Obra coletiva: as faces do amor e da morte - Maldohorror
Maldohorror
Um coletivo existe para fazer experiência. E é isso que você verá aqui.
Eu sou Maldohorror.
Eu tenho muitas faces...
Eu tenho muitos estilos...




Não espere finais felizes.






Obra coletiva: as faces do amor e da morte

       Ângela precisa se controlar; embora esteja à frente dos rebeldes, seu coração pulsa, assim como sua vulva, já umedecida, só de pensar em Barth. Ela quer a cabeça do capitão, sim! Mas adoraria sentar em cima dela, esfregar sua xana na língua de Barth.

       Infelizmente, o filho da puta estava do lado errado da guerra e essa paixão só seria consumada através de necrofilia.

       O mundo é uma merda: tudo se acabando, mas a cabeça de todos estão voltadas para o sexo, que está mais ligado à violência do que desejamos. E é em uma escapadinha para trepar em um puteiro nômade cigano que cinco soldados da tropa de elite de Ângela caem numa emboscada sangrenta. E não estamos falando de menstruação.

(Fabiano Soares)

——-

       As prostitutas romani estavam mais tensas e ariscas que o habitual, fato que ao menos Lucius deveria ter notado. Inebriado como os outros quatro companheiros que compunham a não oficial, mas mesmo assim, mais graduada guarda de Ângela, não notou sequer que uma das rameiras tinha os olhos fugidios e os gestos de um estranho nervosismo. Em outras ocasiões, esse mesmo lupanar sob rodas tinha cruzado o caminho dos homens, embora aquela época ainda não sublevados como agora, quando se uniram debaixo das declarações bélicas de Ângela, uma líder tão repentina e impossível quanto a sedição que tomavam parte. Enfim, não haviam sequer terminado o copo de uísque quando irrompeu por duas portas do carroção principal vários homens e mulheres cujo distintivo era a temida braçadeira amarela e preta. Os líderes rebeldes sequer puderam sacar das armas ou assoviar, chamando os imensos cães que que lhes eram uma tropa de choque. Atônitos, assim como as prostitutas, viram adentrar no grande veículo-bordel um velho e temido adversário.

(José Fernando Rezende)

——-

Páginas: 1 2 3 4 5 6 7

Maldohorror
Obra coletiva: as faces do amor e da morte

       Ângela precisa se controlar; embora esteja à frente dos rebeldes, seu coração pulsa, assim como sua vulva, já umedecida, só de pensar em Barth. Ela quer a cabeça do capitão, sim! Mas adoraria sentar em cima dela, esfregar sua xana na língua de Barth.

       Infelizmente, o filho da puta estava do lado errado da guerra e essa paixão só seria consumada através de necrofilia.

       O mundo é uma merda: tudo se acabando, mas a cabeça de todos estão voltadas para o sexo, que está mais ligado à violência do que desejamos. E é em uma escapadinha para trepar em um puteiro nômade cigano que cinco soldados da tropa de elite de Ângela caem numa emboscada sangrenta. E não estamos falando de menstruação.

(Fabiano Soares)

——-

       As prostitutas romani estavam mais tensas e ariscas que o habitual, fato que ao menos Lucius deveria ter notado. Inebriado como os outros quatro companheiros que compunham a não oficial, mas mesmo assim, mais graduada guarda de Ângela, não notou sequer que uma das rameiras tinha os olhos fugidios e os gestos de um estranho nervosismo. Em outras ocasiões, esse mesmo lupanar sob rodas tinha cruzado o caminho dos homens, embora aquela época ainda não sublevados como agora, quando se uniram debaixo das declarações bélicas de Ângela, uma líder tão repentina e impossível quanto a sedição que tomavam parte. Enfim, não haviam sequer terminado o copo de uísque quando irrompeu por duas portas do carroção principal vários homens e mulheres cujo distintivo era a temida braçadeira amarela e preta. Os líderes rebeldes sequer puderam sacar das armas ou assoviar, chamando os imensos cães que que lhes eram uma tropa de choque. Atônitos, assim como as prostitutas, viram adentrar no grande veículo-bordel um velho e temido adversário.

(José Fernando Rezende)

——-

Páginas: 1 2 3 4 5 6 7