milho pra você comer galinha chic, pensou sorrindo de prazer.

– Vou quebrar o cadeado, vamos nos divertir.

… continua

Páginas: 1 2 3 4 5