Urbanoia – Final - Jorge Machado
Jorge Machado
Escritor desde os doze anos de idade (quando conheci a literatura e adotei o pseudônimo temporário de "Jorge Mamado"). Fui apresentado ao horror tarde, nas estantes da biblioteca pública do ensino médio. Desde então sigo na busca do funesto e do reprovável como forma de resistência à apatia e ao conformismo dessa geração.
Brinquei de punk durante a adolescência tardia e troquei a água pela cerveja. Depois pela pinga. Depois voltei aos livros. Viciado em gás lacrimogêneo e spray de pimenta, sonho em explodir o Ancapistão usando um artefato com a grafia "Propriedade é roubo" na fuselagem.





Urbanoia – Final

De qualquer forma, a escrita, bem como a leitura, é uma forma de fuga que me ajudou a não pensar na súcubo de concreto. Uma válvula de escape da realidade terrível. Mesmo agora, no rio, posso ouvir esporadicamente o tremor da betoneira, distante, porém igualmente assassino. Ela me alcançará em algum momento. Não há para onde fugir. A não ser para a ficção, a única coisa que ainda não virou concreto.

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Jorge Machado
Urbanoia – Final

De qualquer forma, a escrita, bem como a leitura, é uma forma de fuga que me ajudou a não pensar na súcubo de concreto. Uma válvula de escape da realidade terrível. Mesmo agora, no rio, posso ouvir esporadicamente o tremor da betoneira, distante, porém igualmente assassino. Ela me alcançará em algum momento. Não há para onde fugir. A não ser para a ficção, a única coisa que ainda não virou concreto.

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