Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
M. Lestrange
M. Lestrange é, antes de qualquer coisa, um pseudônimo.
Bióloga de formação, apaixonada por leitura e maníaca das livrarias, pertence à casa Corvinal e faz visitas ocasionais ao reino das fadas para reunir material (e cobaias) para suas histórias.
Dizem os rumores que as tais fadas colocaram sua cabeça a prêmio.
Suas primeiras publicações físicas estão contidas em antologias, escreve para o blog literário Noite do Bardo e vez ou outra dá o ar de sua graça no Wattpad.






O Pesadelo

Ela se sentia como se tivesse acabado de ser salva de um afogamento: atordoada, confusa e absolutamente grata por cada pequena porção de ar que circulava desimpedidamente por seus pulmões.
Foi apenas após alguns momentos de reflexão que prestou atenção no som oco que soava insistentemente pelo aposento. Agora com a visão mais adaptada ao escuro, localizou a fonte do barulho: a janela. Christina se inclinou levemente para alcançar o pequeno trinco e levantar o vidro, liberando espaço para que a forma negra e comprida se esgueirasse para dentro do quarto. Salem, seu gato. Provavelmente retornando de suas aventuras noturnas pela vizinhança, como era comum acontecer.
O gato preto não demorou a encontrar o caminho para cima da cama de Christina, onde rapidamente se aninhou confortavelmente em cima das pernas da dona. Gatos e suas manias estranhas.
Respirou aliviada. Tudo parecia muito distante agora. A angústia, o medo, o Pesadelo… Tudo não passava de imagens rápidas e turvas em sua mente, como geralmente acontece logo que acordamos. Os sonhos são deixados no mundo dos sonhos, e os pesadelos voltam para o lugar negro e escondido de onde saíram.
Ela se contorceu para acariciar Salem, sem acordá-lo, e então aninhou-se em seus cobertores, pronta para embarcar novamente no expresso dos sonhos. Esperava que fosse agraciada com sonhos melhores dessa vez.
Antes de dormir, checou rapidamente as horas no pequeno relógio digital que havia em sua mesa de cabeceira.
2:35 da manhã, anunciavam os números em verde neon ofuscante.
Algo naquela cena lhe parecia vagamente familiar, embora não soubesse dizer exatamente por quê. Afastou aqueles pensamentos, já passara muita tensão por uma noite. Abraçou seu travesseiro e fechou os olhos para dormir.

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M. Lestrange
O Pesadelo

Ela se sentia como se tivesse acabado de ser salva de um afogamento: atordoada, confusa e absolutamente grata por cada pequena porção de ar que circulava desimpedidamente por seus pulmões.
Foi apenas após alguns momentos de reflexão que prestou atenção no som oco que soava insistentemente pelo aposento. Agora com a visão mais adaptada ao escuro, localizou a fonte do barulho: a janela. Christina se inclinou levemente para alcançar o pequeno trinco e levantar o vidro, liberando espaço para que a forma negra e comprida se esgueirasse para dentro do quarto. Salem, seu gato. Provavelmente retornando de suas aventuras noturnas pela vizinhança, como era comum acontecer.
O gato preto não demorou a encontrar o caminho para cima da cama de Christina, onde rapidamente se aninhou confortavelmente em cima das pernas da dona. Gatos e suas manias estranhas.
Respirou aliviada. Tudo parecia muito distante agora. A angústia, o medo, o Pesadelo… Tudo não passava de imagens rápidas e turvas em sua mente, como geralmente acontece logo que acordamos. Os sonhos são deixados no mundo dos sonhos, e os pesadelos voltam para o lugar negro e escondido de onde saíram.
Ela se contorceu para acariciar Salem, sem acordá-lo, e então aninhou-se em seus cobertores, pronta para embarcar novamente no expresso dos sonhos. Esperava que fosse agraciada com sonhos melhores dessa vez.
Antes de dormir, checou rapidamente as horas no pequeno relógio digital que havia em sua mesa de cabeceira.
2:35 da manhã, anunciavam os números em verde neon ofuscante.
Algo naquela cena lhe parecia vagamente familiar, embora não soubesse dizer exatamente por quê. Afastou aqueles pensamentos, já passara muita tensão por uma noite. Abraçou seu travesseiro e fechou os olhos para dormir.

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