Malícia - M. Lestrange
M. Lestrange
M. Lestrange é, antes de qualquer coisa, um pseudônimo.
Bióloga de formação, apaixonada por leitura e maníaca das livrarias, pertence à casa Corvinal e faz visitas ocasionais ao reino das fadas para reunir material (e cobaias) para suas histórias.
Dizem os rumores que as tais fadas colocaram sua cabeça a prêmio.
Suas primeiras publicações físicas estão contidas em antologias, escreve para o blog literário Noite do Bardo e vez ou outra dá o ar de sua graça no Wattpad.






Malícia

Mas ainda havia uma maneira. Ela poderia explicar tudo. Seguiu falando, ignorando todas as coceiras que insistiam em se espalhar. Era como se não houvesse nenhuma parte de seu corpo que não estivesse coçando.

Em algum momento, sua traqueia deixou de responder aos seus comandos. Ela colocava todas as suas forças em respirar, tentando desesperadamente levar o ar aos seus pulmões. Sem sucesso.

Carla sentiu sua visão turvar e seus joelhos gradualmente cederem.

Ela não percebeu quando finalmente caiu inerte no chão.

“É verdade?” – A mensagem de Melissa brilhou na tela de Eric. O rapaz prontamente apanhou o celular para responder.

“Sim.” – Respondeu o rapaz.

“Mas que porra aconteceu? Ela era meio maluca, mas não achei que fosse se matar.”

“Ela não se matou.”

“Não? O que houve então?”

“Parece que foi a mãe quem achou o corpo… Toda vermelha, meio sangrando… Aparentemente a causa foi asfixia.”

“Asfixia? Ela sufocou com o que?”

“Algum tipo de veneno… Não identificaram qual”.

 

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M. Lestrange
Malícia

Mas ainda havia uma maneira. Ela poderia explicar tudo. Seguiu falando, ignorando todas as coceiras que insistiam em se espalhar. Era como se não houvesse nenhuma parte de seu corpo que não estivesse coçando.

Em algum momento, sua traqueia deixou de responder aos seus comandos. Ela colocava todas as suas forças em respirar, tentando desesperadamente levar o ar aos seus pulmões. Sem sucesso.

Carla sentiu sua visão turvar e seus joelhos gradualmente cederem.

Ela não percebeu quando finalmente caiu inerte no chão.

“É verdade?” – A mensagem de Melissa brilhou na tela de Eric. O rapaz prontamente apanhou o celular para responder.

“Sim.” – Respondeu o rapaz.

“Mas que porra aconteceu? Ela era meio maluca, mas não achei que fosse se matar.”

“Ela não se matou.”

“Não? O que houve então?”

“Parece que foi a mãe quem achou o corpo… Toda vermelha, meio sangrando… Aparentemente a causa foi asfixia.”

“Asfixia? Ela sufocou com o que?”

“Algum tipo de veneno… Não identificaram qual”.

 

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