A Porca - Lusandro Oliveira Leite
Lusandro Oliveira Leite
Escritor, poeta e amante do gênero de terror/suspense. Nasceu na cidade de Mauriti – CE, mas desde a infância mora na cidade de Santa Inês – PB. Teve seu primeiro livro Fragmentos do Coração publicado em 2017 pela editora Autografia do Rio de Janeiro. Estudante do curso de Licenciatura em Filosofia do Centro Universitário Internacional (UNINTER) – Campus Patos. Tem um carinho especial pelos monstros, fantasmas e criaturas horripilantes. Também tem alguns textos publicados pela revista eisFluências e Revista LiteraLivre e continua escrevendo. Intitula-se amante da literatura universal. O medo é apaixonante como um imã enigmático que captura os objetos metálicos – adoro histórias que faz a pessoa gritar, tremer as mãos, parar de respirar e ficar sem dormir durante a noite.





A Porca

UM CERTO CASO de uma mãe e filha que moravam na Região do Capim em Santa Inês, cidade tão famosa e pouco visitada. Nunca ouvia falar dessa história, jovem? Já era quase meia noite quando elas saíram para visitar uma tia muito doente, que adormecida pela lepra não conseguia nem ao menos se mover da cama. Já a caminho, tomada por uma sensação furiosa e aterrorizada gritou a mãe dizendo a sua filha:

É ela! É ela, eu juro por Deus que é ela! Possuída de temor, agarrou no braço da filha, correndo muito na estrada escura e fria. Insistia a filha ser apenas imaginação dela, mas a mãe prosseguiu atropelando as palavras:

Impossível! Eu vi, era ela… mal conseguia articular as palavras. Era ela! Eu vi a porca amaldiçoada e seus setes porquinhos entre os galhos e folhas secas, estava furiosa e pálida, ergueu o olhar para mim, piscou o olho direito e todos os filhotes voltaram o olhar firme e horripilante… este é o sinal da maldição!

Quer dizer que a senhora vai morrer? Ah, querida mamãe, este é o bendito sinal da maldição que colérico tanto falava?

Sim! Não se conhece uma única história de alguém que tenha visto uma porca e sete porquinhos e tenha sobrevivido!

No outro dia, a exata meia noite, ela morreu; e foi enterrada de cabeça para baixo. Conta-se que quem olha para aquela cova é marcado com o sinal da maldição e morre no dia seguinte!

UM CERTO CASO de uma mãe e filha que moravam na Região do Capim em Santa Inês, cidade tão famosa e pouco visitada. Nunca ouvia falar dessa história, jovem? Já era quase meia noite quando elas saíram para visitar uma tia muito doente, que adormecida pela lepra não conseguia nem ao menos se mover da cama. Já a caminho, tomada por uma sensação furiosa e aterrorizada gritou a mãe dizendo a sua filha:

É ela! É ela, eu juro por Deus que é ela! Possuída de temor, agarrou no braço da filha, correndo muito na estrada escura e fria. Insistia a filha ser apenas imaginação dela, mas a mãe prosseguiu atropelando as palavras:

Impossível! Eu vi, era ela… mal conseguia articular as palavras. Era ela! Eu vi a porca amaldiçoada e seus setes porquinhos entre os galhos e folhas secas, estava furiosa e pálida, ergueu o olhar para mim, piscou o olho direito e todos os filhotes voltaram o olhar firme e horripilante… este é o sinal da maldição!

Quer dizer que a senhora vai morrer? Ah, querida mamãe, este é o bendito sinal da maldição que colérico tanto falava?

Sim! Não se conhece uma única história de alguém que tenha visto uma porca e sete porquinhos e tenha sobrevivido!

No outro dia, a exata meia noite, ela morreu; e foi enterrada de cabeça para baixo. Conta-se que quem olha para aquela cova é marcado com o sinal da maldição e morre no dia seguinte!