A Janela do Demônio - Lucas Matheus
Lucas Matheus
Lucas Matheus Lima Medeiros nasceu em 17 de março de 1997, em Guarabira – PB, cidade que até hoje reside. Está finalizando as duas graduações, sendo uma em Direito pela UEPB – Campus III e outra em Sociologia pela UNIP – Polo Guarabira. Apaixonado por livros desde criança, desacreditava da possibilidade de escrever até ser convencido a tentar. Depois da publicação do seu primeiro livro: O Anjo Diabólico: A Odisseia de Lorde Taylor, o que antes parecia ser impossível vem se tornando uma energia vital. Com a publicação do primeiro livro, veio o discernimento de que para ele não há escolha exceto escrever... “A escrita liberta a alma e engradece o ser”. Lucas pretende se tornar professor universitário, e como não pode largar a escrita, escritor será até onde a vida permitir. No mais, ele é o tipo de pessoa que gosta de refletir constantemente e busca nos livros mais dúvidas para se livrar de repostas chatas sobre o mistério da vida. Costuma assistir o mesmo filme várias vezes e sempre para pra estudar tudo que for referente a Star Wars, Marvel e principalmente DC Comics. Procura escutar trilha sonoras dos filmes que mais gosta para fazer da vida um filme sem fim, mas eterno até onde possível. Quem sabe ele chega a conseguir ser professor de alguma universidade, até lá, livros a ler e a escrever estarão em andamento.





A Janela do Demônio

George estava deitado com sua esposa, a janela do quarto estava aberta permitindo que a luz refletida da lua adentrasse. Simultaneamente com o ar entrando, o balançar do ventilador fazia com que o arranhar dos grilos fossem abafados. Nicole, por sua vez, contava o tempo pensando em tudo que tinha aproveitado e quão isso tinha lhe sido um desperdício de vida.

Um medo compactava seu estômago. Suas entranhas vibravam e numa mistura de tesão e desespero, seu sexo umedecia e molhava o colchão. Até que involuntariamente deixou escapar um suspiro de orgasmo fazendo com que o verme do seu marido se engasgasse com seu cigarro que tragava deitado. Ele jogando o tabaco no cinzeiro, deu seu costumeiro sorriso malicioso e passou a colocar o dedo na umidade das pernas da esposa. Ela se deixou levar contando o tempo que restava. Até que as unhas apareceram na janela, negras como petróleo e o cheiro podre passava a substituir o odor do cigarro. Cada movimento da criatura era meticulosamente silenciado pelos orgasmos de Nicole, todos causados pela sensação de ser penetrada enquanto o demônio apreciava todo o pecado. Então ela disse no ouvido de George: Me perdoe pela morte de sua irmã. Ele respondeu: Não foi sua culpa. Enquanto isso os olhos vermelhos do demônio brilhavam no escuro e ele falou: Condenados aqueles são que em sua fétida existência perpetuam algo tão ignóbil quanto o poder de Cristo, quando se esquecem que mesmo tentando acertar, ímpios são até no seu subconsciente. Quando George se virou e viu a criatura no quarto gritou e caiu da cama, até que uma calda negra o puxou pela perna e o pendurou pela janela a fora. Num momento de prazer e sadismo, o demônio lhe questiona: Quando Nicole pediu meus serviços em troca de algumas almas não imaginava que ela fosse capaz de enganar toda uma família a ponto de mudar registros e se casar com o próprio irmão apenas e nada mais para provar que a destruição humana muitas vezes é mais infernal do que minha própria danação. Por isso quando ela matou sua irmã não lhe disse que ela não passava de uma qualquer, para apenas poder se deleitar perante tua agonia ao saber que em três andares desejarias ter sucumbido a uma queda eterna. Quando o demônio o largou ele não gritou.

Lucas Matheus
A Janela do Demônio

George estava deitado com sua esposa, a janela do quarto estava aberta permitindo que a luz refletida da lua adentrasse. Simultaneamente com o ar entrando, o balançar do ventilador fazia com que o arranhar dos grilos fossem abafados. Nicole, por sua vez, contava o tempo pensando em tudo que tinha aproveitado e quão isso tinha lhe sido um desperdício de vida.

Um medo compactava seu estômago. Suas entranhas vibravam e numa mistura de tesão e desespero, seu sexo umedecia e molhava o colchão. Até que involuntariamente deixou escapar um suspiro de orgasmo fazendo com que o verme do seu marido se engasgasse com seu cigarro que tragava deitado. Ele jogando o tabaco no cinzeiro, deu seu costumeiro sorriso malicioso e passou a colocar o dedo na umidade das pernas da esposa. Ela se deixou levar contando o tempo que restava. Até que as unhas apareceram na janela, negras como petróleo e o cheiro podre passava a substituir o odor do cigarro. Cada movimento da criatura era meticulosamente silenciado pelos orgasmos de Nicole, todos causados pela sensação de ser penetrada enquanto o demônio apreciava todo o pecado. Então ela disse no ouvido de George: Me perdoe pela morte de sua irmã. Ele respondeu: Não foi sua culpa. Enquanto isso os olhos vermelhos do demônio brilhavam no escuro e ele falou: Condenados aqueles são que em sua fétida existência perpetuam algo tão ignóbil quanto o poder de Cristo, quando se esquecem que mesmo tentando acertar, ímpios são até no seu subconsciente. Quando George se virou e viu a criatura no quarto gritou e caiu da cama, até que uma calda negra o puxou pela perna e o pendurou pela janela a fora. Num momento de prazer e sadismo, o demônio lhe questiona: Quando Nicole pediu meus serviços em troca de algumas almas não imaginava que ela fosse capaz de enganar toda uma família a ponto de mudar registros e se casar com o próprio irmão apenas e nada mais para provar que a destruição humana muitas vezes é mais infernal do que minha própria danação. Por isso quando ela matou sua irmã não lhe disse que ela não passava de uma qualquer, para apenas poder se deleitar perante tua agonia ao saber que em três andares desejarias ter sucumbido a uma queda eterna. Quando o demônio o largou ele não gritou.