Prédios - parte 2 - Jean Souza
Jean Souza
Nascido em Salvador Bahia no início dos anos 80 Bast o transformou em gato por causa de uma aposta perdida o que ele adorou, condenado ao exílio do submundo escreve para poder passar o tempo na eternidade, lembra de sua vida como humano quando ouvia sludge metal, industrial e noise alisando seus gatos Adolfinho e Tina Turner. Pode ver as outras dimensões e dessas experiências tinge sua pena e começa a escrever, se inspira em Lautréamont, Gogól, Strindberg, Lovecraft, Augustos Dos Anjos, Balzac, Jack Kerauac e seres fantásticos como a alma atormentada de Barba Azul, as divindades Abbuto, Yebá Beló por exemplo, é uma nova entidade que não procura por riquezas ou títulos humanos, o que faz é apenas registro de mundos.





Prédios – parte 2

Arranha as paredes. Crosta de lodo é retirada. Três listras vermelhas são desenhadas. Repetição sem sentir nada continua a cavar não há limite. Obsessivo continua a deliciar-se. Esmaga os dedos, tenta esfarelar-se, molha a mão de suor, sangue e cuspe. Às vezes grita procurando fazer parte do concreto, ser pó e fundir-se com a nova natureza.

Continua…

Páginas: 1 2 3 4 5

Jean Souza
Prédios – parte 2

Arranha as paredes. Crosta de lodo é retirada. Três listras vermelhas são desenhadas. Repetição sem sentir nada continua a cavar não há limite. Obsessivo continua a deliciar-se. Esmaga os dedos, tenta esfarelar-se, molha a mão de suor, sangue e cuspe. Às vezes grita procurando fazer parte do concreto, ser pó e fundir-se com a nova natureza.

Continua…

Páginas: 1 2 3 4 5