Prédios- parte 04 - Jean Souza
Jean Souza
Nascido em Salvador Bahia no início dos anos 80 Bast o transformou em gato por causa de uma aposta perdida o que ele adorou, condenado ao exílio do submundo escreve para poder passar o tempo na eternidade, lembra de sua vida como humano quando ouvia sludge metal, industrial e noise alisando seus gatos Adolfinho e Tina Turner. Pode ver as outras dimensões e dessas experiências tinge sua pena e começa a escrever, se inspira em Lautréamont, Gogól, Strindberg, Lovecraft, Augustos Dos Anjos, Balzac, Jack Kerauac e seres fantásticos como a alma atormentada de Barba Azul, as divindades Abbuto, Yebá Beló por exemplo, é uma nova entidade que não procura por riquezas ou títulos humanos, o que faz é apenas registro de mundos.





Prédios- parte 04

5

 

O céu está nublado com nuvens negras que mancham o céu anêmico, som petulante de chuva ácida caindo e encharcando o solo cinza sem valor e deserto. Som sulfuroso do líquido derretendo estruturas do mundo plano. Formas retas e decadentes. Os prédios são banhados com o ácido-absinto de vontades rapidamente inunda ruas mórbidas e obscuras. O chiar continua; alguns prédios não suportam e desabam estourando como pústulas bastante inflamadas, o mundo repleto dessas pústulas enche o solo de imundície é como um imenso rosto deformado pelo câncer que o batismo de uma religião desconhecida sem virtudes ou moral limpa a face estuporada, mas não restitui vida alguma.

 

Sem felicidade no sofrimento estático rodeado de máscaras carnais, muitas boiando no lodo outras coladas nas paredes rasgadas pela metade ou grandes e murchas com cores apáticas sem expressões. Quis esconder seu rosto usando as mascaras que não se ajustaram em seu rosto, com ódio arrancou a própria face que ficou inchada e nojenta, que não tinha nenhum traço de inteligência ou sentimentos, era a visão do que tinha por dentro.

 

Aço retorcido, ferrugem, lodo, gavetas podres que não possuem funções, pós-homens dopados se movimentando em constante violência, falta de luz, suor oxidação, labirintos emaranhados de realidades, moscas, larvas, excrementos, vontades, estupides, sangue, nascimento, irmãos, parasitas, fábrica de agonias, sepulcro de carne andante, cavernas de prazeres, ossos triturados, paredes e janelas esverdeadas, máquinas que expelem ilusões coloridas, comedores de merda, esfera de lamentos, pedras, paus e carcaças gerando abortos ambulantes.

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Jean Souza
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O céu está nublado com nuvens negras que mancham o céu anêmico, som petulante de chuva ácida caindo e encharcando o solo cinza sem valor e deserto. Som sulfuroso do líquido derretendo estruturas do mundo plano. Formas retas e decadentes. Os prédios são banhados com o ácido-absinto de vontades rapidamente inunda ruas mórbidas e obscuras. O chiar continua; alguns prédios não suportam e desabam estourando como pústulas bastante inflamadas, o mundo repleto dessas pústulas enche o solo de imundície é como um imenso rosto deformado pelo câncer que o batismo de uma religião desconhecida sem virtudes ou moral limpa a face estuporada, mas não restitui vida alguma.

 

Sem felicidade no sofrimento estático rodeado de máscaras carnais, muitas boiando no lodo outras coladas nas paredes rasgadas pela metade ou grandes e murchas com cores apáticas sem expressões. Quis esconder seu rosto usando as mascaras que não se ajustaram em seu rosto, com ódio arrancou a própria face que ficou inchada e nojenta, que não tinha nenhum traço de inteligência ou sentimentos, era a visão do que tinha por dentro.

 

Aço retorcido, ferrugem, lodo, gavetas podres que não possuem funções, pós-homens dopados se movimentando em constante violência, falta de luz, suor oxidação, labirintos emaranhados de realidades, moscas, larvas, excrementos, vontades, estupides, sangue, nascimento, irmãos, parasitas, fábrica de agonias, sepulcro de carne andante, cavernas de prazeres, ossos triturados, paredes e janelas esverdeadas, máquinas que expelem ilusões coloridas, comedores de merda, esfera de lamentos, pedras, paus e carcaças gerando abortos ambulantes.

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