Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
João Paulo Effting
João Paulo Effting teve sua paixão pelo terror despertada ainda quando criança, quando seu pai e sua mãe saíram para um baile, em uma sexta-feira, e ele ficou em casa assistindo TV. Eis então que começa o filme "O ataque dos tomates assassinos", e seus olhos brilharam e o coração bateu mais rápido. E dali pra frente foi só paixão por esse gênero. Noites mal dormidas esperando pelo Cine Trash e Cine Sinistro madrugada adentro, gravando em fitas VHC filmes que ele procurava na listinha da TV a Cabo. Mas foi só com vinte e poucos anos que juntou as peças da paixão pelos filmes de terror com a paixão pela leitura e um click soou em sua cabeça: por que não criar suas próprias histórias? E desde então ele se encontrou, dando vida a mundos cheios de criaturas (nem sempre boas, mas sempre más).





Ele vê

            Meu corpo sem pelos e esculpido é o parque de diversão dele e em troca recebo o amor que nunca tive. Ele disse que me ama e que nunca vai me deixar. E não vejo a hora de ele me visitar de novo. A luz do relógio transforma o ambiente em um parque de diversão sexual. E é isso que sou. Um brinquedo para ele.

            São 2:55h e os minutos parecem horas para passar. Sinto meu pau enrijecer só de imaginar que daqui a 5 minutos ele despertará e me tomara. Os cabelos negros de Pedro já começam a cair de sua cabeça e o odor de carne putrefata está tomando conta do quarto, mas isso não me importa. Tudo que me interessa é o homem do relógio e a forma como ele me doma.

            São 2:59h. Sinto meu pau apontar para cima e latejar de prazer. Meus dedos começam a passear pelo meu corpo imaginando o que ele fará comigo hoje.

            “Tira a mão daí sua putinha”.

            Abro um largo sorriso em meu rosto. Ele chegou. Encaro o corpo de Pedro e olhos vermelhos me encaram. O pau dele, antes flácido, agora está duro feito uma tora de árvore. Ele levanta da cama. Seu andar não é nada sensual e é de certa forma, cômico. Um cadáver sendo possuído pelo homem do relógio. Mas isso pouco me importa.

            Fico observando-o vir até mim. A cada passo que ele da, uma pulsação brota em meu pau.

            “Está com vontade disso sua putinha?” – Ele pergunta, levando sua mão direita até o pau de Pedro e se masturbando.

            “Sim, estou. Sim, estou” – É tudo que consigo dizer.

            Ele chega até mim e fica parado atrás da cadeira onde estou sentado. Nós dois ficamos nos encarando através dos nossos reflexos no espelho, os dois corpos em tom vermelho, iluminados pela luz do relógio na cabeceira da minha cama. Ele se inclina para frente e sua mão vai descendo por meu peito. Eu sei o caminho que ela vai percorrer e onde vai chegar. Só de imaginar isso meu corpo estremece.

            Sinto a faca no peito do corpo de Pedro encostar nas minhas costas, mas não ligo. O que importa é quem está dentro do corpo dele. Eu sou dele.

            “Que bom putinha.” – Ele diz, enquanto sua mão encontra o meio das minhas pernas e eu me contorço de tesão.

            “Já para a cama putinha”.

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            Meu corpo sem pelos e esculpido é o parque de diversão dele e em troca recebo o amor que nunca tive. Ele disse que me ama e que nunca vai me deixar. E não vejo a hora de ele me visitar de novo. A luz do relógio transforma o ambiente em um parque de diversão sexual. E é isso que sou. Um brinquedo para ele.

            São 2:55h e os minutos parecem horas para passar. Sinto meu pau enrijecer só de imaginar que daqui a 5 minutos ele despertará e me tomara. Os cabelos negros de Pedro já começam a cair de sua cabeça e o odor de carne putrefata está tomando conta do quarto, mas isso não me importa. Tudo que me interessa é o homem do relógio e a forma como ele me doma.

            São 2:59h. Sinto meu pau apontar para cima e latejar de prazer. Meus dedos começam a passear pelo meu corpo imaginando o que ele fará comigo hoje.

            “Tira a mão daí sua putinha”.

            Abro um largo sorriso em meu rosto. Ele chegou. Encaro o corpo de Pedro e olhos vermelhos me encaram. O pau dele, antes flácido, agora está duro feito uma tora de árvore. Ele levanta da cama. Seu andar não é nada sensual e é de certa forma, cômico. Um cadáver sendo possuído pelo homem do relógio. Mas isso pouco me importa.

            Fico observando-o vir até mim. A cada passo que ele da, uma pulsação brota em meu pau.

            “Está com vontade disso sua putinha?” – Ele pergunta, levando sua mão direita até o pau de Pedro e se masturbando.

            “Sim, estou. Sim, estou” – É tudo que consigo dizer.

            Ele chega até mim e fica parado atrás da cadeira onde estou sentado. Nós dois ficamos nos encarando através dos nossos reflexos no espelho, os dois corpos em tom vermelho, iluminados pela luz do relógio na cabeceira da minha cama. Ele se inclina para frente e sua mão vai descendo por meu peito. Eu sei o caminho que ela vai percorrer e onde vai chegar. Só de imaginar isso meu corpo estremece.

            Sinto a faca no peito do corpo de Pedro encostar nas minhas costas, mas não ligo. O que importa é quem está dentro do corpo dele. Eu sou dele.

            “Que bom putinha.” – Ele diz, enquanto sua mão encontra o meio das minhas pernas e eu me contorço de tesão.

            “Já para a cama putinha”.

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