Porcocachorrohomem - Jean Souza
Jean Souza
Nascido em Salvador Bahia no início dos anos 80 Bast o transformou em gato por causa de uma aposta perdida o que ele adorou, condenado ao exílio do submundo escreve para poder passar o tempo na eternidade, lembra de sua vida como humano quando ouvia sludge metal, industrial e noise alisando seus gatos Adolfinho e Tina Turner. Pode ver as outras dimensões e dessas experiências tinge sua pena e começa a escrever, se inspira em Lautréamont, Gogól, Strindberg, Lovecraft, Augustos Dos Anjos, Balzac, Jack Kerauac e seres fantásticos como a alma atormentada de Barba Azul, as divindades Abbuto, Yebá Beló por exemplo, é uma nova entidade que não procura por riquezas ou títulos humanos, o que faz é apenas registro de mundos.





Porcocachorrohomem

8

A porta aberta, luz nos olhos, um atrativo sem igual aos seres do subsolo. Miguel correu esfomeado fugindo dos restos mortais de uma semi-existência não havia o que pensar, os olhos são os órgãos mais importantes, mentir salva.

9

Fora do seu castelo-chiqueiro o Porcocachorrohomem respirou ar leve, cores novas e um lindo rio se apresentaram aos seus perversos olhos e achou que fazia parte da paisagem, andou sentindo felicidade. No meio do caminho a mulher mais bela do mundo preparava-se para tomar banho, o monstro ficou dopado por ver um ser que era o seu oposto, uma inveja libidinosa invadiu as três personalidades o que fazer? Esperou a mulher despir-se! Babou, grunhiulatiuurrou, a mulher assustou-se começou a sentir o cheiro maldito da alma do monstro- náuseas e tudo enegreceu, desmaiou.

Quando a beleza despertou não era mais a mesma, tinha sido deflorada, seu puro corpo destruído covarde e de forma selvagem, pedaços do rosto, da bunda direita e costas arrancadas, a mulher mais bonita do mundo tornou-se carne fora de validade o seu sexo estava condenado, desesperou-se vomitou um rio de lamentos misturou-se a terra encharcada com o próprio sangue e merda, misturou-se ao ódio, medo e culpa (a beleza também traz culpa) o Porcocachorrohomem contemplou sua obra, deliciou-se com o poder que tem de destruir, em retribuição a amada lhe presenteia com flores de desprezo, ela com medo de ter engravidado e ser mãe de um monstro se jogou no rio e morreu prazerosamente afogada, tentava purificação.

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Jean Souza
Porcocachorrohomem

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A porta aberta, luz nos olhos, um atrativo sem igual aos seres do subsolo. Miguel correu esfomeado fugindo dos restos mortais de uma semi-existência não havia o que pensar, os olhos são os órgãos mais importantes, mentir salva.

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Fora do seu castelo-chiqueiro o Porcocachorrohomem respirou ar leve, cores novas e um lindo rio se apresentaram aos seus perversos olhos e achou que fazia parte da paisagem, andou sentindo felicidade. No meio do caminho a mulher mais bela do mundo preparava-se para tomar banho, o monstro ficou dopado por ver um ser que era o seu oposto, uma inveja libidinosa invadiu as três personalidades o que fazer? Esperou a mulher despir-se! Babou, grunhiulatiuurrou, a mulher assustou-se começou a sentir o cheiro maldito da alma do monstro- náuseas e tudo enegreceu, desmaiou.

Quando a beleza despertou não era mais a mesma, tinha sido deflorada, seu puro corpo destruído covarde e de forma selvagem, pedaços do rosto, da bunda direita e costas arrancadas, a mulher mais bonita do mundo tornou-se carne fora de validade o seu sexo estava condenado, desesperou-se vomitou um rio de lamentos misturou-se a terra encharcada com o próprio sangue e merda, misturou-se ao ódio, medo e culpa (a beleza também traz culpa) o Porcocachorrohomem contemplou sua obra, deliciou-se com o poder que tem de destruir, em retribuição a amada lhe presenteia com flores de desprezo, ela com medo de ter engravidado e ser mãe de um monstro se jogou no rio e morreu prazerosamente afogada, tentava purificação.

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