Qvarto canto indecente - Leomar-Waslawick
Leomar Waslawick
Leomar wazlawick, nascido em palmitos-sc, em 30/04/1972...
Produtor, roteirista, técnico em efx. Maquiagens e efeitos especiais, zineiro, ator, escritor, trabalhou na Canibal Produções, e fundou em 1993, junto com Petter Baiestorf, a Gore GG Efeitos (produtora de efeitos gore para filmes da Canibal Produções) em 96 saiu da canibal... Após o término do filme "Eles comem sua carne".
Fã de escritores simbolistas como Poe, Ducasse, Baudelaire, Augusto dos Anjos e outros, publicou pela editora Empírio, um conto em homenagem a Edgar Alan Poe, "O Corvo" um livro colaborativo, com o conto "reciclo canto de morte".
Agora novos projetos de zines, e atual diretor da Grand Guignol Produções voltada ao horror em geral.




Qvarto canto indecente

Como se despencasse, desceu pelo rosto aveludado, talvez pela forte maquiagem o incomum… Era apenas um único fio, se parecia com um raio de luz que rasgava o início de uma manhã de primavera.
Sem cálculos e sem métrica, mas em poesia, sendo que a dor já nem se sabe mais medir, numa espessura milimétrica.
A claridade daquele raio de luz, apagou, enrijeceu a carne, o fio de luz escureceu, apertou os olhos, deslizou num bailado único, numa eterna devoção a grande ceifadora de vidas.
Não houve vestes pretas, nem foices, apenas um silêncio, um caminho num sol castigante e murmúrios, mulheres choram, homens tossem, como que num sinal de respeito, dor ou clichês.
Venha velha senhora, adubar meu chão, deixe que a plantemos neste jardim do esquecimento, onde pássaros assoviam cantos fúnebres tendo como plateia as flores coloridas, humm as flores… com aroma de morte, jamais nos darão frutos…

 

 

Leomar Waslawick
Qvarto canto indecente

Como se despencasse, desceu pelo rosto aveludado, talvez pela forte maquiagem o incomum… Era apenas um único fio, se parecia com um raio de luz que rasgava o início de uma manhã de primavera.
Sem cálculos e sem métrica, mas em poesia, sendo que a dor já nem se sabe mais medir, numa espessura milimétrica.
A claridade daquele raio de luz, apagou, enrijeceu a carne, o fio de luz escureceu, apertou os olhos, deslizou num bailado único, numa eterna devoção a grande ceifadora de vidas.
Não houve vestes pretas, nem foices, apenas um silêncio, um caminho num sol castigante e murmúrios, mulheres choram, homens tossem, como que num sinal de respeito, dor ou clichês.
Venha velha senhora, adubar meu chão, deixe que a plantemos neste jardim do esquecimento, onde pássaros assoviam cantos fúnebres tendo como plateia as flores coloridas, humm as flores… com aroma de morte, jamais nos darão frutos…