Porcocachorrohomem - Jean Souza
Jean Souza
Nascido em Salvador Bahia no início dos anos 80 Bast o transformou em gato por causa de uma aposta perdida o que ele adorou, condenado ao exílio do submundo escreve para poder passar o tempo na eternidade, lembra de sua vida como humano quando ouvia sludge metal, industrial e noise alisando seus gatos Adolfinho e Tina Turner. Pode ver as outras dimensões e dessas experiências tinge sua pena e começa a escrever, se inspira em Lautréamont, Gogól, Strindberg, Lovecraft, Augustos Dos Anjos, Balzac, Jack Kerauac e seres fantásticos como a alma atormentada de Barba Azul, as divindades Abbuto, Yebá Beló por exemplo, é uma nova entidade que não procura por riquezas ou títulos humanos, o que faz é apenas registro de mundos.





Porcocachorrohomem

Agora que tinha achado seu anjo pensou que Deus tinha dado outra chance, uma missão que era cuidar do monstrinho assim redimiria todos os pecados.

4

O Porcocachorrohomem era de 1,50m, coberto de pelos cinzentos debaixo de uma pele rosada e focinho de porco, dentes de cachorro, caninos enormes, olhos de gente má e o mais medonho era as patas de porco e as mãos humanas invertidas, andava com as mãos e as patas pequenininhas de porco não serviam para nada, só um enfeite tosco dado pela natureza.

5

Chega o dia em que o filho renega o conforto do lar e quer ir além, Miguel a salvação se tornou a solução final. Expurgou os pecados maternos. A puberdade desumana começou a deixar o filho disforme fora de controle, sua maldade foi revelada quando ao meio dia ódio-libido e violência foram despejados na mãe, estuprou-a até parti-la ao meio, mordeu todo corpo murcho, despedaçou a mãe misturando seu sêmen aos restos mortais.

7

Miguel sujo de sangue melado de sêmen e remorso grunhialatiagritava, pela primeira vez saiu da boca, palavras humanas – mamãe uhhhauau!!! – pegou os pedaços das tripas, pernas, mãos e a cabeça com os olhos revirados e fez um monte e pediu – fale comigo mamãe eu te amo. Descobriu que estava só aquele monte já fétido não lhe respondeu, o assassino sentiu vontade de chorar, mas só veio o sorriso de satisfação. Viu a porta aberta e foi conhecer o mundo externo, pois o interno tinha matado com prazer.

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Jean Souza
Porcocachorrohomem

Agora que tinha achado seu anjo pensou que Deus tinha dado outra chance, uma missão que era cuidar do monstrinho assim redimiria todos os pecados.

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O Porcocachorrohomem era de 1,50m, coberto de pelos cinzentos debaixo de uma pele rosada e focinho de porco, dentes de cachorro, caninos enormes, olhos de gente má e o mais medonho era as patas de porco e as mãos humanas invertidas, andava com as mãos e as patas pequenininhas de porco não serviam para nada, só um enfeite tosco dado pela natureza.

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Chega o dia em que o filho renega o conforto do lar e quer ir além, Miguel a salvação se tornou a solução final. Expurgou os pecados maternos. A puberdade desumana começou a deixar o filho disforme fora de controle, sua maldade foi revelada quando ao meio dia ódio-libido e violência foram despejados na mãe, estuprou-a até parti-la ao meio, mordeu todo corpo murcho, despedaçou a mãe misturando seu sêmen aos restos mortais.

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Miguel sujo de sangue melado de sêmen e remorso grunhialatiagritava, pela primeira vez saiu da boca, palavras humanas – mamãe uhhhauau!!! – pegou os pedaços das tripas, pernas, mãos e a cabeça com os olhos revirados e fez um monte e pediu – fale comigo mamãe eu te amo. Descobriu que estava só aquele monte já fétido não lhe respondeu, o assassino sentiu vontade de chorar, mas só veio o sorriso de satisfação. Viu a porta aberta e foi conhecer o mundo externo, pois o interno tinha matado com prazer.

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