O Encontro - Parte 2 - Lucas Matheus
Lucas Matheus
Lucas Matheus Lima Medeiros nasceu em 17 de março de 1997, em Guarabira – PB, cidade que até hoje reside. Está finalizando as duas graduações, sendo uma em Direito pela UEPB – Campus III e outra em Sociologia pela UNIP – Polo Guarabira. Apaixonado por livros desde criança, desacreditava da possibilidade de escrever até ser convencido a tentar. Depois da publicação do seu primeiro livro: O Anjo Diabólico: A Odisseia de Lorde Taylor, o que antes parecia ser impossível vem se tornando uma energia vital. Com a publicação do primeiro livro, veio o discernimento de que para ele não há escolha exceto escrever... “A escrita liberta a alma e engradece o ser”. Lucas pretende se tornar professor universitário, e como não pode largar a escrita, escritor será até onde a vida permitir. No mais, ele é o tipo de pessoa que gosta de refletir constantemente e busca nos livros mais dúvidas para se livrar de repostas chatas sobre o mistério da vida. Costuma assistir o mesmo filme várias vezes e sempre para pra estudar tudo que for referente a Star Wars, Marvel e principalmente DC Comics. Procura escutar trilha sonoras dos filmes que mais gosta para fazer da vida um filme sem fim, mas eterno até onde possível. Quem sabe ele chega a conseguir ser professor de alguma universidade, até lá, livros a ler e a escrever estarão em andamento.





O Encontro – Parte 2

Ao despertar já consegue sentir um mal estar generalizado, como se uma depressão estivesse no ar, sucumbindo as forças vitais dele e de tudo, o mundo parecia morrer e ao se levantar do tombo, notou que já não tinha a sua arma. Ele não desiste, e vai de encontro ao que tanto está temendo encontrar.

Ao sair da torre, se depara com o sangue em todo o pátio da igreja. Aquilo o az notar um reflexo e assim percebe que o céu está vermelho. Bolhas passam a surgir bem a frente dele, no chão ensanguentado. Ele então é pego de surpresa por um golpe, um soco que só não foi invisível pois deixou uma marca de sangue em sua face, mas agora, toda sua roupa estava melada.

– Apareça! – grita o Padre, até que a mão o pega pelo pé. Enquanto ele vai sendo arrastado, percebe que está submergindo em direção ao solo que fica tão leve que parece mais um oceano. “A inconstância do inferno é que ele está em todo lugar” – pensa ele em agonia. Então, saca um punhal de seu tornozelo e fere a mão que o larga de imediato.

– Apareça seu covarde! Então a mão passa a abrir uma espécie de fenda em sua palma fazendo com que um rosto pequeno e com chifres apareça. Em seguida um corpo magro passa a submergir e a cabeça ainda saindo da mão passa a falar.

– Você voltará para casa…

– Não dessa vez – ele pausa e já pergunta: onde está o meu filho? – Morto…

O padre perde sua compostura e vai em direção ao demônio com toda sua raiva, ambos começam a lutar e a se mutilam quase que sem pestanejar de dor. Até que o Padre segura o dedo indicador da cabeça do demônio e o quebra. O ser rugi de agonia e finca uma estaca no estômago do padre. O padre sorrir diabolicamente.

– Você é responsável por isso…

– Sua complacência me deixa admirado, mas seus pecados me atraíram. Até agora só quero saber de uma coisa, o que fizestes?

O padre tem a memória abalada por traumas, mas quase gaguejando diz… – Eu vendi a alma dele, mas me arrependi, seu miserável.

– Vendeu a alma dele e de todos os que te seguiam não é mesmo, Padre?

Agora ele via pernas, braços, cabeças e dezenas de partes e órgãos das pessoas que ele possuiu e usou como oferenda. Os membros soltos voltam a se unir aos antigos corpos que jazem no inferno e os demônios que agora o são, estão a circundar o Padre.

– Ultimas palavras? – Acorde Melvius…

 

– O que isso significa?

– Meu inferno também tem criaturas, e delas, o meu maior temor se apossa do teu lago.

Então um crocodilo negro surge do sangue, ele passa a comer tudo o que vê em sua frente. O Padre então pede para Melvius abrir a boca, o crocodilo de 15 metros obedece, em seguida, mastiga seu criador e cospe. Os restos vão se unificando e verdadeiro demônio cresce e se fortalece.

Ele com seu corpo negro e olhos vermelhos deixa os chifres crescerem no lugar de ius de cabelo. Monta em seu crocodilo e diz:

– Leve-se ao inferno, tenho um encontro.

O crocodilo o indaga com um rugido.

– Um encontro com todos, cansei da farsa, sou a verdadeira desgraça, sou o caos e destruição e não aceito lamentação, exceto clamor, para todo aquele que em minhas mãos sentiu dor, mas assim nada importa, pois chegou a hora de condenar o condenador, temam, fujam, nada vai impedir, nada e ninguém vai alterar o fim absoluto.

 

Lucas Matheus
O Encontro – Parte 2

Ao despertar já consegue sentir um mal estar generalizado, como se uma depressão estivesse no ar, sucumbindo as forças vitais dele e de tudo, o mundo parecia morrer e ao se levantar do tombo, notou que já não tinha a sua arma. Ele não desiste, e vai de encontro ao que tanto está temendo encontrar.

Ao sair da torre, se depara com o sangue em todo o pátio da igreja. Aquilo o az notar um reflexo e assim percebe que o céu está vermelho. Bolhas passam a surgir bem a frente dele, no chão ensanguentado. Ele então é pego de surpresa por um golpe, um soco que só não foi invisível pois deixou uma marca de sangue em sua face, mas agora, toda sua roupa estava melada.

– Apareça! – grita o Padre, até que a mão o pega pelo pé. Enquanto ele vai sendo arrastado, percebe que está submergindo em direção ao solo que fica tão leve que parece mais um oceano. “A inconstância do inferno é que ele está em todo lugar” – pensa ele em agonia. Então, saca um punhal de seu tornozelo e fere a mão que o larga de imediato.

– Apareça seu covarde! Então a mão passa a abrir uma espécie de fenda em sua palma fazendo com que um rosto pequeno e com chifres apareça. Em seguida um corpo magro passa a submergir e a cabeça ainda saindo da mão passa a falar.

– Você voltará para casa…

– Não dessa vez – ele pausa e já pergunta: onde está o meu filho? – Morto…

O padre perde sua compostura e vai em direção ao demônio com toda sua raiva, ambos começam a lutar e a se mutilam quase que sem pestanejar de dor. Até que o Padre segura o dedo indicador da cabeça do demônio e o quebra. O ser rugi de agonia e finca uma estaca no estômago do padre. O padre sorrir diabolicamente.

– Você é responsável por isso…

– Sua complacência me deixa admirado, mas seus pecados me atraíram. Até agora só quero saber de uma coisa, o que fizestes?

O padre tem a memória abalada por traumas, mas quase gaguejando diz… – Eu vendi a alma dele, mas me arrependi, seu miserável.

– Vendeu a alma dele e de todos os que te seguiam não é mesmo, Padre?

Agora ele via pernas, braços, cabeças e dezenas de partes e órgãos das pessoas que ele possuiu e usou como oferenda. Os membros soltos voltam a se unir aos antigos corpos que jazem no inferno e os demônios que agora o são, estão a circundar o Padre.

– Ultimas palavras? – Acorde Melvius…

 

– O que isso significa?

– Meu inferno também tem criaturas, e delas, o meu maior temor se apossa do teu lago.

Então um crocodilo negro surge do sangue, ele passa a comer tudo o que vê em sua frente. O Padre então pede para Melvius abrir a boca, o crocodilo de 15 metros obedece, em seguida, mastiga seu criador e cospe. Os restos vão se unificando e verdadeiro demônio cresce e se fortalece.

Ele com seu corpo negro e olhos vermelhos deixa os chifres crescerem no lugar de ius de cabelo. Monta em seu crocodilo e diz:

– Leve-se ao inferno, tenho um encontro.

O crocodilo o indaga com um rugido.

– Um encontro com todos, cansei da farsa, sou a verdadeira desgraça, sou o caos e destruição e não aceito lamentação, exceto clamor, para todo aquele que em minhas mãos sentiu dor, mas assim nada importa, pois chegou a hora de condenar o condenador, temam, fujam, nada vai impedir, nada e ninguém vai alterar o fim absoluto.