Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
M. Lestrange
M. Lestrange é, antes de qualquer coisa, um pseudônimo.
Bióloga de formação, apaixonada por leitura e maníaca das livrarias, pertence à casa Corvinal e faz visitas ocasionais ao reino das fadas para reunir material (e cobaias) para suas histórias.
Dizem os rumores que as tais fadas colocaram sua cabeça a prêmio.
Suas primeiras publicações físicas estão contidas em antologias, escreve para o blog literário Noite do Bardo e vez ou outra dá o ar de sua graça no Wattpad.






A data era 31 de dezembro, e as atividades na casa eram intensas desde o dia anterior.

            – Já preparou as sacolas de doces, querido? – Questionou a esposa.

            – Quase, meu amor. – Respondeu ele, amarrando cuidadosamente os laços de fita laranja ao redor dos embrulhos transparentes repletos de gostosuras.

            – Vitória! – Chamou a mulher. – VITÓRIA!

            Ela e o marido escutaram os passos apressados descerem as escadas. A garota de longos cabelos castanhos lisos apareceu à porta da cozinha, arfando.

            – Sim?

            – Como estão as fantasias? – Perguntou a mãe.

            – Quase prontas. – Respondeu Vitória.

            – Maquiagens?

            – Separadas.

            – Seus amigos?

            – Preparando as travessuras.

            – Excelente!

            – O que seremos esse ano? – Indagou o pai.

            – Você será o Conde Drácula. – Anunciou Vitória. – Mamãe será a noiva de Frankstein, eu serei uma bruxa e o pessoal… Bom, provavelmente as mesmas coisas do ano passado. Zumbis, lobisomens, esse tipo de coisa.

            – Nada brasileiro? – Questionou Vitor, o pai, desapontado. – Temos tantas opções, e a maioria delas bastante simples. Poderíamos ter um saci, uma Iara… O mais difícil seria o Curupira, mas acho que conseguiríamos comprar pés falsos em algum lugar. Ou, em último caso, usar as pantufas de monstro do ano passado ao contrário.

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A data era 31 de dezembro, e as atividades na casa eram intensas desde o dia anterior.

            – Já preparou as sacolas de doces, querido? – Questionou a esposa.

            – Quase, meu amor. – Respondeu ele, amarrando cuidadosamente os laços de fita laranja ao redor dos embrulhos transparentes repletos de gostosuras.

            – Vitória! – Chamou a mulher. – VITÓRIA!

            Ela e o marido escutaram os passos apressados descerem as escadas. A garota de longos cabelos castanhos lisos apareceu à porta da cozinha, arfando.

            – Sim?

            – Como estão as fantasias? – Perguntou a mãe.

            – Quase prontas. – Respondeu Vitória.

            – Maquiagens?

            – Separadas.

            – Seus amigos?

            – Preparando as travessuras.

            – Excelente!

            – O que seremos esse ano? – Indagou o pai.

            – Você será o Conde Drácula. – Anunciou Vitória. – Mamãe será a noiva de Frankstein, eu serei uma bruxa e o pessoal… Bom, provavelmente as mesmas coisas do ano passado. Zumbis, lobisomens, esse tipo de coisa.

            – Nada brasileiro? – Questionou Vitor, o pai, desapontado. – Temos tantas opções, e a maioria delas bastante simples. Poderíamos ter um saci, uma Iara… O mais difícil seria o Curupira, mas acho que conseguiríamos comprar pés falsos em algum lugar. Ou, em último caso, usar as pantufas de monstro do ano passado ao contrário.

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