Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Lorhan Rocha
Nascido 30 de junho de 1997, em Rio de Janeiro-RJ, teve seu primeiro contato com a literatura ainda com seus 11 anos de idade quando leu o livro de Julio Verne: Viagem ao Centro da Terra. O autor desde então cria personagens e histórias no intuito de transmitir alguma mensagem para seus leitores.
Suas inspirações literárias são: Colleen Hoover, Ransom Riggs, Edgar Allan Poe e Stephen King.







Eu juro Solenemente

***

Ele está pronto, desce as escadas devagar e ao chegar à sala observa a mesa de café imóvel. Os copos de achocolatado estão cheios, os pratos intactos e ninguém em casa.

Por um momento ele analisa o que está ocorrendo, até que ouça a voz de Cardoso do lado de fora de sua casa roubar sua atenção.

— Está pronto? — Questiona Cardoso enquanto Francis o observa vindo em sua direção.

— Santa Dimpna?

— Evidente… — Ao ver Cardoso sorrir e descansa a mão em seu ombro.

Assim, Francis segue caminhando em direção ao seu mais novo local de trabalho, Santa Dimpna.

 

***

Já há uma hora dentro do Sanatório, no centro de porto Acre, seu local de trabalho, Francis caminha até ver Cardoso virar o corredor às pressas correndo em sua direção com um sorriso enorme e familiar.

Eles seguem juntos pelos corredores até que se deparam com uma porta prata fechada por fora, e na ficha a informações da paciente:

A jovem de apenas quatorze anos abandonados no sanatório após ter um ataque de epilepsia. Seus familiares religiosos alegam que a jovem estava sendo possuída por um demônio durante um culto familiar no seu lar. Após tentativas de exorcismos com a jovem, pondo-a de ponta cabeça, enchendo sua boca de sal grosso, e a fazendo-a beber água benta, decidiram desistir e abandona-la.

Francis e Cardoso sorriem ao mesmo tempo, e quando pensam em entrar na cela, são surpreendidos.

— Você é o novo doutor certo? — Tocava o diretor do sanatório em seu ombro enquanto observava a cela da paciente.

— Sim, ele mesmo — O Doutor acompanha o homem enquanto caminha pelo corredor, após observar a jovem mais interessante de todas nos seus anos de doutor.

— Estamos precisando de alguém que fique de plantão essa semana, você topa? — O dono do Sanatório perguntava a Francis.

— Seria um enorme prazer — Ele sorri observando Cardoso olhando por cima do ombro do homem negro e parrudo em sua frente, com um sorriso colossal , a mesma afabilidade que não via há anos, desde sua saída do hospital de Bajuri.

 

Páginas: 1 2 3 4 5 6

Lorhan Rocha
Eu juro Solenemente

***

Ele está pronto, desce as escadas devagar e ao chegar à sala observa a mesa de café imóvel. Os copos de achocolatado estão cheios, os pratos intactos e ninguém em casa.

Por um momento ele analisa o que está ocorrendo, até que ouça a voz de Cardoso do lado de fora de sua casa roubar sua atenção.

— Está pronto? — Questiona Cardoso enquanto Francis o observa vindo em sua direção.

— Santa Dimpna?

— Evidente… — Ao ver Cardoso sorrir e descansa a mão em seu ombro.

Assim, Francis segue caminhando em direção ao seu mais novo local de trabalho, Santa Dimpna.

 

***

Já há uma hora dentro do Sanatório, no centro de porto Acre, seu local de trabalho, Francis caminha até ver Cardoso virar o corredor às pressas correndo em sua direção com um sorriso enorme e familiar.

Eles seguem juntos pelos corredores até que se deparam com uma porta prata fechada por fora, e na ficha a informações da paciente:

A jovem de apenas quatorze anos abandonados no sanatório após ter um ataque de epilepsia. Seus familiares religiosos alegam que a jovem estava sendo possuída por um demônio durante um culto familiar no seu lar. Após tentativas de exorcismos com a jovem, pondo-a de ponta cabeça, enchendo sua boca de sal grosso, e a fazendo-a beber água benta, decidiram desistir e abandona-la.

Francis e Cardoso sorriem ao mesmo tempo, e quando pensam em entrar na cela, são surpreendidos.

— Você é o novo doutor certo? — Tocava o diretor do sanatório em seu ombro enquanto observava a cela da paciente.

— Sim, ele mesmo — O Doutor acompanha o homem enquanto caminha pelo corredor, após observar a jovem mais interessante de todas nos seus anos de doutor.

— Estamos precisando de alguém que fique de plantão essa semana, você topa? — O dono do Sanatório perguntava a Francis.

— Seria um enorme prazer — Ele sorri observando Cardoso olhando por cima do ombro do homem negro e parrudo em sua frente, com um sorriso colossal , a mesma afabilidade que não via há anos, desde sua saída do hospital de Bajuri.

 

Páginas: 1 2 3 4 5 6