Som barulhento - Lusandro Oliveira Leite
Lusandro Oliveira Leite
Escritor, poeta e amante do gênero de terror/suspense. Nasceu na cidade de Mauriti – CE, mas desde a infância mora na cidade de Santa Inês – PB. Teve seu primeiro livro Fragmentos do Coração publicado em 2017 pela editora Autografia do Rio de Janeiro. Estudante do curso de Licenciatura em Filosofia do Centro Universitário Internacional (UNINTER) – Campus Patos. Tem um carinho especial pelos monstros, fantasmas e criaturas horripilantes. Também tem alguns textos publicados pela revista eisFluências e Revista LiteraLivre e continua escrevendo. Intitula-se amante da literatura universal. O medo é apaixonante como um imã enigmático que captura os objetos metálicos – adoro histórias que faz a pessoa gritar, tremer as mãos, parar de respirar e ficar sem dormir durante a noite.





Som barulhento

Junto da vida uma dança macabra…
Dançamos rindo junto da tristeza.
Andando sempre a um passo da morte,
Querendo da felicidade um beijo forte!

E nada acontece e se aconteceu ou está acontecendo?
Não sei! – Foi-me dada a vida – com ela devo estar jogando…
– Dançando… e a sepultura de boca aberta me esperando…
Minha alegria lembra a morte sobre os crânios salteando!

O som é seco e barulhento –
Do sapateado sem fim ou início
Do fim do silêncio eterno…

Nossa alma, nosso corpo, clama
pela saudade da desventura?
E a morte é uma carruagem de chama cega…

Lusandro Oliveira Leite
Som barulhento

Junto da vida uma dança macabra…
Dançamos rindo junto da tristeza.
Andando sempre a um passo da morte,
Querendo da felicidade um beijo forte!

E nada acontece e se aconteceu ou está acontecendo?
Não sei! – Foi-me dada a vida – com ela devo estar jogando…
– Dançando… e a sepultura de boca aberta me esperando…
Minha alegria lembra a morte sobre os crânios salteando!

O som é seco e barulhento –
Do sapateado sem fim ou início
Do fim do silêncio eterno…

Nossa alma, nosso corpo, clama
pela saudade da desventura?
E a morte é uma carruagem de chama cega…