À UMA LEMBRANÇA - Luana Alves
Luana Alves
Não me esqueço da sensação de euforia ao ter em mãos, pela primeira vez, um livro de poesia. Como se não bastasse, não poderia ser qualquer livro. Eu ganhara de um estranho, que hoje é um grande amigo, o livro: Broquéis, Faróis e Últimos Sonetos de Cruz e Souza. Na época eu tinha meus 13 anos de idade, minha inocência foi decapitada naquele mesmo ano, quando conheci outros macabros e incompreensíveis poetas.
Mais morta do que viva. Escrever tornou-se uma fuga para o meu caos mental.
Mas somente comecei a escrever/vomitar meus pensamentos no ano de 2012, quando presenciei um suicídio.
Hoje considero-me uma parasita que devaneia sozinha, de madrugada ou à luz do dia, pouco importa... Não tenho nada na vida, apenas minhas agonias! Apaixonada pela morte, tristeza e melancolia. Minhas principais referências malditas são Rimbaud e Baudelaire.
Desejo que os leitores sintam a repugnância em sua forma mais crua, desta forma alcanço a morbidez desenfreada que é a existência humana.
Escrevo meus desgostos e desalentos com o intuito de que os mesmos façam-me perceber o extraordinário, e ele existe! Vos apresento: o Ódio.






À UMA LEMBRANÇA

Este dia marca o nascimento

De um discordioso lamento

Nasceu aquele ha quem meu coração pertence

Início do inverno, marcado pela gélida neve!

 

Recorda-te meu amor,

É a única forma de dispersar minha dor!

Da nossa impetuosa adolescência

Hoje é somente eu e tua ausência…

 

Sumis-te em meio a neblina!

E agora, quem te abriga?

Vem a noite, e com ela a esperança fria…

Mirá-lo, não em sonho, era tudo o que eu queria!

 

(Em memória de Lucas A. Krohn)

Luana Alves
À UMA LEMBRANÇA

Este dia marca o nascimento

De um discordioso lamento

Nasceu aquele ha quem meu coração pertence

Início do inverno, marcado pela gélida neve!

 

Recorda-te meu amor,

É a única forma de dispersar minha dor!

Da nossa impetuosa adolescência

Hoje é somente eu e tua ausência…

 

Sumis-te em meio a neblina!

E agora, quem te abriga?

Vem a noite, e com ela a esperança fria…

Mirá-lo, não em sonho, era tudo o que eu queria!

 

(Em memória de Lucas A. Krohn)