Cão - Lucas Matheus
Lucas Matheus
Lucas Matheus Lima Medeiros nasceu em 17 de março de 1997, em Guarabira – PB, cidade que até hoje reside. Está finalizando as duas graduações, sendo uma em Direito pela UEPB – Campus III e outra em Sociologia pela UNIP – Polo Guarabira. Apaixonado por livros desde criança, desacreditava da possibilidade de escrever até ser convencido a tentar. Depois da publicação do seu primeiro livro: O Anjo Diabólico: A Odisseia de Lorde Taylor, o que antes parecia ser impossível vem se tornando uma energia vital. Com a publicação do primeiro livro, veio o discernimento de que para ele não há escolha exceto escrever... “A escrita liberta a alma e engradece o ser”. Lucas pretende se tornar professor universitário, e como não pode largar a escrita, escritor será até onde a vida permitir. No mais, ele é o tipo de pessoa que gosta de refletir constantemente e busca nos livros mais dúvidas para se livrar de repostas chatas sobre o mistério da vida. Costuma assistir o mesmo filme várias vezes e sempre para pra estudar tudo que for referente a Star Wars, Marvel e principalmente DC Comics. Procura escutar trilha sonoras dos filmes que mais gosta para fazer da vida um filme sem fim, mas eterno até onde possível. Quem sabe ele chega a conseguir ser professor de alguma universidade, até lá, livros a ler e a escrever estarão em andamento.





Cão

Sentado em seu escritório, Edmundo fazia contas das despesas e de compras futuras. Mesmo tendo uma riqueza considerável ele fazia bom uso da economia financeira. Tirando o relógio de bolso de seu colete, notou que era uma boa hora para fumar o seu charuto e degustar um bom uísque irlandês. Saindo da sua poltrona, sentiu um leve calafrio. O dia vinha sendo assim desde que matara um “cão” que mordera o seu filho. Ele olhou nos olhos do cachorro e fincou seu machado bem no meio da testa do animal. Mas não sabia ele que aquele “cão” não era comum… Ele sabia disso, pois aqueles olhos o perturbavam…

Tomando o seu uísque, ficou ele na sua biblioteca relendo Crime e Castigo até que adormeceu. O uísque caiu de sua mão e isso o fez acordar assustado e mais uma vez com calafrio…

Foi de súbito quando escutou passos no andar de cima de sua casa e não percebeu que o cão raivoso o observava com olhos opacos, olhos mortos para um ser não vivo.

Edmundo subiu lentamente em busca do filho que talvez estivesse ali brincando, era puro instinto, mas sem olhar o relógio, não percebeu que era tarde da noite para o garoto ficar brincando. A cada passo que ele dava na escada, o cão se aproximava mais. Os passos do homem abafavam os do “animal”. Ambos estavam tão próximos, mas só o homem respirava. Notou que o quarto da mulher estava com a porta entreaberta e ao olhar, viu uma imagem perturbadora, mas sem perda de tempo, correu para conferir se o mesmo acontecera com o filho e o mal foi feito nele também… o homem chorando com a imagem, caiu de joelhos e então a dor rasgante rasgou-lhe as costas do colete, era uma chicotada e ali ao se virar em agonia, viu o cão de pé.

– Santo Deus…

– Deus – falou – não vai te esperar.

– Seu cachorro maldi… – levou uma chicotada bem no rosto que arrancou o lábio inferior da boca…

– Agora, finja ser um cão como você me pedia mestre…

O cão o chicoteou mais uma vez e o homem agonizava.

– Isso é pelas centenas de chicotadas que me deste!

LAPEEE!!! – era o som do chicote.

– Agora isso – pegou um machado – é por ter me feito de animal, morra seu porco!

– Por favor, não… – implorou o homem.

– Não sou mais o seu escravo meu sinhô.

E assim cravou o machado na testa do homem que morreu como um cão raivoso.

Sentado em seu escritório, Edmundo fazia contas das despesas e de compras futuras. Mesmo tendo uma riqueza considerável ele fazia bom uso da economia financeira. Tirando o relógio de bolso de seu colete, notou que era uma boa hora para fumar o seu charuto e degustar um bom uísque irlandês. Saindo da sua poltrona, sentiu um leve calafrio. O dia vinha sendo assim desde que matara um “cão” que mordera o seu filho. Ele olhou nos olhos do cachorro e fincou seu machado bem no meio da testa do animal. Mas não sabia ele que aquele “cão” não era comum… Ele sabia disso, pois aqueles olhos o perturbavam…

Tomando o seu uísque, ficou ele na sua biblioteca relendo Crime e Castigo até que adormeceu. O uísque caiu de sua mão e isso o fez acordar assustado e mais uma vez com calafrio…

Foi de súbito quando escutou passos no andar de cima de sua casa e não percebeu que o cão raivoso o observava com olhos opacos, olhos mortos para um ser não vivo.

Edmundo subiu lentamente em busca do filho que talvez estivesse ali brincando, era puro instinto, mas sem olhar o relógio, não percebeu que era tarde da noite para o garoto ficar brincando. A cada passo que ele dava na escada, o cão se aproximava mais. Os passos do homem abafavam os do “animal”. Ambos estavam tão próximos, mas só o homem respirava. Notou que o quarto da mulher estava com a porta entreaberta e ao olhar, viu uma imagem perturbadora, mas sem perda de tempo, correu para conferir se o mesmo acontecera com o filho e o mal foi feito nele também… o homem chorando com a imagem, caiu de joelhos e então a dor rasgante rasgou-lhe as costas do colete, era uma chicotada e ali ao se virar em agonia, viu o cão de pé.

– Santo Deus…

– Deus – falou – não vai te esperar.

– Seu cachorro maldi… – levou uma chicotada bem no rosto que arrancou o lábio inferior da boca…

– Agora, finja ser um cão como você me pedia mestre…

O cão o chicoteou mais uma vez e o homem agonizava.

– Isso é pelas centenas de chicotadas que me deste!

LAPEEE!!! – era o som do chicote.

– Agora isso – pegou um machado – é por ter me feito de animal, morra seu porco!

– Por favor, não… – implorou o homem.

– Não sou mais o seu escravo meu sinhô.

E assim cravou o machado na testa do homem que morreu como um cão raivoso.